CUIABÁ

Prefeitura promove ações de inclusão na Semana do Migrante

A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e inclusão, deu início à Semana do Migrante nesta sexta-feira, 20 de junho. O evento será realizado das 8h às 17h, no Centro Pastoral para Migrantes, com uma programação voltada à promoção da dignidade, inclusão e acesso a serviços essenciais para a população migrante da Capital.

A iniciativa, realizada anualmente, tem como foco o acolhimento e o fortalecimento dos direitos da população migrante. Durante o evento, serão oferecidos atendimentos socioassistenciais, orientações jurídicas e de documentação, além de ações de saúde, cidadania e atividades culturais.

“Essa é uma ação fundamental para garantir que os migrantes se sintam parte da nossa cidade, com acesso às políticas públicas e ao acolhimento necessário para recomeçarem suas vidas com dignidade”, destacou a secretária Hélida Vilela de Oliveira.

A programação do evento reforça o compromisso da gestão municipal com os direitos humanos, promovendo um ambiente de escuta, respeito às diferenças culturais e oportunidades de inclusão. A expectativa é atender dezenas de famílias migrantes, principalmente da comunidade venezuelana, haitiana, boliviana e colombiana que hoje vivem em Cuiabá.

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O Dia do Imigrante é celebrado no Brasil em 25 de junho. Essa data foi estabelecida para homenagear a contribuição dos imigrantes na formação da sociedade brasileira e reconhecer a importância da diversidade cultural. A escolha da data está ligada ao fim da Semana da Imigração Japonesa, que se inicia em 18 de junho. Em 1957, o Decreto nº 30.128, da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, oficializou o dia 25 de junho como o Dia do Imigrante no Brasil.

Essa data é uma oportunidade para refletir sobre a história da imigração no país, celebrar a riqueza cultural trazida pelos imigrantes e promover a integração e o respeito à diversidade.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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CUIABÁ

Prefeito suspende por decreto aprovação de lotes abaixo de 200 m² e medida vai parar na Justiça

Especialista em Direito Imobiliário e Diretor Jurídico do CRECI/MT, afirma que prefeito não pode suspender efeitos de lei municipal por ato do Executivo

O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), publicou decreto suspendendo, por tempo indeterminado, a aprovação de novos projetos de loteamento e desmembramento que prevejam lotes com menos de 200 m² e frente inferior a 10 metros. A medida foi publicada no Diário Oficial do Município que circulou na quinta-feira (25) e já é alvo de uma Ação Declaratória de Inconstitucionalidade proposta pelo MDB, atendendo solicitação o Pré Candidato a Deputado Federal, CLAUDECIR CONTTREIRA.

O Decreto nº 12.169/2026 determina que a Prefeitura deixe de analisar, emitir diretrizes e aprovar projetos que não atendam aos novos parâmetros até que entre em vigor uma nova legislação urbanística municipal. Na prática, ficam suspensas aprovações que hoje são permitidas pela Lei Complementar nº 389/2015, que estabelece área mínima de 180 m² para os lotes.

Embora o decreto afirme que a lei continua em vigor e que a suspensão tem caráter temporário, a medida impede a aplicação prática da legislação vigente aos processos em andamento e aos novos pedidos protocolados no município.

A constitucionalidade do decreto é contestada pelo advogado especialista em Direito Imobiliário e Direito Condominial, Miguel Zaim. Segundo ele, o prefeito não pode, por decreto, restringir a eficácia de uma norma aprovada pelo Poder Legislativo.

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“À primeira vista, eu vejo que esse decreto é inconstitucional. O prefeito não pode legislar por decreto ou suspender a eficácia de uma norma que está em vigor. Para alterar essa regra é necessária outra lei, debatida e aprovada pela Câmara Municipal”, afirmou.

Na avaliação do especialista, a administração municipal extrapolou sua competência administrativa ao editar um ato que, na prática, modifica a aplicação da legislação urbanística.

“O prefeito é chefe do Poder Executivo e exerce função administrativa. Se pretende alterar os parâmetros definidos em lei, deve encaminhar um projeto ao Legislativo. Não pode retirar a eficácia de uma norma em vigor por meio de decreto”, disse.

Miguel Zaim também afirma que a mudança tende a provocar impactos econômicos no mercado imobiliário e no acesso da população à moradia.

Segundo ele, a exigência de terrenos maiores reduz o número de lotes que podem ser implantados em cada empreendimento, aumentando os custos de produção e, consequentemente, o preço final dos imóveis.

“Vai encarecer os terrenos, dificultar o acesso à moradia para as famílias de menor renda e também afastar investimentos. Outras cidades de Mato Grosso adotam lotes mínimos de 180 m² justamente para ampliar o acesso à habitação de forma organizada e urbanizada”, afirmou.

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O advogado acrescenta que o aumento da metragem mínima também pode elevar o valor dos financiamentos habitacionais e reduzir a competitividade de Cuiabá em relação a outros municípios, tendo em vista que as grandes construtoras deverão desistir de investimentos na capital.

Ação na Justiça

A legalidade do decreto também será analisada pelo Judiciário. O MDB ingressou com uma Ação Declaratória de Inconstitucionalidade questionando a medida adotada pelo prefeito.

Entre os argumentos apresentados está o de que o Executivo teria “inovado” na ordem jurídica por meio de decreto, criando restrições não previstas na legislação municipal e suspendendo, de forma indireta, os efeitos de uma lei que permanece vigente.

Anteriormente, no início de maio, Abilio chegou a encaminhar o projeto à Câmara de Vereadores, em regime de urgência, para aplicar as novas medições.

No entanto, o Executivo pediu o projeto de volta, suspendendo a tramitação, para novas discussões sobre o assunto. Ainda não há previsão para que a proposta cumpra o rito legal e seja votada pelos vereadores.

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