SAÚDE

Ministério da Saúde contrata os Correios para ampliar “teste do pezinho” em todo o país

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anuncia, nesta quinta-feira (26/6), em São Paulo, uma série de ações para ampliar o Programa Nacional de Triagem Neonatal (PNTN), incluindo investimentos adicionais de R$ 30 milhões, com ações para a redução do tempo de espera pelo resultado dos exames, popularmente conhecido como Teste do Pezinho. O novo aporte de recursos representa um crescimento de 30% no investimento federal, totalizando R$ 130 milhões por ano. 

Os avanços no Programa Nacional de Triagem Neonatal estão previstos em portaria do Ministério da Saúde que prevê a contratação e organização, em nível nacional, da logística de amostras do programa e o incentivo financeiro para os Serviços de Referência em Triagem Neonatal. Esse incentivo, no total de R$ 14,9 milhões são para apoiar os estados na realização do teste do pezinho em seus territórios. O repasse mensal de incentivo será de R$ 40 mil para as regiões Sul, Sudeste, Nordeste e Centro-Oeste. No caso da região Norte, o valor será 30% maior, R$ 52 mil por mês.  

Estamos estruturando toda a base necessária para viabilizar a ampliação do teste do pezinho de forma rápida e efetiva. A criação dos centros regionais vai permitir que estados com menor população, que enfrentam maior dificuldade de escala e logística, possam se associar a esses centros, garantindo acesso ao exame com mais qualidade e agilidade”, afirmou Padilha. 

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Outros R$ 15,2 milhões são para avanço na logística por meio de um contrato direto com os Correios, presente no interior do país e regiões remotas. Com este investimento, o Ministério da Saúde vai garantir o transporte das amostras nas cidades brasileiras. Além da capilaridade, a parceria poderá reduzir pela metade o tempo médio de entrega dos diagnósticos, passando para até cinco dias.  

A portaria também estabelece a centralização dos laboratórios, o que permitirá reduzir os custos na compra de insumos, manutenção de equipamentos e a realização dos exames.  

“Além do aumento nos recursos, estamos anunciando duas novas estratégias: criação de cinco centros macro regionais de referência, organizados de forma a atender vários estados, garantindo maior escala, rapidez e qualidade nos testes e a parceria com os Correios, para agilizar o envio das amostras. Com isso, as coletas feitas nos municípios chegarão mais rapidamente aos laboratórios. Isso reduz o tempo de resposta e melhora o atendimento”, destacou Padilha. 

As novidades foram apresentadas durante o evento “Saúde na Rota Certa pela Prevenção”, no Instituto Jô Clemente (IJC). A ação faz parte do Junho Lilás e reforça a importância da realização do exame.  Ainda no evento, Padilha participou de uma campanha de imunização destinada ao público atendido pelo IJC. 

Como funciona a Triagem Neonatal 

Tudo começa com a coleta de sangue no calcanhar do bebê e termina com a atenção integral ao paciente com equipes multiprofissionais. O famoso Teste do Pezinho faz parte da Triagem Neonatal, que envolve exames de sangue para a detecção de doenças antes do aparecimento de sinais e sintomas, com isso, evitando agravos à saúde do bebê e óbito precoce. 

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Atualmente, na maioria dos estados brasileiros, o Teste do Pezinho acontece nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs). Entretanto, o exame também pode ser realizado em maternidades, casas de parto, comunidades indígenas e quilombolas.    

Foto: Rafael Nascimento
Foto: Rafael Nascimento/MS

Reforço na vacinação 

O evento realizado no Instituto Jô Clemente, em parceria com o Ministério da Saúde e a Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo, recebeu a visita de aproximadamente 1.200 pessoas e contou com uma ampla ação de vacinação. O personagem Zé Gotinha, símbolo nacional da vacinação, também participou da ação.  

Foram ofertadas doses dos imunizantes Influenza, Hepatite B, Pentavalente, Poliomielite inativada, Rotavírus, Pneumocócica 10-valente, Meningocócica C, Febre Amarela, Tríplice Viral (sarampo, caxumba e rubéola), DTP, Hepatite A, Varicela, Difteria e Tétano adulto (dT), Meningocócica ACWY, HPV quadrivalente e COVID-19, reforçando o compromisso com a promoção da saúde e a ampliação da cobertura vacinal da população. 

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Foto: Rafael Nascimento/MS.

Foto: Rafael Nascimento/MS

Ana Célia Costa 
Ministério da Saúde   

Fonte: Ministério da Saúde

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SAÚDE

Ministério da Saúde inclui segunda dose de reforço contra poliomielite no Calendário Nacional de Vacinação

O Ministério da Saúde amplia a proteção contra a poliomielite no Brasil. A partir de 3 de agosto, o Calendário Nacional de Vacinação passará a incluir uma segunda dose de reforço contra a doença, aplicada aos 4 anos de idade. A medida fortalece a proteção das crianças brasileiras e reafirma o compromisso do Governo do Brasil de manter o país livre da circulação do poliovírus, dando continuidade ao processo de erradicação da doença.

O Brasil está há 37 anos sem registrar casos de poliomielite — o último ocorreu em 1989 — e, desde 1994, possui a certificação de área livre da circulação do poliovírus, conquistada juntamente com os demais países das Américas. A introdução da segunda dose de reforço integra o conjunto de ações do Ministério da Saúde para preservar essa conquista histórica e evitar a reintrodução da doença no país.

Com a mudança, o esquema vacinal contra a pólio passa a contar com cinco doses, todas realizadas com a vacina inativada poliomielite (VIP), disponível gratuitamente na rede pública de saúde.

As doses de reforço são administradas após o esquema primário de vacinação para induzir e manter a imunidade. No caso da pólio, o novo reforço será aplicado depois das doses administradas aos 2, 4 e 6 meses de vida e do primeiro reforço, aos 15 meses, garantindo proteção por mais tempo e contribuindo para manter elevadas as barreiras de proteção coletiva contra o vírus.

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A decisão foi tomada após ampla discussão com a Câmara Técnica Assessora em Imunizações (CTAI), com participação de sociedades científicas, do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) e da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).

Embora o Brasil esteja livre da poliomielite há quase quatro décadas, a vacinação continua sendo essencial. Enquanto houver circulação do vírus em qualquer parte do mundo, permanece o risco de reintrodução da doença em países que apresentem bolsões de não vacinados ou quedas nas coberturas vacinais.

Atualmente, Paquistão e Afeganistão são os únicos países onde a poliomielite segue endêmica. Além disso, diferentes países têm registrado a circulação de poliovírus derivados de vacinas em áreas com baixas coberturas vacinais. Por isso, manter altas taxas de vacinação é a principal estratégia para impedir o retorno da doença e proteger as novas gerações.

Desde novembro de 2024, o esquema vacinal contra a poliomielite passou a ser composto, exclusivamente, pela vacina inativada poliomielite. A decisão do Ministério da Saúde de substituir as duas doses com a vacina oral poliomielite bivalente (VOPb), a famosa “gotinha”, pela injetável levou em conta novas evidências científicas para proteção contra a doença.

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Quem deve se vacinar e onde

O público-alvo são crianças menores de 5 anos. A segunda dose de reforço é recomendada para aquelas que já completaram o esquema primário e receberam o primeiro reforço.

Crianças com esquema incompleto também devem ser vacinadas. Os serviços de saúde avaliarão a situação de cada uma e orientarão sobre as doses pendentes. A vacinação pode ser realizada até os 4 anos, 11 meses e 29 dias.

Para crianças imunocomprometidas, não houve alteração: o segundo reforço com VIP já estava indicado para esse público nos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE) e na Rede de Imunobiológicos Especiais (RIE).

A vacina está disponível gratuitamente em todas as Unidades Básicas de Saúde do país. Para mais informações, acesse saude.gov.br ou procure a unidade de saúde mais próxima.

Acesse a Caderneta Digital da Criança e acompanhe a vacinação e o bem-estar da sua criança de forma fácil, rápida e segura

Deborah Novais
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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