MATO GROSSO

Vice-governador destaca investimento histórico e virada na segurança pública: “Forças mais valorizadas, estruturadas e eficientes”

O vice-governador Otaviano Pivetta destacou, nesta quarta-feira (16.7), os avanços do programa Tolerância Zero contra facções criminosas, durante balanço realizado no Palácio Paiaguás. Na ocasião, foram entregues 1.950 pistolas Glock a policiais penais, em um investimento de R$ 3,8 milhões.

Segundo Otaviano, os avanços no enfrentamento às facções criminosas são resultado de uma mudança estratégica iniciada em 2019, quando o Governo do Estado passou a priorizar a segurança pública, com mais recursos, estrutura e valorização profissional.

“É uma satisfação chegar ao sétimo ano de gestão e ver os resultados. Segurança pública sempre foi uma das maiores preocupações do povo mato-grossense. Viemos dos municípios e conhecíamos de perto a aflição das nossas forças de segurança, que atuavam sem condições mínimas, muitas vezes dependendo de doações para cumprir o dever. Isso acabou em 2019”, afirmou o vice-governador.

Desde então, a área recebeu mais de R$ 1,7 bilhão em investimentos, que, segundo ele, representam o maior orçamento já destinado à segurança pública no Estado.

“Nunca tivemos uma segurança tão valorizada. Hoje, nossas forças têm autoestima, estrutura e reconhecimento. A sociedade voltou a ver a polícia como uma instituição de Estado. Isso se reflete nos resultados expressivos que temos alcançado. Viramos a página e estamos deixando um legado: investir, valorizar e apoiar quem protege o cidadão”, completou Otaviano Pivetta.

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Os dados do programa Tolerância Zero confirmam essa transformação: em sete meses, foram realizadas 405 operações, com apreensão de 12,6 toneladas de drogas, 2.387 celulares, 907 chips, 33 drones, 248 armas artesanais e R$ 1 milhão em dinheiro vivo.

Também foram bloqueados R$ 124,6 milhões em bens ligados às facções criminosas, incluindo aeronaves, carretas e fazendas, e 757 integrantes de facções foram presos. As ações resultaram em redução de 81,5% na entrada de celulares nos presídios e de 62,85% nas fugas.

O programa também obteve queda de 30% nos homicídios dolosos, 44% nos latrocínios e 25% nas lesões corporais seguidas de morte, conforme dados do Observatório de Segurança Pública da Secretaria de Estado de Segurança Pública (SESP-MT).

Além disso, o Tolerância Zero impediu 56 tentativas de invasão de terras com efetividade total. Esses resultados refletem os investimentos do Governo de Mato Grosso em efetivo, tecnologia, armamentos e na inauguração de novas unidades prisionais e socioeducativas, garantindo melhores condições para os servidores e mais segurança para a população.

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Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Comissão de Combate ao Trabalho Escravo promove seminário em Porto Alegre do Norte

A Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) e a Comissão Estadual para Erradicação do Trabalho Escravo (Coetrae-MT) realizam, entre 16 e 19 de abril, o Seminário Regional Araguaia – Trabalho Escravo, Direitos Humanos e Participação Popular, em Porto Alegre do Norte (a 1.125 km de Cuiabá).

A presidente do Coetrae, Márcia Ourives, destacou que o município foi escolhido para receber o seminário após o resgate de 563 trabalhadores em situação análoga à escravidão em uma obra de usina de etanol no ano passado.

“O diálogo e a participação social são pilares fundamentais para a construção de uma política pública exitosa. O enfrentamento ao trabalho escravo não é diferente. Estamos aqui para dialogar e capacitar agentes e lideranças de direitos humanos, além de gestores públicos e autoridades competentes, que são atores importantes para o combate ao trabalho escravo em Mato Grosso”, reforçou.

A programação começou na tarde desta quinta-feira (16.4), com a visita técnica a uma cooperativa de catadores de materiais recicláveis, voltada para a prevenção do trabalho escravo.

No período noturno, foi realizada uma palestra educativa e apresentações sobre o tema aos alunos do modelo de Ensino de Jovens e Adultos (EJA), da Escola Estadual Alexandre Quirino de Souza. Além de conhecer a realidade do trabalho escravo, os alunos também aprendem como denunciar e a quem recorrer para garantir seus direitos.

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Para o estudante Matheus de Carvalho, 19 anos, que participou das apresentações, a visita do Coetrae à escola foi fundamental para mudar a percepção dos estudantes sobre o que é trabalho análogo à escravidão nos dias atuais.

“A vinda do Coetrae nos trouxe uma nova visão sobre o trabalho escravo, muito importante para os jovens da nossa idade que estão terminando os estudos e entrando no mercado de trabalho, para não nos tornarmos vítimas desse tipo de crime”, destacou.

A estudante Ruth Maria, 19 anos, pontuou que, além de ajudar os estudantes que estão começando a trabalhar, também ajuda a alertar a própria família, que não teve acesso à informação.

“Além de ser importante para nós que estamos começando a trabalhar, essa informação é muito importante para nossa família, pois muitos não têm essa informação e não conhecem o que é estar refém do trabalho escravo, porque, sem ajuda, não conseguem sair”, reforçou.

As atividades continuam nesta sexta, sábado e domingo, com visitas técnicas, encontros com autoridades, palestras e mesas-redondas acerca do tema no município.

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Fonte: Governo MT – MT

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