NACIONAL
MEC anuncia editais em educação bilíngue de surdos
Em webinário realizado nesta terça-feira, 5 de agosto, foram lançados dois campeonatos ligados a boas práticas na educação bilíngue de surdos: o 1º Concurso Nacional de Literatura Surda e o 4º Campeonato Artístico-Literário. A previsão do Ministério da Educação (MEC) é que os editais desses eventos sejam publicados no segundo semestre de 2025, sob a coordenação da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi).
Com as iniciativas, o MEC reafirma seu incentivo à arte e à literatura dentro das escolas que atendam estudantes surdos na perspectiva da comunidade surda. A adoção de boas práticas no meio artístico-literário, com a narrativa de histórias, valoriza a instrução da Língua Brasileira de Sinais (Libras) como idioma de comunicação, interação e ensino. “O MEC está disposto e alinhado com nossa modalidade como uma política de Estado”, explicou a diretora de Políticas de Educação Bilíngue de Surdos do MEC, Patrícia Rezende-Curione.
“Queremos garantir ensino de qualidade, acesso ao conhecimento e permanência para a comunidade de alunos surdos”, disse a coordenadora-geral Bilíngue de Educação Básica e Educação Superior, Marisa Lima. “Para isso, e amparados pela LDB [Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional], é preciso respeitar, reconhecer e valorizar a linguística e a identidade da cultura surda, bem como deixar claro que libras é língua de instrução, interação, comunicação e ensino. Essa é a nossa luta”, completou.
Campeonatos – O 4º Campeonato Artístico-Literário será coordenado pelos professores doutores Vanessa Regina e Guilherme Nichols, da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). O torneio terá uma abordagem voltada ao tema da nova série “As aventuras de Cali: Cali em Recife”, e os editais poderão ser acessados pelo site CasaLibras. Na última edição, mais de 500 alunos e professores, oriundos de mais de 50 instituições, participaram do evento.
Já o 1º Concurso Nacional de Literatura Surda terá como coordenadores os professores Fabiano Souto e Bruna da Silva Branco, da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), e terá a temática “Narrando histórias em Língua de Sinais/Libras”. O evento trará a literatura surda com ênfase na promoção de atividades de produção e expressão em libras pelo público-alvo da educação bilíngue de surdos, como forma de registrar a importância e valorizar o protagonismo do povo surdo, que tem a imersão da cultura surda a ser fomentada nos espaços artístico-literários nas escolas.
Investimento – Os dois campeonatos contam com apoio financeiro do MEC, mediante celebração de termo de execução descentralizada (TED), entre a Secadi e as universidades. Ao todo, foram investidos R$ 470.358,34, destinados para despesas de custeio, com o objetivo de apoiar a organização dos campeonatos e a realização dos eventos solenes presenciais, onde serão entregues as premiações aos participantes vencedores — professores e estudantes surdos.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secadi
Fonte: Ministério da Educação
NACIONAL
Escola Nacional de Hip Hop já tem adesão de 22 estados
As redes estaduais, distrital e municipais de educação têm até terça-feira, 30 de junho, para aderir ao Programa Escola Nacional de Hip-Hop. Até 24 de junho, 22 estados e o Distrito Federal já haviam confirmado participação na iniciativa, que busca incorporar ao ambiente escolar saberes urbanos, periféricos e negros por meio da cultura e pedagogia hip-hop.
A Escola Nacional de Hip-Hop integra a Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq) e prevê investimento de R$ 50 milhões entre 2026 e 2027. A adesão deve ser realizada exclusivamente pelo Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle (Simec), mediante assinatura do termo de adesão.
A proposta da Escola Nacional de Hip-Hop é fortalecer práticas pedagógicas que dialoguem com as vivências dos estudantes por meio de atividades ligadas à música, dança, grafite, batalhas de rima e formação cultural. Entre as ações previstas estão trilhas formativas voltadas à gestão de carreira de MCs, breaking olímpico, slams estudantis, batalhas de rima, atividades de grafite e experiências pedagógicas relacionadas ao hip-hop na educação.
Na educação básica, o hip-hop funciona como uma ferramenta de apoio ao sucesso acadêmico de estudantes em três grandes áreas: fortalecimento da identidade e da representatividade; integração de saberes e perspectivas decoloniais ao currículo; e melhoria do clima escolar, incluindo ações culturais que possam contribuir para reduzir o uso excessivo de celulares nos intervalos escolares.
Adesão – No levantamento realizado em 24 de junho, 22 estados e o Distrito Federal já haviam aderido ao Programa Escola Nacional de Hip-Hop. Entre as unidades da Federação que ainda não haviam formalizado a participação estão Amazonas, Espírito Santo, Mato Grosso e Paraná.
Nas capitais, 22 das 26 cidades já haviam confirmado adesão. Apenas Boa Vista (RR), Manaus (AM) e Vitória (ES) ainda não haviam concluído o processo.
O levantamento também mostra que a mobilização das redes municipais já alcança índices elevados em diversas unidades da Federação. O Amapá lidera o percentual de adesão entre os municípios, com 93,75%, seguido por Roraima (93,33%) e Acre (81,81%). Na sequência aparecem Maranhão (78,34%), Bahia (77,69%) e Rio de Janeiro (77,17%), demonstrando o avanço da implementação do programa em diferentes regiões do país.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi)
Fonte: Ministério da Educação
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