NACIONAL
MME debate novas soluções tecnológicas para avançar na descarbonização
O Ministério de Minas e Energia (MME) promoveu, nessa segunda-feira (14/07), no âmbito do Programa Combustível do Futuro, o workshop CCS, CCUS e BECCS. O evento reuniu representantes do Governo Federal, da academia e do setor industrial para debater o papel das tecnologias de captura e armazenamento de carbono e de bioenergia com captura de carbono na transição energética do Brasil.
Na abertura do evento, o secretário Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis substituto, Renato Dutra, destacou a importância do encontro para consolidar o desenvolvimento dessas tecnologias no país. “A atividade de hoje é o pontapé inicial do subcomitê de CCS do Comitê Técnico Permanente do Combustível do Futuro (CTPCF), criado pela Resolução CNPE nº 12/2024 e que ficará responsável por propor o arcabouço infralegal sobre esses temas. Das atividades deste subcomitê vamos extrair contribuições de todas as instituições para iniciarmos o trabalho, que será uma entrega do MME e do Conselho Nacional de Política EnergéticaCNPE à sociedade brasileira”, afirmou.
O workshop marcou o lançamento do estudo The Low-Carbon Future of Brazil: Technological Solutions for Decarbonization, desenvolvido pelo Centro de Pesquisa para Inovação em Gases de Efeito Estufa da USP, em parceria com a Universidade de Amsterdam. O relatório destacou o potencial de uso de CCS e BECCS em diferentes regiões, com possibilidade de reduzir as emissões de gases de efeito estufa em mais de 80% nos locais analisados.
Os debates do workshop abordaram temas como regulação, planejamento energético, perspectivas de negócios e experiências internacionais com CCS, CCUS e BECCS. Participaram dos debates representantes dos ministérios do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC); Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA); e Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI); além da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Petrobras, COPPE/UFRJ, IBP, TotalEnergies, CCS Brasil, FS Energia e Agroicone.
O evento faz parte da agenda do Combustível do Futuro, que integra as políticas do Governo Federal para promover uma transição energética justa, sustentável e alinhada aos compromissos climáticos internacionais do Brasil.
Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
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NACIONAL
Eólica offshore: publicada metodologia de seleção de áreas ofertadas no país
Está disponível no site do Ministério de Minas e Energia (MME) o procedimento padronizado para selecionar possíveis áreas para desenvolvimento de projetos de geração de energia eólica no mar (eólica offshore). A proposta está alinhada à Lei nº 15.097/2025, à Resolução CNPE nº 1/2026, e aos demais instrumentos normativos que orientam o planejamento do uso do espaço marinho do país.
A metodologia, elaborada pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), sob a coordenação do Ministério de Minas e Energia (MME), orienta a execução de um processo estruturado composto por três etapas. A primeira tem objetivo de identificar as regiões Potenciais (Etapa I), em que são aplicadas exclusões legais e tecnológicas para mapear regiões iniciais com menor conflito e maior viabilidade.
Em seguida, ocorre a Definição de Áreas de Interesse (Etapa II), que refina essas regiões considerando sensibilidades socioambientais e compatibilidade com outros usos e atividades do espaço marítimo. Por fim, a Priorização de Áreas (Etapa III) na qual é aplicada uma análise multicritério, incluindo critérios técnicos, econômicos, logísticos e socioambientais, para classificar e hierarquizar as áreas.
A metodologia não define previamente quais regiões serão ofertadas, pois essa decisão permanece sob responsabilidade do poder concedente, que deverá considerar as políticas públicas vigentes, os objetivos de cada rodada de oferta e o contexto de desenvolvimento do setor.
A proposta incorpora na análise critérios legais, energéticos, econômicos, ambientais e sociais, com o objetivo de subsidiar a identificação de áreas adequadas à implantação de empreendimentos eólicos offshore, conciliando essa atividade com os demais usos do ambiente marinho. A construção do documento foi baseada na análise da regulamentação nacional, da experiência brasileira em planejamento espacial e das práticas adotadas por países com diferentes níveis de desenvolvimento desse segmento.
Mais sobre a Metodologia:
Resultado de um processo participativo, o documento incorpora contribuições de instituições governamentais integrantes do Grupo de Trabalho de Eólicas Offshore, instituído pela Resolução CNPE nº 18/2025 e da sociedade, apresentadas no âmbito da Consulta Pública nº 191/2025.
Entre as diretrizes previstas estão a flexibilidade para atualização dos critérios, acompanhando a evolução do mercado e a ampliação da base de informações disponíveis, além da previsão de mecanismos de participação institucional e social ao longo do processo de seleção.
O documento também indica que a definição futura dos setores a serem ofertados deve considerar a coordenação com os processos de planejamento da infraestrutura necessária ao desenvolvimento dos projetos, incluindo instalações portuárias, sistemas de transmissão e demais estruturas de apoio, de forma articulada entre o governo e o setor produtivo.
Acesse aqui o documento na íntegra.
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