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Parque da Família receberá ipês em memória das vítimas de feminicídio

O Parque da Família, em Cuiabá, foi o local escolhido para abrigar as mudas de ipês-roxos plantadas em homenagem às mulheres vítimas de feminicídio no estado. O novo espaço foi definido pelo Ministério Público de Mato Grosso, em parceria com a Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SMURB). A ação simbólica de replantio das mudas será realizada no dia 6 de junho.O remanejamento ocorre porque parte das mudas plantadas na segunda etapa do Parque Tia Nair adentrou 70 cm em uma propriedade particular. Serão transferidas 54 mudas em memória das vítimas de feminicídio em 2024. Além disso, outras 11 serão plantadas em referência às mulheres assassinadas neste ano.Cada muda plantada traz consigo o nome de uma mulher vítima de feminicídio, carregando, para além do simbolismo de resistência, força e beleza, a memória de cada uma – como forma de dizer que essas vidas não serão esquecidas, transformando o ambiente em um memorial vivo.Para a promotora de Justiça Claire Vogel Dutra, coordenadora do Núcleo das Promotorias de Justiça Especializadas no Enfrentamento da Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher da Capital, a escolha pelo Parque da Família veio ao encontro do desejo dos idealizadores da iniciativa.“Apesar dos desencontros, conseguimos resolver com a Secretaria de Meio Ambiente de Cuiabá para fazer o replantio aqui no Parque da Família, inclusive em uma área maior, para abrigar mais ipês. Infelizmente, vamos ter mais mudas, porque de fevereiro até o momento foram mais 11 vidas perdidas. E a ideia é lançar esse memorial, com a placa, uma nova cerimônia, para que elas possam ficar aqui neste parque e as pessoas possam vir, visitar, ver e contemplar”, revelou a promotora de Justiça.Claire Vogel Dutra disse estar satisfeita com a solução encontrada, embora isso não minimize o impacto da retirada do antigo local. “Temos a possibilidade de resolver e até ampliar, trazendo as outras vítimas que se foram nesse intervalo, do plantio ao replantio. A ideia é colocar já a placa para formalizar o memorial e deixar o lugar definitivo, para que essas árvores possam florescer e mostrar à sociedade essa questão das vítimas – a quantidade de vítimas que temos – e para que as famílias possam ter um local para contemplar e relembrar um pouco dessas mulheres, com ares de beleza”, apontou.Com o novo espaço, Cuiabá dá um passo importante na construção de políticas públicas de memória e enfrentamento à violência de gênero, utilizando a natureza como elo simbólico entre o luto e a luta.

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Fotos: Rennan Oliveira | Prefeitura Municipal.

*Estagiário escreve sob supervisão da jornalista Ana Luíza Anache.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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Procurador de Justiça participa do 12º Encontro Indígena Intercultural

O procurador de Justiça José Antônio Borges Pereira participou, na manhã desta quinta-feira (23), da abertura do 12º Encontro Indígena Intercultural, realizado no Museu de História Natural de Mato Grosso (MHNMT), em Cuiabá. O titular da Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Cidadania, Consumidor, Direitos Humanos, Minorias, Segurança Alimentar e Estado Laico representou o procurador-geral de Justiça Rodrigo Fonseca Costa no evento.Com o tema “O futuro é ancestral, o encontro tem como objetivo promover a discussão, sensibilização e valorização dos saberes ancestrais, além de evidenciar a diversidade das culturas indígenas de Mato Grosso. A iniciativa reúne professores, estudantes, lideranças e representantes de diferentes etnias em um espaço de escuta, diálogo intercultural e troca de conhecimentos.Durante a abertura, o procurador de Justiça destacou a importância da atuação na defesa dos direitos dos povos indígenas e do respeito à diversidade. Ressaltou ainda que o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) mantém o compromisso institucional com a proteção dos direitos humanos, a garantia dos territórios tradicionais e o fortalecimento das políticas públicas voltadas às populações originárias.A 12ª edição do Encontro Intercultural Indígena deve reunir mais de 2 mil pessoas e transformar, ao longo de dois dias, o Museu de História Natural de Mato Grosso em um espaço de troca de saberes e experiências. O evento reúne representantes das etnias Iny Karajá, Bóe Bororo, Xavante, Balatiponé-Umutina e Kurã Bakairi em uma programação diversificada, que inclui rodas de conversa, oficinas, apresentações de danças e músicas tradicionais, cantos de acolhida, narrativas de mitos de origem e outras práticas culturais.A iniciativa dialoga com a Lei Federal nº 11.645/2008, que tornou obrigatório o ensino da história e da cultura indígena e afro-brasileira na educação básica, além da Resolução nº 04/2019 do Conselho Estadual de Educação, que orienta a Educação Escolar Indígena em Mato Grosso a partir dos princípios da diferença, especificidade, bilinguismo, multilinguismo e interculturalidade. O evento é promovido pelo Instituto Ecossistemas e Populações Tradicionais (ECOSS), cogestor do MHNMT, em parceria com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) e a Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT). (Com informações da Seduc-MT e da Secel-MT)Foto: Dacio Carvalho | Seduc-MT

Fonte: Ministério Público MT – MT

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