POLÍTICA NACIONAL

Marcos do Val relata sanções do STF que afetam mandato e familiares

O senador Marcos do Val (Podemos-ES), em pronunciamento nesta quarta-feira (13), afirmou que está sendo privado de direitos constitucionais sem ter sido denunciado ou condenado. Ele é alvo de várias medidas cautelares no âmbito de uma investigação sobre supostos ataques ao Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo ele, as medidas foram determinadas por decisão de um único ministro, Alexandre de Moraes.

— As nossas garantias constitucionais foram todas violadas. O precedente está aberto e se esta Casa, o Senado da República, não agir contra essas violações, amanhã poderá ser qualquer um dos 81 Senadores que sofrerá as duras penas da censura e da violação dos direitos humanos impostas pela STF — disse.

O senador relatou bloqueio de contas bancárias, cartões de crédito e operações via Pix, inclusive de sua filha. Disse também que está proibido de deixar Brasília, teve redes sociais bloqueadas e foi obrigado a usar tornozeleira eletrônica. Ele afirmou que as restrições o impedem de visitar o Espírito Santo, seu estado, e de cumprir compromissos parlamentares.

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De acordo com Marcos do Val, as medidas incluem multa de R$ 50 milhões, bloqueio de bens, retenção de passaporte e apreensão de itens de seu gabinete. O senador disse que as sanções também afetam o tratamento de saúde de sua mãe, que tem câncer.

— Todos sabemos: essas sanções e penalidades não têm qualquer embasamento legal, isso é notório, e criam um precedente perigosíssimo que pode um dia atingir a qualquer parlamentar, independentemente de partido — concluiu.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Comissão aprova projeto que permite a órgãos de trânsito oferecer jogos e vídeos para escolas

A Comissão de Educação da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que altera o Código de Trânsito Brasileiro para autorizar órgãos de trânsito federais, estaduais e municipais a oferecer vídeos, jogos e aplicativos sobre segurança no trânsito para escolas de educação básica. O objetivo é ampliar a educação para a segurança viária entre crianças e adolescentes.

O texto aprovado é o substitutivo da relatora, deputada Socorro Neri (PP-AC), ao Projeto de Lei 4198/25, do deputado José Guimarães (PT-CE). A versão original previa a instalação obrigatória do aplicativo “Trânsito Legal” em todos os aparelhos digitais fornecidos pelo poder público aos alunos.

No entanto, a relatora optou por retirar essa exigência, argumentando que a lei não deve indicar uma tecnologia específica, sob o risco de comprometer a autonomia pedagógica das escolas e a neutralidade tecnológica das políticas públicas.

“A iniciativa preserva o estímulo ao uso de recursos digitais voltados à educação para o trânsito, mas substitui a obrigatoriedade de um aplicativo específico por uma norma mais ampla e compatível com o ordenamento educacional”, afirmou Socorro Neri.

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Regras
O texto estabelece que o uso dos conteúdos digitais deverá respeitar a autonomia dos sistemas de ensino e das escolas, a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e as normas da educação básica.

Também prevê que esses materiais observem critérios de qualidade pedagógica, acessibilidade, segurança, proteção de dados pessoais e proteção integral de crianças e adolescentes no ambiente digital.

Tramitação
A proposta tramita em caráter conclusivo e ainda será analisada pelas comissões de Viação e Transportes; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, o texto precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

Reportagem – Emanuelle Brasil
Edição – Geórgia Moraes

Fonte: Câmara dos Deputados

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