NACIONAL
MEC apresenta iniciativas para educação financeira na Câmara
O Ministério da Educação (MEC) participou, nesta terça-feira, 27 de maio, de audiência pública promovida pela Comissão de Educação da Câmara dos Deputados, acerca da implementação da educação financeira nas escolas públicas. O debate teve o objetivo de refletir sobre a importância do tema devido à crescente vulnerabilidade econômica das famílias brasileiras.
O diretor de Políticas e Diretrizes da Educação Integral Básica, da Secretaria de Educação Básica (SEB) do MEC, Alexsandro do Nascimento Santos, destacou em sua explanação a relevância do tema e a importância de estarem presentes na audiência diferentes organizações e instituições que têm o compromisso com a implementação da educação financeira na educação básica.
“O MEC, desde 2023, vem construindo, em parceria com as entidades que compõem o Fórum Brasileiro de Educação Financeira e com a Undime [União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação], o Consed [Conselho Nacional de Secretários de Educação] e o Consec [Conselho Nacional de Secretários de Educação de Capitais], um alinhamento nacional para um programa integrado de educação financeira, na perspectiva da cidadania. Há uma nitidez de que é hora de assegurar uma implementação robusta da educação financeira na educação básica porque isso é um direito. Está previsto na Base Nacional Comum Curricular [BNCC] como parte dos Temas Transversais Contemporâneos”, afirmou.
Segundo explicou o diretor, para assegurar essa implementação, o MEC está liderando a construção de uma matriz nacional de referência para o currículo da educação financeira em todo o país. Além disso, está construindo com o Banco Central uma ampliação da plataforma digital do Programa Aprender Valor, para que ela se torne um repositório digital de diferentes metodologias e materiais para a educação financeira.
“Outras duas ações do MEC têm a ver com a criação de uma governança federativa para o tema e com uma proposta de avaliação nacional da educação financeira. Tudo isso é parte do Programa Na Ponta do Lápis, estruturado pela pasta”, ressaltou Santos.
Ele observou ainda que, atualmente, muitas instituições estão realizando ações de educação financeira a partir das suas próprias estratégias e plataformas. Como exemplo, citou o Banco Central, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). “Isso também é uma força, ter muita gente no ecossistema comprometida e já realizando ações”, disse.
Participantes – O debate contou com a presença do chefe do Departamento de Promoção da Cidadania Financeira do Banco Central do Brasil, Luis Siqueira; do representante do Conselho Nacional de Educação (CNE), Israel Batista; do presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação, Alessio Lima; do diretor da B3, Felipe Paiva; do CEO da MELVER S.A., Raony Bourscheidt; e do representante da CVM, Paulo Portinho.
Assessoria de Comunicação Social do MEC
Fonte: Ministério da Educação
NACIONAL
MEC lança guia sobre declaração étnico-racial no Censo Escolar
O Ministério da Educação (MEC) lançou, nesta segunda-feira, 18 de maio, o Guia para Declaração Étnico-Racial para as Redes de Ensino. O material faz parte da Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq) e busca apoiar as secretarias de educação estaduais, distrital e municipais na implementação de ações sistemáticas voltadas à autodeclaração racial de estudantes para registros do Censo Escolar.
O material faz parte de uma série de esforços do MEC, como ações de formação, sensibilização, monitoramento e gestão da informação, que resultaram em um aumento expressivo na declaração de escolas públicas registrada no último Censo Escolar: de 76%, em 2023, para 90,1%, em 2025.
A declaração correta qualifica os registros étnico-raciais das matrículas, facilitando o planejamento, a execução e a avaliação de políticas públicas efetivas de promoção da equidade educacional. Além disso, colabora para o processo formativo da comunidade escolar na discussão de questões de raça e inclusão.
Cabe às secretarias de educação liderarem o esforço de qualificação dos registros raciais e étnicos, mas o Guia oferece orientações práticas para que esse trabalho seja realizado de forma sistemática, ética e comprometida com a equidade racial.
Pneerq – A Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq), criada pela Portaria nº 470/2024, objetiva implementar ações e programas educacionais voltados à superação das desigualdades étnico-raciais e do racismo nos ambientes de ensino, bem como à promoção da política educacional para a população quilombola.
São compromissos dessa política: estruturar um sistema de metas e monitoramento; assegurar a implementação do art. 26-A da Lei nº 9.394/1996; formar profissionais da educação para gestão e docência no âmbito da educação para relações étnico-raciais (Erer) e da educação escolar quilombola (EEQ); induzir a construção de capacidades institucionais para a condução das políticas de Erer e EEQ nos entes federados; reconhecer avanços institucionais de práticas educacionais antirracistas; contribuir para a superação das desigualdades étnico-raciais na educação brasileira; consolidar a modalidade educação escolar quilombola, com implementação das Diretrizes Nacionais; e implementar protocolos de identificação e resposta ao racismo nas escolas (públicas e privadas).
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi)
Fonte: Ministério da Educação
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