POLÍTICA NACIONAL

Projeto reconhece interesse coletivo de conselhos de segurança privada

O Projeto de Lei 2478/25, da deputada Rosângela Reis (PL-MG), reconhece o interesse coletivo e a importância social das atividades realizadas pelo Conselho Nacional de Segurança Privada (Conasep) e pelos Conselhos Comunitários de Segurança Privada (Consepris), incluindo ações de bombeiro civil.

Essas entidades são de direito privado, sem fins lucrativos, com caráter consultivo e deliberativo. Atuam de forma voluntária no fortalecimento da segurança comunitária.

Segundo a autora, o objetivo é valorizar e fortalecer iniciativas locais em todo o País. “Essas entidades, que atuam voluntariamente, merecem reconhecimento legal pela importância social e pelo interesse coletivo das suas atividades, que extrapolam a simples segurança privada, abrangendo também ações educacionais, preventivas e de promoção da paz social”, afirmou.

Atuação
Mesmo não integrando a administração pública, os conselhos deverão seguir as diretrizes nacionais do Ministério da Justiça, da Polícia Federal e das secretarias estaduais e municipais de Segurança.

As atribuições dos conselhos incluem:

  • sugerir prioridades e ações estratégicas nas áreas de segurança privada, proteção civil e bombeiro civil;
  • acompanhar e avaliar os serviços prestados nas áreas de segurança privada, proteção civil e bombeiro civil, zelando pelo respeito aos direitos humanos e pela eficiência desses serviços;
  • promover campanhas educativas voltadas à segurança, prevenção da violência, proteção civil, bombeiro civil e promoção da paz;
  • estimular o relacionamento permanente e colaborativo entre as comunidades, empresas e órgãos que atuam na segurança privada, proteção civil e bombeiro civil;
  • organizar encontros, estudos, debates e eventos para difundir conhecimentos e promover o aprimoramento das práticas de segurança privada, proteção civil e bombeiro civil;
  • representar as reivindicações das comunidades junto às autoridades competentes;
  • colaborar com órgãos públicos e entidades privadas para a solução conjunta de problemas;
  • auxiliar na fiscalização dos órgãos públicos municipais, estaduais e federais; e
  • promover a criação de uma rede de inteligência da segurança privada, com o intuito de colaborar com a segurança pública municipal em cooperação com os estados e União.
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O Conasep e os Consepris poderão receber recursos de transações judiciais, penas pecuniárias, multas, doações e repasses públicos ou privados. Também poderão firmar convênios, termos de cooperação técnica e de fomento.

Tramitação
A proposta será analisada em caráter conclusivo pelas comissões de Integração Nacional e Desenvolvimento Regional; de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para se tornar lei, precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.

Reportagem – Francisco Brandão
Edição – Ana Chalub

Fonte: Câmara dos Deputados

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POLÍTICA NACIONAL

Hugo Motta comemora aprovação de projeto de combate à violência contra mulheres

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), comemorou a aprovação do projeto que cria o Sistema Nacional de Enfrentamento da Violência contra Meninas e Mulheres. A proposta (PLP 41/26) foi aprovada pelos deputados em Plenário e será enviada ao Senado.

Motta ressaltou que a Câmara já aprovou diversos projetos no combate à violência contra a mulher e, em particular, ao feminicídio. “O Brasil chora com a morte de nossas mulheres, infelizmente, todos os dias”, disse ele, ao pedir 1 minuto de silêncio pelo assassinato de Karen Aparecida Ferreira Rosa, de 44 anos, que foi morta estrangulada dentro de casa em Cataguases (MG). Segundo a Polícia Militar, os agentes encontraram a filha de um ano da vítima ainda mamando junto ao corpo da mãe.

Motta afirmou que a homenagem é a maneira de demonstrar a revolta do Parlamento com essa agressão que acontece nas diferentes regiões do país. “Esta Casa só irá sossegar enquanto nenhuma mulher mais no Brasil for vítima de violência ou assassinato por seu companheiro ou por quem quer que seja”, afirmou.

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O presidente da Câmara reforçou que o tema não pertence a nenhum partido, mas é agenda de Estado.

Tragédia
A relatora do projeto aprovado, deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), disse que o feminicídio citado por Motta expressa “da forma mais dolorosa, dramática e trágica” a situação das mulheres brasileiras.

“Encontrar uma mulher assassinada pelo seu ‘em tese’ companheiro e com filha de 1 ano agarrada a seu peito para ser amamentada, talvez não haja imagem mais explícita do significado dessa violência”, afirmou.

Reportagem – Tiago Miranda
Edição – Pierre Triboli

Fonte: Câmara dos Deputados

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