POLÍTICA NACIONAL

Comissão debate curso para enfrentamento do racismo estrutural

A Comissão de Direitos Humanos, Minorias e Igualdade Racial da Câmara dos Deputados promove, nesta terça-feira (10), um debate sobre o lançamento do curso “Educar para Reparar: Orçamento Público e Educação Antirracista”, que busca enfrentar o racismo estrutural e fortalecer a justiça orçamentária na educação.

A audiência pública atende a pedido da deputada Daiana Santos (PCdoB-RS). O debate será interativo e está marcado para as 16 horas, em local a ser definido.

O curso é uma iniciativa da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), em parceria com a União de Negras e Negros pela Igualdade (Unegro), e conta com o apoio da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) do Ministério da Educação.

Seu objetivo é formar agentes públicos, educadores, ativistas e lideranças comunitárias para a atuação crítica e transformadora na elaboração e fiscalização de orçamentos públicos voltados à promoção da equidade racial na educação. O curso, que teve início em maio, é gratuito, com aulas online, e encontros presenciais em cinco cidades brasileiras: Porto Alegre, São Paulo, Brasília, Porto Seguro e Salvador.

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“A proposta formativa baseia-se na pedagogia popular, na articulação entre ensino, pesquisa e extensão, e responde à histórica exclusão da população negra das políticas públicas estruturantes no Brasil”, explica Daiana Santos. “Além disso, sua primeira etapa teve início no estado do Rio Grande do Sul, marcado recentemente por uma tragédia climática que afetou majoritariamente a população negra e periférica”, acrescenta.

A deputada ressalta que é fundamental a comissão lançar o curso oficialmente para dialogar com os idealizadores e reconhecer a experiência como uma referência para futuras políticas públicas.

Da Redação – MB

Fonte: Câmara dos Deputados

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POLÍTICA NACIONAL

Comissão de Educação aprova proposta que exige noções de Libras de gestores escolares

A Comissão de Educação da Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que torna obrigatória a comprovação de noções básicas de Língua Brasileira de Sinais (Libras) para gestores da educação básica. A exigência valerá para cargos de administração, planejamento, inspeção, supervisão e orientação educacional.

A proposta foi aprovada na forma do substitutivo apresentado pela relatora, deputada Franciane Bayer (Republicanos-RS), para o Projeto de Lei 480/26, do deputado licenciado Murilo Galdino (PB).

Conforme a nova redação, a equipe de gestão da escola deverá contar com profissional que conheça Libras, selecionado entre os professores da unidade ou contratado especificamente para a função. O projeto inicial priorizava pessoas surdas nas contratações.

“Um gestor escolar ou um profissional de apoio deverá ter condições de se comunicar com grande número de pessoas – colegas e demais funcionários, alunos e pais – os quais, na imensa maioria, não sabem se comunicar em Libras”, justificou Franciane Bayer.

Ela ressaltou ainda que a medida amplia o acolhimento e os serviços educativos prestados aos alunos surdos, ao incluir a mudança na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB).

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“Até que tenhamos na Libras uma segunda língua dos brasileiros, é mais factível dispor do apoio de profissional conhecedor que já trabalhe na escola ou que venha a ser contratado para integrar a equipe pedagógica”, afirmou a relatora.

De acordo com o substitutivo, a comprovação do conhecimento básico em Libras deverá ser feita antes da contratação ou designação para o cargo, respeitando-se também os demais critérios técnicos e pedagógicos.

Próximos passos
A proposta ainda será analisada pelas comissões de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência e de Constituição e Justiça e de Cidadania, em caráter conclusivo. Para virar lei, precisa ser aprovada pelos deputados e pelos senadores.

Reportagem – Noéli Nobre
Edição – Ana Chalub

Fonte: Câmara dos Deputados

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