POLÍTICA NACIONAL

Modernização do Portal Dados Abertos amplia transparência do Senado

Para aumentar as medidas de transparência e facilitar o acesso do cidadão a informações públicas da Casa, a Secretaria de Tecnologia da Informação do Senado (Prodasen) concluiu a modernização do Portal Dados Abertos. A página apresenta elementos sobre gestão de pessoal (remuneração, aposentadorias, número de servidores e orçamento da Casa), dados dos senadores (cotas para exercício parlamentar, imóveis funcionais e benefícios) e contratações (contratos firmados, aditivos, licitações).

Conforme a apresentação do portal, a disponibilização de informações administrativas e legislativas nesse formato representa uma administração pública inovadora e transparente. Para o Senado, a divulgação de dados aos cidadãos é fundamental e contribui para a solidez das políticas de participação social e também para a inovação tecnológica e para a integridade pública. Os dados abertos são assim chamados porque podem ser livremente acessados, utilizados e compartilhados pelo público. Segundo o portal de dados abertos do governo federal, todas as informações públicas têm vocação para serem divulgadas livremente. A medida de transparência vai no sentido do princípio constitucional da publicidade. 

Transparência

De acordo com o coordenador do grupo de trabalho dos Dados Abertos, Guilherme Brandão, o Portal de Dados Abertos do Senado é reconhecido como uma referência nacional em transparência e abertura de dados públicos. Brandão informa que o Senado disponibiliza informações em duas dimensões complementares: no Portal da Transparência, voltado para consultas simples e rápidas, e no Portal de Dados Abertos, no qual as mesmas informações são oferecidas em formato primário, pronto para reutilização em estudos, reportagens, aplicativos e outras iniciativas.

Brandão explica que, com esses dados, jornalistas, pesquisadores, estudantes e a sociedade em geral têm acesso a informações públicas confiáveis, o que fortalece a produção de conhecimento e o controle social. Ele acrescenta que o Senado mantém um Plano de Dados Abertos com o objetivo de ampliar continuamente o volume e a variedade dos conjuntos de dados disponíveis, além de melhorar sua catalogação, tornando a busca por informações mais ágil e precisa.

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— Esses portais refletem um compromisso permanente com a transparência, a abertura institucional e o fortalecimento da democracia, beneficiando toda a sociedade civil — afirma Brandão.

Na mesma linha, o diretor-executivo de Gestão do Senado, Márcio Tancredi, aponta a transparência como um ponto essencial para a administração pública. Ele afirma que a transparência fortalece a confiança da sociedade nas instituições, permite o controle social e previne irregularidades. No caso do Senado, registra Tancredi, a transparência assume relevância especial “dada a essência democrática da nossa Casa”.

— A divulgação de informações públicas atualizadas e integrais garante que os cidadãos possam acompanhar em tempo real a atuação parlamentar, fiscalizar a gestão dos recursos públicos e ainda participar das decisões políticas. Assim, a transparência no Senado promove uma administração mais ética, eficiente e democrática — declara.

Para Tancredi, o Portal da Transparência e o Portal de Dados Abertos se complementam na missão de oferecer informações úteis e confiáveis para a sociedade. O diretor também ressalta que o Portal do Senado cumpre uma função social primordial: garantir ao eleitor o acompanhamento do mandato eletivo. Para isso, disponibiliza informações claras, relevantes e oficiais sobre toda a atividade legislativa e administrativa do Senado. Segundo Tancredi, a modernização do Portal Dados Abertos foi um passo complementar importante nessa direção, pois proporcionou mais uma camada de informação: o dado em formato bruto.

— Com o Portal de Dados Abertos, as informações podem ser reutilizadas para estudos acadêmicos, matérias jornalísticas detalhadas e mesmo o desenvolvimento de soluções tecnológicas inovadoras. São soluções que trazem transparência às ações do Senado e fortalecem a conexão dos eleitores com os seus representantes — afirma Tancredi.  

Modernização

O chefe do Serviço de Soluções para o Plenário, Marco Antônio Motta, enfatiza que a modernização do Portal Dados Abertos torna mais fácil o acesso do cidadão aos dados do Senado. Ele destaca que toda a parte da documentação que dá acesso aos serviços foi reformulada para utilizar um padrão mundial de documentação de serviços web (OpenAPI).

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— O número de acessos [ao Portal do Senado] está na casa dos 5 milhões por dia, normalmente durante a semana — registra.

Motta explica que o novo sistema foi desenvolvido para superar limitações do antigo formato, modernizando o acesso às informações legislativas e preparando a plataforma para um volume crescente de acessos.

Algumas das principais melhorias, segundo Motta, são o novo conjunto de APIs (sigla em inglês para interface de programação de aplicações, mecanismos que permitem que dois componentes de software se comuniquem usando um conjunto de definições e protocolos), com recuperação otimizada de informações sobre proposições e tramitações legislativas, e as mudanças implementadas para tornar a documentação mais acessível e abrangente, o que facilita a pesquisa para usuários com menor conhecimento técnico. 

No portal também é possível encontrar links que direcionam para os projetos em tramitação e para informações sobre bancadas, comissões e legislação.

Motta destaca o banco de dados segregado, para evitar concorrência com os sistemas legislativos internos – como forma de dar mais segurança ao armazenamento da informação. Houve também uma reestruturação tecnológica para lidar com o crescimento exponencial de requisições, com melhorias nos processos de acesso e retorno de dados. Isso significa uma pesquisa de informações mais rápida e confiável.

— Atualmente, a pesquisa dos dados abertos legislativos busca oferecer a totalidade das informações relativas ao processo legislativo, dando publicidade praticamente em tempo real às informações produzidas e alimentadas nos sistemas que dão suporte ao processo legislativo — destaca.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Comissão aprova incentivos para contratação de pessoas negras na cultura

A Comissão de Direitos Humanos, Minorias e Igualdade Racial da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que prevê incentivos fiscais para as empresas com mais de 20 funcionários que mantiverem uma cota de, no mínimo, 20% de trabalhadores negros em seus quadros.

O texto aprovado também determina que pelo menos 20% das vagas de todos os processos seletivos e editais do setor audiovisual financiados com dinheiro público federal sejam destinadas a pessoas negras.

A regra vale para produções de cinema, TV e internet, abrangendo projetos de pesquisa, produção, roteiro e direção. Nesses casos, o candidato negro deverá assumir funções de direção, produção executiva ou responsável (individual ou coautor).

Foi aprovado o substitutivo da deputada Erika Hilton (Psol-SP), que unifica o projeto original (PL 5882/05), do ex-deputado Vicentinho (PT-SP), e outras 16 propostas que tramitam em conjunto (apensadas). Ela explicou que o objetivo é resgatar medidas e políticas de inclusão que ficaram de fora durante a aprovação do Estatuto da Igualdade Racial (Lei 12.288/10).

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“A proposta dirige também ao âmbito privado as políticas de promoção do emprego para a população negra. Trata-se de retomar a agenda legislativa que ficou incompleta, especialmente no setor do audiovisual, em que os retrocessos e dificuldades históricas foram significativos”, argumentou a relatora.

Foram rejeitados dois projetos (PL 7225/14 e PL 461/20) que tramitavam em conjunto.

Licitações e propaganda
O projeto também altera a Lei de Licitações (Lei 14.133/21) para prever que empresas que tiverem um programa interno de promoção da igualdade racial em estágio mais avançado terão preferência (critério de desempate) na hora de fechar contratos com o governo.

O texto passa a exigir que todas as campanhas publicitárias dos órgãos da administração pública reflitam a diversidade racial da sociedade brasileira nas telas.

Próximos passos
O projeto ainda passará pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Em seguida, será analisado pelo Plenário. Para virar lei, a proposta precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.

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Reportagem – Emanuelle Brasil
Edição – Roberto Seabra

Fonte: Câmara dos Deputados

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