TECNOLOGIA
Setores econômicos podem contribuir em consulta pública para mitigação de gases de efeito estufa
Pela primeira vez, o Brasil contará com um conjunto articulado de planos setoriais de mitigação, elaborados para orientar e impulsionar a redução de emissões de gases de efeito estufa (GEE) em todos os segmentos econômicos. Os sete planos setoriais e o item 4.4 da Estratégia Nacional de Mitigação entraram em consulta pública nesta segunda-feira (28/07). As contribuições devem ser enviadas exclusivamente por meio da plataforma Brasil Participativo.
A construção dos planos é fruto de um esforço coordenado no âmbito do Comitê Interministerial sobre Mudança do Clima (CIM), por meio do grupo de trabalho em mitigação coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), e contou com subsídios técnicos do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e apoio do projeto Ciência&Clima. A área técnica prestou apoio aos ministérios setoriais para avaliar o potencial de mitigação das respectivas ações impactantes e elaborar os indicadores para monitoramento das metas globais dos planos setoriais.
“A melhor ciência e os melhores subsídios técnico-científicos disponíveis foram colocados à disposição para a tomada de decisão dos ministérios setoriais. Houve um trabalho robusto para calcular o potencial de redução de emissões das ações mais impactantes, por meio do qual avaliamos se seriam suficientes para atingir as metas de mitigação setoriais ou se haveria necessidade de ações complementares”, explica a secretária de Políticas e Programas Estratégicos do MCTI, Andrea Latgé. “Com os planos setoriais, há mais clareza sobre os caminhos que devem ser percorridos e os papéis de cada segmento para reduzir as emissões do Brasil. Isso é muito relevante, considerando que a meta da NDC envolve todos os segmentos econômicos”, complementa.
A meta da NDC do Brasil é ‘economy-wide’, ou seja, é aplicada a todos os setores da economia. Por isso, os planos setoriais de mitigação abrangem todos os segmentos econômicos.
Os planos setoriais, que integrarão o Plano Clima Mitigação, apresentam ações estruturantes, medidas e metas de redução para 2030 e 2035 para as áreas Agricultura e pecuária; Conservação da natureza; Cidades; Produção de energia; Indústria; Resíduos sólidos e efluentes domésticos; e Transportes.
Os ministérios setoriais, responsáveis por coordenar a elaboração dos respectivos planos, construíram os objetivos, as prioridades e os indicadores de monitoramento de cada área em conjunto com entidades, instituições, associações e demais atores considerados chave.
O conjunto de ações tem o objetivo de contribuir para que o Brasil cumpra com as metas estabelecidas na Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC) de reduções de emissões de GEE. Além disso, é esperado que o plano fomente investimentos e empregos com desenvolvimento sustentável.
Inventário Nacional vai monitorar progresso das metas – Os resultados do Inventário Nacional de GEE de 2022 foram utilizados como base para as trajetórias de redução de emissões. O especialista em transparência climática do MCTI e que acompanhou as discussões técnicas, Ricardo Araujo, explica que o Inventário Nacional de GEE ganhará mais relevância, pois será ferramenta central para monitorar os progressos da implementação das ações de redução. “Os ministérios elaboraram indicadores pertinentes a cada uma de suas políticas, ações e medidas, e eles próprios farão o monitoramento. Porém, o MCTI teve papel importante no estabelecimento dos indicadores para o monitoramento das metas globais dos Planos Setoriais, que serão calculados a partir dos resultados do inventário nacional”, afirma.
Diálogos – Os planos setoriais de mitigação serão apresentados em três sessões on line, transmitidas pelo canal do MMA, durante o mês de agosto. Os planos de conservação da natureza e agriculta e pecuária serão detalhados na sexta-feira (1°/08). Energia, transportes e indústria serão apresentados na segunda-feira (04/08); e cidades, resíduos sólidos e efluentes domésticos na semana seguinte, em 11 de agosto.
Após a consulta pública, os documentos deverão ser aprovados pelo Subcomitê Executivo do CIM.
Acesse os planos neste link e participe da consulta pública.
TECNOLOGIA
Cemaden lidera relatório da ONU que mostra América Latina mais quente, com secas, enchentes e perda acelerada de geleiras
A América Latina e o Caribe estão enfrentando um cenário de extremos climáticos cada vez mais intensos, com registros de ondas de calor recordes, enchentes, secas prolongadas e perda acelerada de geleiras andinas. O alerta está no relatório Estado do Clima na América Latina e Caribe 2025, da Organização Meteorológica Mundial (OMM). O documento foi apresentado em Brasília (DF), pelo coordenador-geral de Pesquisa e Desenvolvimento do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) e climatologista, José Marengo.
Pela primeira vez, o lançamento regional do documento ocorreu no Brasil, em evento no Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Esta é a sexta edição do relatório, coordenada por Marengo em parceria com serviços meteorológicos de países latino-americanos e caribenhos.
Segundo o documento, 2025 ficou entre os anos mais quentes já registrados na região, com temperaturas até 3°C acima da média histórica em diversas áreas da América Latina e do Caribe. O relatório também aponta que o ritmo de aquecimento registrado de 1991 a 2025 é o mais intenso desde o início das medições, em 1900.
“Esses dados não são projeções distantes. Eles mostram uma realidade climática que já afeta diretamente a economia, os ecossistemas e a vida das pessoas”, afirmou Marengo durante a apresentação.
O relatório reúne uma sequência de eventos extremos registrados ao longo do último ano. No México, junho de 2025 foi o mês mais chuvoso da história do país, enquanto a seca chegou a atingir até 85% do território simultaneamente. Enchentes no Peru e no Equador afetaram mais de 110 mil pessoas.
O documento alerta que o derretimento acelerado das geleiras andinas ameaça o abastecimento de água de cerca de 90 milhões de pessoas, além da geração de energia e da agricultura em períodos secos.
O oceano também está mudando rapidamente. Segundo a OMM, o nível do mar sobe mais rápido que a média global em partes do Caribe e da costa norte da América do Sul, aumentando riscos para cidades costeiras, infraestrutura e turismo.
Entre os eventos extremos destacados no relatório está o furacão Melissa, primeiro na Categoria 5 a atingir a Jamaica desde o início dos registros históricos. O fenômeno provocou 45 mortes e prejuízos estimados em US$ 8,8 bilhões — valor equivalente a mais de 40% do PIB jamaicano.
Ciência brasileira no monitoramento climático
O relatório da OMM também destaca o papel do Cemaden como referência regional em monitoramento de desastres e secas. Vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), o centro opera 24 horas por dia e mantém uma rede com mais de 3 mil equipamentos de monitoramento de chuvas, além de acompanhar os impactos das secas nos 5.571 municípios brasileiros.
A diretora do Cemaden, Regina Alvalá, afirmou que os dados produzidos pelo centro ajudam governos locais e federal a antecipar riscos e planejar ações de prevenção. “As informações geradas pelo Cemaden subsidiam ações concretas de preparação e redução de riscos de desastres”, afirmou.
Além das chuvas e secas, o centro monitora incêndios florestais, impactos sobre a agricultura e vulnerabilidades sociais em áreas de risco.
Agricultura e adaptação climática
Durante o evento, o ministro da Agricultura e Pecuária em exercício, Cleber Soares, destacou a importância do monitoramento climático para o planejamento agrícola e lembrou que o Brasil mantém políticas voltadas à agricultura de baixa emissão de carbono desde 2010, com o Plano ABC.
“O Cemaden faz monitoramento e emite alertas de forma ininterrupta, mas esse trabalho de produzir conhecimento e dados é também extremamente importante”, disse. Segundo ele, a meta do ciclo 2021–2030 é incorporar mais 50 milhões de hectares em sistemas produtivos sustentáveis e mitigar 1,1 gigatonelada de CO₂ equivalente.
A secretária-executiva do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Anna Flávia Sena, reforçou que relatórios científicos são fundamentais para orientar políticas públicas e ampliar a percepção sobre os impactos das mudanças climáticas. “O governo quer que esse documento, feito pelo meio científico, sirva para que cada vez mais pessoas reconheçam e acreditem no alerta de que as mudanças climáticas vão causar muitos desastres”, afirmou.
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