NACIONAL

MME promove diálogo para fortalecer expansão sustentável de transmissão de energia

O Ministério de Minas e Energia (MME) realizou evento com especialistas, autoridades e representantes de diferentes instituições para um debate estratégico sobre formas de garantir que a expansão da infraestrutura elétrica acompanhe a crescente demanda do país, em sintonia com o desenvolvimento sustentável.

O “Workshop Licenciamento Ambiental de Sistemas de Transmissão de Energia: Desafios e Cooperação entre Órgãos Licenciadores e o Setor Elétrico”, teve início na segunda-feira (18/08) com representantes do MME, Casa Civil, a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e o Operador Nacional do Sistema (ONS).

O primeiro painel tratou sobre o “Planejamento, Regulação e Operação do Setor Elétrico”, e serviu para reforçar a cooperação entre órgãos licenciadores e agentes do setor é peça-chave para viabilizar a expansão da transmissão. Hoje, a carteira de empreendimentos soma 284 usinas e 724 projetos de transmissão em andamento, com investimentos que ultrapassam R$ 159 bilhões. Até 2034, a rede elétrica nacional deverá ganhar aproximadamente 30 mil quilômetros de novas linhas, um crescimento de 17% em relação à malha atual.

De acordo com o secretário-Executivo Adjunto do MME, Fernando Colli, “o licenciamento ambiental tem um papel fundamental para viabilizar os empreendimentos e investimentos expressivos no setor, que impulsionam a geração de empregos e o desenvolvimento socioeconômico do nosso país”, destacou.

Leia Também:  MEC apresentará orientações para o PNLD Ensino Médio

O painel também trouxe reflexões sobre como antecipar etapas de licenciamento e incluir órgãos como o Ibama já nas fases iniciais dos estudos, garantindo maior previsibilidade e segurança jurídica aos projetos.

Os dados apresentados pelos departamentos técnicos do MME reforçaram o tamanho do desafio. O Departamento de Políticas para o Mercado (DPME) mostrou que, no âmbito do Novo PAC, há 163 empreendimentos de transmissão previstos, dos quais 39 já estão em operação, 48 em obras e 64 ainda sem início. A emissão de licenças ambientais foi apontada como etapa crucial para o avanço dessas obras estratégicas, que juntas somam investimentos superiores a R$ 103 bilhões.

Por sua vez, o Departamento de Planejamento e Outorgas de Transmissão e Distribuição de Energia Elétrica e Interligações Internacionais (DPOTI) apresentou os números para os próximos anos: o leilão de 2025, por exemplo, deve movimentar R$ 8 bilhões, viabilizando a construção de 1.178 quilômetros de novas linhas e 4.400 MVA em capacidade de transformação, em 13 estados.

O planejamento até 2029 projeta ainda um crescimento de 14,1% na carga elétrica, impulsionado pela eletrificação de setores estratégicos, como transporte e data centers. Para atender essa demanda, está previsto um acréscimo de 36 GW na capacidade instalada do país, com destaque para fontes renováveis como solar e eólica.

Leia Também:  Conheça os projetos mais curtidos no Clique Escola em setembro

Entre as prioridades destacadas, estão a integração de sistemas isolados da Região Norte, a redução da dependência de combustíveis fósseis e o atendimento a novas demandas de grandes consumidores, como projetos de hidrogênio e data centers. Nesse contexto, o fortalecimento das energias limpas consolida o compromisso do Brasil com uma matriz mais sustentável e alinhada às metas globais de descarbonização.

As discussões do workshop ressaltaram que a expansão da transmissão de energia não é apenas uma questão técnica ou regulatória: trata-se de uma decisão estratégica para o futuro do país. O encontro proporcionou um ambiente de diálogo entre governo, setor elétrico e órgãos ambientais, mostrando que a cooperação institucional é o caminho para transformar investimentos em desenvolvimento, acelerar a transição energética e garantir benefícios concretos para a sociedade brasileira.

Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
Telefone: 
(61) 2032-5759 | E-mail: [email protected]


 Instagram ●  Twitter ●  Facebook ●  YouTube ●  Flickr ●  LinkedIn

Fonte: Ministério de Minas e Energia

Propaganda

NACIONAL

Escola Nacional de Hip Hop já tem adesão de 22 estados

As redes estaduais, distrital e municipais de educação têm até terça-feira, 30 de junho, para aderir ao Programa Escola Nacional de Hip-Hop. Até 24 de junho, 22 estados e o Distrito Federal já haviam confirmado participação na iniciativa, que busca incorporar ao ambiente escolar saberes urbanos, periféricos e negros por meio da cultura e pedagogia hip-hop

A Escola Nacional de Hip-Hop integra a Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq) e prevê investimento de R$ 50 milhões entre 2026 e 2027. A adesão deve ser realizada exclusivamente pelo Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle (Simec), mediante assinatura do termo de adesão.  

A proposta da Escola Nacional de Hip-Hop é fortalecer práticas pedagógicas que dialoguem com as vivências dos estudantes por meio de atividades ligadas à música, dança, grafite, batalhas de rima e formação cultural. Entre as ações previstas estão trilhas formativas voltadas à gestão de carreira de MCs, breaking olímpico, slams estudantis, batalhas de rima, atividades de grafite e experiências pedagógicas relacionadas ao hip-hop na educação. 

Leia Também:  MEC debate defesa da universidade pública

Na educação básica, o hip-hop funciona como uma ferramenta de apoio ao sucesso acadêmico de estudantes em três grandes áreas: fortalecimento da identidade e da representatividade; integração de saberes e perspectivas decoloniais ao currículo; e melhoria do clima escolar, incluindo ações culturais que possam contribuir para reduzir o uso excessivo de celulares nos intervalos escolares. 

Adesão – No levantamento realizado em 24 de junho, 22 estados e o Distrito Federal já haviam aderido ao Programa Escola Nacional de Hip-Hop. Entre as unidades da Federação que ainda não haviam formalizado a participação estão Amazonas, Espírito Santo, Mato Grosso e Paraná. 

Nas capitais, 22 das 26 cidades já haviam confirmado adesão. Apenas Boa Vista (RR), Manaus (AM) e Vitória (ES) ainda não haviam concluído o processo. 

O levantamento também mostra que a mobilização das redes municipais já alcança índices elevados em diversas unidades da Federação. O Amapá lidera o percentual de adesão entre os municípios, com 93,75%, seguido por Roraima (93,33%) e Acre (81,81%). Na sequência aparecem Maranhão (78,34%), Bahia (77,69%) e Rio de Janeiro (77,17%), demonstrando o avanço da implementação do programa em diferentes regiões do país. 

Leia Também:  Turismo religioso movimenta R$ 15 bilhões por ano na economia brasileira

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) 

Fonte: Ministério da Educação

Continue lendo

política mt

mato grosso

policial

PICANTES

MAIS LIDAS DA SEMANA