TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT
Judiciário doa computadores à Secretaria de Justiça para promover a educação no sistema prisionaL
Para promover a educação e a qualificação de recuperandos do sistema prisional de Mato Grosso, o Poder Judiciário do Estado, por meio do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo (GMF/TJMT), realizou a doação de 100 computadores à Secretaria de Justiça de Mato Grosso. O Termo de Doação de Bens Móveis nº 24/2025 foi assinado na tarde desta quarta-feira (06 de agosto), na sede do Palácio da Justiça, em Cuiabá.
Os computadores foram doados à Secretaria de Justiça após deixarem de atender aos requisitos operacionais do Tribunal de Justiça de Mato Grosso. Ainda em boas condições de uso, os equipamentos serão reaproveitados para reforçar ações de educação nas unidades prisionais e contribuir com a política de ressocialização.
O ato de doação reforça a parceria e atuação integrada entre os Poderes Judiciário e Executivo, com o intuito de promover a ressocialização por meio da educação e do trabalho, principais eixos de transformação dentro das unidades prisionais.
“Precisamos trabalhar arduamente na educação e no trabalho, por serem os caminhos eficazes para a remição de pena e a redução do número de pessoas privadas de liberdade”, reforçou o desembargador Orlando de Almeida Perri, supervisor do GMF/MT.
O magistrado lembrou que a doação de computadores é uma prática constante do Judiciário e que novas entregas estão previstas ainda para este ano. “Creio que o Poder Judiciário, por meio próprio ou com o apoio de instituições parceiras como o Ministério Público, o Tribunal de Contas e a Assembleia Legislativa, já doou mais de 500 computadores à Secretaria de Justiça. Esperamos realizar mais uma doação nos próximos dois meses, principalmente com foco na área da educação”, afirmou.
De acordo com o secretário de Justiça, Vitor Hugo Bruzulato, os computadores serão distribuídos entre as 41 unidades prisionais do Estado, conforme cronograma já elaborado pela equipe técnica da Secretaria. A estimativa é de que aproximadamente duas mil pessoas privadas de liberdade sejam beneficiadas com a entrega.
“Esses computadores são essenciais para viabilizar o ensino, especialmente o ensino à distância, que é a principal modalidade aplicada no sistema prisional. Hoje, já temos quase dois mil custodiados estudando, seja por meio do supletivo, da educação profissionalizante ou do ensino superior. Então, quanto mais acesso à tecnologia tivermos, mais oportunidades conseguimos oferecer”, destacou Bruzulato.
O secretário também enfatizou o impacto social da iniciativa. “Quem ganha com isso é a sociedade. Porque, com educação e capacitação, tiramos essas pessoas do mundo do crime, das garras das facções criminosas, e criamos novas perspectivas de vida. Agradecemos imensamente ao Poder Judiciário e ao GMF por essa parceria sólida, que fortalece nosso sistema penitenciário de forma harmônica e integrada.”
O juiz Bruno Marques, responsável pelo eixo Práticas Educativas do GMF-MT, também participou da solenidade de entrega.
Autor: Priscilla Silva
Fotografo: Alair Ribeiro
Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT
Email: [email protected]
TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT
MT avança em eficiência e produtividade mesmo com um dos maiores volumes de processos do país
Apesar da alta demanda processual registrada em Mato Grosso, a Justiça Estadual de Mato Grosso (TJMT) tem se destacado nacionalmente em indicadores de produtividade, celeridade e gestão processual. Segundo dados do relatório Justiça em Números 2026 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o Judiciário mato-grossense registrou 165,7 casos novos por mil habitantes, índice superior à média nacional da Justiça Estadual, que é de 132,5 casos novos por mil habitantes.
Classificado pelo CNJ como um tribunal de médio porte, o indicador demonstra que Mato Grosso está entre os estados com maior judicialização do país. Contudo, mesmo com a alta demanda, o Poder Judiciário mato-grossense apresentou um avanço de 22 pontos percentuais no Índice de Produtividade Comparada da Justiça (IPC-Jus) da área judiciária, passando de 75% para 97%. O IPC-Jus é um dos principais indicadores do CNJ para medir a eficiência dos tribunais brasileiros.
“Mato Grosso possui uma das maiores demandas processuais do país quando analisamos o número de casos por habitante. Por isso, alcançar indicadores de produtividade e eficiência acima da média nacional demonstra a capacidade do Poder Judiciário mato-grossense de se organizar, inovar e responder com qualidade às necessidades da sociedade”, afirma o corregedor-geral da Justiça, desembargador José Luiz Leite Lindote.
O bom desempenho também pode ser verificado na taxa de congestionamento dos processos na fase de conhecimento. Conforme o relatório, o TJMT registrou índice de 53%, um dos menores do país e entre os melhores desempenhos da Justiça Estadual. “O que demonstra a capacidade do Judiciário mato-grossense de dar vazão ao acervo processual e reduzir o volume de processos pendentes nessa etapa da tramitação”, detalha o juiz auxiliar da Corregedoria, Jorge Alexandre Martins Ferreira.
O relatório também mostrou queda no estoque de execuções fiscais. Mato Grosso registrou redução de 26,8% no quantitativo de casos pendentes de execução fiscal em comparação com o ano anterior. Um desempenho superior à média da Justiça Estadual, que é de 25,2%.
Esse trabalho também teve reflexo na redução do tempo de tramitação dos processos. Segundo dados do relatório, o tempo de giro do acervo processual no primeiro grau passou de um ano e dois meses para um ano e um mês, uma redução de 7,1%. O que coloca Mato Grosso na terceira colocação entre os 27 tribunais do país e na segunda posição entre os tribunais estaduais de médio porte.
Mato Grosso ainda se destaca na arrecadação de custas judiciais. Conforme o relatório Justiça em Números 2026, o Estado ocupa a terceira posição entre os Tribunais de Justiça do país no indicador que relaciona os valores arrecadados ao número de processos sujeitos à cobrança de custas.
O TJMT registrou arrecadação média de R$ 3.548,12 por processo ingressado, ficando atrás apenas de São Paulo (R$ 4.386,38) e Rio de Janeiro (R$ 4.333,84). O resultado coloca o Estado acima da média da Justiça Estadual, que foi de R$ 2.861,96 por processo. “O que demonstra a efetividade na arrecadação dos valores legalmente devidos e contribuindo para a sustentabilidade das atividades do Poder Judiciário mato-grossense”, afirma o juiz auxiliar, Jorge Alexandre.
Autor: Larissa Klein
Fotografo:
Departamento: Assessoria de Comunicação da CGJ-TJMT
Email: [email protected]
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