NACIONAL
Conheça histórias que emocionam de quem já fez o Enem
O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) transforma a vida dos estudantes brasileiros há quase três décadas. Criado em 1998, a avaliação se tornou a principal porta de entrada para o ensino superior no país. Além disso, contabiliza diversas histórias de jovens e adultos que tiveram a vida transformada por meio da educação.
São trajetórias como a do professor Paulo Almeida, que participou da primeira edição do Enem. “Uma experiência histórica”, conta. Naquela época, a prova era usada apenas para avaliar os conhecimentos de estudantes concluintes do ensino médio e não como processo seletivo, mas, segundo Paulo, já havia uma expectativa de que evoluísse para funcionar nos moldes de hoje.
“Ao ir bem no Enem, tínhamos a certeza de que estávamos indo para o caminho certo. Isso me deu uma segurança grande para fazer outras provas, inclusive o vestibular daquele ano, em que fui aprovado para odontologia. Hoje, como professor, percebo que temos uma inclusão muito grande na sala de aula de alunos que têm acesso ao ensino superior por conta dessa avaliação tão importante”, observa.
Foi o caso de Neander Oíbio. Após se formar em medicina veterinária, ele continuou estudando e fazendo a prova todos os anos porque tinha como alvo a graduação dos seus sonhos. Neander usou a nota do Enem no processo seletivo para o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e conseguiu ingressar na Universidade Católica de Brasília para cursar medicina, tendo o curso financiado.
“Saí de uma família muito humilde, mas sempre acreditei muito em estudar para mudar a minha realidade. O Enem foi um divisor de águas. Fiz a prova em 2012, tirei uma nota boa e realizei o sonho de cursar minha primeira graduação, mas continuei estudando. Anos depois, consegui passar no processo seletivo para cursar medicina: foi uma ponte para sair da realidade e conquistar meu sonho. Hoje, dou monitoria em alguns cursinhos, ajudo voluntariamente, porque é algo que gosto de fazer. Acredito que a educação vai mudar a vida das pessoas, como mudou a minha”, lembra.
Sua história não é uma exceção e se repetiu em 2023, no interior do Maranhão. O vídeo do momento em que Sabrina da Silva recebe a notícia da sua aprovação viralizou nas redes sociais. Nele, ela aparece ao lado da família em uma casa simples de madeira, ouvindo a divulgação do resultado pelo rádio da universidade — uma cena que emocionou o país e simboliza o poder da educação pública como motor de transformação social.
Caçula de sete irmãos, a filha de uma empregada doméstica e de um lavrador, que sempre estudou em escola pública, entrou para o curso de medicina com a nota do Enem. Hoje no quarto período na Universidade Federal do Maranhão (UFMA), Sabrina diz que não conhecia a prova até se mudar para a capital do estado, São Luís.
“No interior, a gente nem ouvia falar sobre o Enem, parecia até que isso não me pertencia. Mas sempre gostei de estudar e tinha grandes sonhos. Em São Luís, fiz três anos de cursinho, nunca desisti. Quando ouvi meu nome no rádio, foi o momento em que minha vida mudou. Sou a primeira da minha família a cursar ensino superior em uma universidade pública”, celebra.
As inscrições do Enem 2025 estão abertas pela Página do Participante até sexta-feira, 6 de junho, para que novas histórias de transformação pessoal e social sejam contadas. Uma das novidades dessa edição é a inscrição pré-preenchida para concluintes da rede pública. Nesses casos, o participante deve acessar a página oficial para confirmar a inscrição e selecionar a prova de língua estrangeira (inglês ou espanhol) que deseja realizar. As provas serão aplicadas em 9 e 16 de novembro, nas 27 unidades da Federação.
Enem – O Exame Nacional do Ensino Médio avalia o desempenho escolar dos estudantes ao término da educação básica. Ao longo de mais de duas décadas de existência, o Enem tornou-se a principal porta de entrada para a educação superior no Brasil, por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), do Programa Universidade para Todos (Prouni) e do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).
Instituições de ensino públicas e privadas também utilizam o Enem para selecionar estudantes, como critério único ou complementar aos processos seletivos. Os resultados individuais do Enem podem ainda ser aproveitados nos processos seletivos de instituições portuguesas que possuem convênio com o Inep para aceitar as notas do exame. Os acordos garantem acesso facilitado às notas dos estudantes brasileiros interessados em cursar a educação superior em Portugal.
Assessoria de Comunicação Social do MEC
Fonte: Ministério da Educação
NACIONAL
PDDE Equidade: prazo de adesão é ampliado até 10 de junho
O Ministério da Educação (MEC) prorrogou até 10 de junho o prazo de adesão ao Programa Dinheiro Direto na Escola Equidade (PDDE Equidade). O anúncio foi feito nesta terça-feira, 2 de junho, durante webinário promovido pela Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi), com transmissão pelo canal do MEC no YouTube.
Durante o evento, que reuniu gestores e representantes de redes de ensino de diversas regiões do Brasil, a equipe técnica do MEC respondeu dúvidas acerca do processo de adesão ao programa. A transmissão faz parte de uma série de webinários realizada com o objetivo de auxiliar estados, municípios e o Distrito Federal no preenchimento das informações e na utilização do sistema.
“A gente sabe que o processo de adesão pode ser cheio de dúvidas, é um sistema novo para muita gente. Então, temos feito o possível para responder as dúvidas com maior brevidade”, explicou o coordenador-geral de Equidade Educacional do MEC, Caio Callegari. Após o encerramento do primeiro ciclo de adesões, o MEC realizará um segundo ciclo para novas escolas elegíveis.
Em 2026, o PDDE Equidade contará com investimento de cerca de R$ 378,2 milhões, que serão distribuídos para aproximadamente 30 mil escolas públicas. A iniciativa destina recursos financeiros suplementares para as escolas públicas de educação básica, a fim de promover a melhoria das condições de oferta, da infraestrutura e da qualidade do ensino em contextos de maior vulnerabilidade social e educacional.
O programa é uma iniciativa do MEC em parceria com o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). Regulamentado pela Resolução nº 8, de 7 de maio de 2026, o PDDE Equidade tem como objetivo fortalecer a equidade educacional nas redes estaduais, municipais e do Distrito Federal.
Mudanças – Em 2026, o programa manteve sua estrutura geral de funcionamento da descentralização orçamentária, mas adequou rotas, incluindo maior precisão na categorização da natureza da despesa; redução de desafios com a prestação de contas; aperfeiçoamento de critérios de elegibilidade e priorização de cada subprograma e eixo; e fortalecimento e monitoramento da política.
Um dos ajustes nos critérios de elegibilidade diz respeito à ampliação do acesso institucional – incluindo Unidades Executoras (UEx) consorciadas e, também, a articulação com políticas estruturantes do MEC, como a Política Nacional de Educação Especial Inclusiva (PNEEI), a Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq) e o Novo Pronacampo.
Em relação aos critérios de priorização, houve ajustes como a consideração do histórico de atendimento pelo programa, a fim de garantir que mais escolas, sobretudo aquelas que nunca receberam o recurso, sejam priorizadas, e a inclusão de indicador de priorização por vulnerabilidade educacional. Muitas dessas mudanças visam fortalecer o potencial redistributivo dos recursos, facilitar o recebimento dos repasses pelas escolas e qualificar a articulação de políticas de educação com equidade do MEC.
Contudo, o programa não mudou seus eixos principais: modelo de adesão; papéis e responsabilidades das escolas, redes e demais órgãos envolvidos; e valores repassados por escolas.
Em decorrência da boa alocação de recursos no ano passado, com mais de 92% da execução financeira, o PDDE Equidade manteve seu orçamento de R$ 378,2 milhões, que serão distribuídos da seguinte maneira em 2026:
- PDDE Água, Campo e Agroecologia: R$ 93,0 milhões;
- PDDE Diversidades (considerando os eixos de educação bilíngue de surdos; educação de jovens e adultos; educação escolar indígena; educação escolar quilombola; educação para as relações étnico-raciais): R$ 84,9 milhões;
- PDDE Sala de Recursos Multifuncionais: R$ 200,3 milhões.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secadi
Fonte: Ministério da Educação
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