NACIONAL
Webinário detalha adesão ao ciclo 2025 do Proec
O Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaria de Educação Básica (SEB), abriu o ciclo de 2025 do Programa Escola e Comunidade (Proec). Em webinário transmitido pelo canal do MEC no YouTube nesta terça-feira, 3 de junho, a pasta prestou esclarecimentos a gestores públicos e representantes das secretarias de educação e de escolas sobre os próximos passos no processo de execução da política. As redes de ensino têm até 8 de junho para formalizar a adesão ao programa, através do Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle (Simec), pelo módulo PAR 4.
Segundo o coordenador–geral de Formação de Gestores e Técnicos da SEB, Roberto Junior, 38.847 escolas públicas de todo o país estão aptas a receber os recursos do Proec, que visa fomentar a parceria entre a escola, a família e a comunidade, na perspectiva da educação integral. A iniciativa se dá por meio da participação de estudantes, profissionais da educação, familiares e membros da comunidade local em projetos de formação que envolvam a promoção da cidadania, da cultura de paz, da democracia e da melhoria da qualidade da educação pública brasileira.
A adesão ao Proec pelas secretarias é condição essencial para que as escolas da rede pública elaborem e enviem os seus projetos de formação pelo sistema PDDE Interativo e recebam recursos financeiros destinados à implementação das ações planejadas. “As secretarias de educação devem formalizar a adesão pelo Simec, enquanto as escolas têm que elaborar, em parceria com o conselho escolar, o projeto de formação da escola. O diretor escolar deve acessar o sistema do PDDE Interativo, preencher o formulário desse projeto de formação e enviar eletronicamente para o MEC”, detalhou Roberto.
Para este ciclo, 4.888 municípios, o equivalente a 87,7% do total, possuem ao menos uma escola elegível para o programa. É obrigatório que a unidade possua um conselho escolar criado e formalizado junto à respectiva secretaria de educação. A lista de escolas aptas a receber os recursos do programa é dividida em quatro grupos:
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Grupo A: 696 escolas do Marajó, na mesorregião do Pará – equivalente a 55% das escolas, estaduais ou municipais;
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Grupo B: 602 escolas nas mesorregiões do Jequitinhonha e Vale do Mucuri, em Minas Gerais;
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Grupo C: 14.515 escolas com mais de 24 matrículas de tempo integral;
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Grupo D: 38.084 escolas com baixo índice de nível socioeconômico e alta complexidade na gestão escolar.
Por meio do programa, o MEC espera ressignificar o papel da instituição escolar perante a comunidade, reconhecer e valorizar os saberes locais, consolidar práticas de gestão democrática e instituir mecanismos eficazes de prevenção e enfrentamento das diversas manifestações de violência que incidem sobre o contexto educacional.
Adesão – O processo de adesão envolve três etapas: assinatura do termo de compromisso; definição de um articulador responsável pela comunicação com o MEC; e a seleção das escolas, entre as elegíveis, com prioridade para aquelas em situação de vulnerabilidade socioeconômica ou com maior complexidade na gestão.
Após a finalização da adesão, as escolas selecionadas poderão acessar o PDDE Interativo, sistema em que os diretores escolares devem elaborar e submeter seus projetos de formação. Os projetos serão o eixo das ações financiadas e devem ser construídos de forma colaborativa, com a participação do conselho escolar. Entre as atividades previstas, estão oficinas, rodas de conversa, palestras, cursos e outras formações voltadas à comunidade escolar.
Proec – Instituído pela Portaria nº 264/2024, o Programa Escola e Comunidade visa fomentar a parceria entre a escola, a família e a comunidade, na perspectiva da educação integral, por meio da participação de estudantes, profissionais da educação, familiares e membros da comunidade em projetos de formação que envolvam a promoção da cidadania, da cultura de paz e democrática e a melhoria da qualidade da educação pública brasileira.
O Proec apoia, técnica e financeiramente, projetos de formação elaborados e implementados pelas escolas públicas da educação básica. Eles são compostos por ações promotoras da educação integral dos estudantes, realizados em colaboração com a família, os profissionais da educação e a comunidade, abrangendo temas contemporâneos transversais.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da SEB
Fonte: Ministério da Educação
NACIONAL
Viaje por São Miguel das Missões (RS), um encontro com a história do Brasil
Entre igrejas de pedra, esculturas sacras e vestígios de construções que atravessaram séculos, São Miguel das Missões (RS) preserva um dos mais importantes sítios arqueológicos do Brasil. Reconhecido pela Unesco como Patrimônio Mundial desde 1983, o local guarda as ruínas do antigo povoado de São Miguel Arcanjo, criado por missionários jesuítas e indígenas guaranis durante o período colonial.
Instalado entre os séculos 17 e 18, no território que hoje corresponde ao Brasil e à Argentina, o sítio integra um conjunto de antigas missões. Essas comunidades foram criadas pelos jesuítas para catequizar os povos guaranis, mas também funcionavam como centros de moradia, agricultura, educação, música, arte e produção artesanal.
Com o fim das missões, parte das construções foi abandonada e as ruínas preservadas hoje ajudam a contar essa história.
Reconhecimento
A Unesco reconheceu São Miguel das Missões por preservar o mais importante conjunto preservado das Missões Jesuítico-Guaranis no Brasil. As ruínas da Igreja de São Miguel Arcanjo, da praça central e de outras estruturas do antigo povoado ajudam a compreender como viviam indígenas guaranis e missionários jesuítas entre os séculos 17 e 18.
O sítio brasileiro integra um Patrimônio Mundial compartilhado com quatro antigas missões na Argentina, formando um dos mais importantes conjuntos históricos da América do Sul.
O que fazer
Entre os principais atrativos estão:
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Sítio Arqueológico de São Miguel Arcanjo: principal atração da cidade, reúne as ruínas da antiga igreja, da torre e de construções que faziam parte do povoado missioneiro.
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Museu das Missões: apresenta imagens sacras, esculturas e objetos produzidos nas antigas missões, além de ajudar o visitante a entender a organização desses povoados.
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Espetáculo Som e Luz: realizado à noite, usa iluminação e narração para contar a história das Missões Jesuítico-Guaranis.
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Praça das Missões: em frente às ruínas, oferece uma das principais vistas do conjunto histórico.
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Artesanato missioneiro: produzido por artesãos da região, reúne peças inspiradas na cultura guarani e na história das missões.
Quem estiver de carro pode aproveitar a viagem para conhecer outros destinos da Rota das Missões, como Santo Ângelo, São João Batista e o Santuário do Caaró, que ajudam a compreender a história da presença jesuítica no Sul do Brasil.
Quando visitar
São Miguel das Missões pode ser visitada durante todo o ano. Entre outubro e maio, as temperaturas são mais altas e favorecem os passeios ao ar livre.
Entre os principais eventos estão:
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Espetáculo Som e Luz: realizado regularmente junto às ruínas.
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Réveillon nas Missões: com apresentações culturais.
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Semana Nacional dos Museus: com programação especial no Museu das Missões.
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Semana Farroupilha: celebrada em setembro, com atividades culturais em toda a região.
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Celebrações religiosas e eventos ligados à cultura missioneira: ao longo de todo o ano.
Como chegar
São Miguel das Missões está localizada na Região das Missões, no noroeste do Rio Grande do Sul. O acesso mais rápido é pelo Aeroporto Regional Sepé Tiaraju, em Santo Ângelo, a cerca de 50 quilômetros do município. A partir dali o trajeto pode ser feito de carro, ônibus ou traslado.
Também é possível chegar pelo Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre. Nesse caso, a viagem até São Miguel das Missões é feita por rodovia, em um percurso de aproximadamente 480 quilômetros.
Para quem viaja de carro, o principal acesso é pela BR-285, que liga a cidade a municípios da Região das Missões e a outras rodovias do estado.
Patrimônio Mundial
A Lista do Patrimônio Mundial reúne locais reconhecidos pela Unesco por sua importância cultural, natural ou histórica para a humanidade. Os bens inscritos são considerados de valor universal excepcional e passam a integrar uma relação internacional de patrimônios, cuja preservação é de interesse mundial.
O Brasil possui atualmente 26 bens inscritos na lista, distribuídos entre as categorias Cultural, Natural e Mista.
Por Natália Moraes
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
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