POLÍTICA NACIONAL

Debatedores avaliam efeito do calor excessivo no rendimento escolar

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Embora não existam estudos específicos para o Brasil, estima-se que é alta a influência do calor excessivo no mau rendimento dos alunos e na evasão escolar. Especialmente no caso das escolas públicas, há um grande número de construções inadequadas para a emperatura do país e que não contam com climatização.

Em audiência pública da Comissão de Educação, Danilo Moura, especialista em clima e meio ambiente do Unicef, disse que o ar-condicionado é uma realidade distante numa rede pública que sofre de carências de serviços básicos.

“Na maior parte das escolas públicas brasileiras não tem ar-condicionado. A gente até hoje não conseguiu sequer garantir o direito, para todas as escolas, de acesso à água”, comparou.

Aumento do gasto de energia
Carlos Alexandre Príncipe, representante da Secretaria de Mudança do Clima do Ministério do Meio Ambiente, disse que o crescimento do uso de ar-condicionado em um país quente é um círculo vicioso. “Podemos estimar que, em 2050, nós teremos mais de 150 milhões de condicionadores de ar. Isso naturalmente faz com que o consumo energético suba e acabe afetando diretamente a mudança do clima”, afirmou.

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Construção verde
A deputada Sâmia Bomfim (Psol-SP), presidente da subcomissão que discute a climatização das escolas, sugere a adoção de técnicas de construção verde e em arquiteturas mais adequadas ao calor brasileiro.

“Nos processos de licitação, por exemplo, para construção e reforma de escolas, nunca se pensa nos aspectos sustentáveis. Geralmente, é aquele modelo mais barato possível, mas isso tem um impacto gigantesco no clima e, portanto, no processo de ensino aprendizagem.”

Reportagem – Dourivan Lima
Edição – Natalia Doederlein

Fonte: Câmara dos Deputados

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POLÍTICA NACIONAL

Hugo Motta comemora aprovação de projeto de combate à violência contra mulheres

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), comemorou a aprovação do projeto que cria o Sistema Nacional de Enfrentamento da Violência contra Meninas e Mulheres. A proposta (PLP 41/26) foi aprovada pelos deputados em Plenário e será enviada ao Senado.

Motta ressaltou que a Câmara já aprovou diversos projetos no combate à violência contra a mulher e, em particular, ao feminicídio. “O Brasil chora com a morte de nossas mulheres, infelizmente, todos os dias”, disse ele, ao pedir 1 minuto de silêncio pelo assassinato de Karen Aparecida Ferreira Rosa, de 44 anos, que foi morta estrangulada dentro de casa em Cataguases (MG). Segundo a Polícia Militar, os agentes encontraram a filha de um ano da vítima ainda mamando junto ao corpo da mãe.

Motta afirmou que a homenagem é a maneira de demonstrar a revolta do Parlamento com essa agressão que acontece nas diferentes regiões do país. “Esta Casa só irá sossegar enquanto nenhuma mulher mais no Brasil for vítima de violência ou assassinato por seu companheiro ou por quem quer que seja”, afirmou.

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O presidente da Câmara reforçou que o tema não pertence a nenhum partido, mas é agenda de Estado.

Tragédia
A relatora do projeto aprovado, deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), disse que o feminicídio citado por Motta expressa “da forma mais dolorosa, dramática e trágica” a situação das mulheres brasileiras.

“Encontrar uma mulher assassinada pelo seu ‘em tese’ companheiro e com filha de 1 ano agarrada a seu peito para ser amamentada, talvez não haja imagem mais explícita do significado dessa violência”, afirmou.

Reportagem – Tiago Miranda
Edição – Pierre Triboli

Fonte: Câmara dos Deputados

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