ECONOMIA
No Abramilho, Alckmin ressalta papel estratégico do milho brasileiro e abertura de mercados com a China
O presidente da República em exercício, Geraldo Alckmin, participou da abertura do 3º Congresso Brasileiro do Milho – Abramilho, nesta quarta-feira, 14 de maio, e destacou a importância do setor para a economia brasileira. Organizado pela Associação Brasileira de Produtores de Milho e Sorgo, o evento reúne lideranças do agronegócio para debater inovação, sustentabilidade e os rumos do milho brasileiro diante dos desafios globais.
Alckmin celebrou a recente abertura do mercado chinês para grãos derivados da indústria do etanol de milho (DDG e DDGs). Na última terça-feira, 13 de maio, os governos do Brasil e da China assinaram dois protocolos bilaterais e um memorando de entendimento para o desenvolvimento da agropecuária brasileira.
Para o presidente em exercício, a exportação representa uma grande oportunidade para o Brasil. “Primeiro, destacar a boa notícia vinda da China, que foi a abertura de mercado para o DDG, chamado DDGs, DDG seco. Então, isso vai ser extremamente importante. Cresce muito o etanol de milho. O etanol é feito através do amido. Sobra óleo, fibra e, especialmente, proteína. E essa proteína é o DDG para a ração animal e, agora, para exportação”, disse Alckmin.
PRODUTOS BRASILEIROS – Além do DDG e DDGs, as aberturas foram para exportação de carne de pato, carne de peru, miúdos de frango (coração, fígado e moela) e farelo de amendoim. Com isso, o agronegócio brasileiro alcança a 62ª abertura de mercado em 2025, totalizando 362 novas oportunidades de negócio desde o início de 2023.
Precisamos melhorar o acesso aos portos. Ferrovia, rodovia, integração de modais é fundamental
Geraldo Alckmin
Presidente da República em exercício
PORTOS – Alckmin também pontuou que o crescimento do agronegócio brasileiro depende do enfrentamento de alguns desafios, principalmente em logística e armazenagem. Na questão logística, o presidente em exercício citou o Arco Norte como estratégico para o escoamento da produção e citou os portos de Miritituba e Itaqui.
“Nós somos o quinto maior país em extensão territorial do mundo. O Brasil é um continente, então nós precisamos de logística”, disse. “E aí destacar dois portos importantes, Miritituba, lá em Itaituba, no Tapajós, e Itaqui. Precisamos melhorar o acesso aos portos. Ferrovia, rodovia, integração de modais é fundamental.”
PRODUÇÃO – O presidente em exercício também enfatizou que o milho é fundamental para o país, sendo o terceiro maior produtor de milho no mundo. Atrás apenas dos Estados Unidos e China, o país vem se destacando cada vez mais nas exportações.
“Destacar a importância do setor para a saúde da população, alimentação humana, alimento perfeito, alcalinizante que é o milho para a questão da alimentação animal, para a pecuária. Bioeletricidade através de cogeração, etanol através do milho e combate às mudanças climáticas, crédito de carbono”, afirmou Alckmin.
“É um setor que cresce muito a exportação, então, é fundamental em termos de comércio exterior. É um setor que é beneficiado pelas alterações tarifárias dos Estados Unidos. O Brasil está entre os três maiores produtores do mundo”, acrescentou.
DEBATES GLOBAIS – O presidente em exercício também mencionou que o Brasil ocupa posição de destaque em três grandes debates globais: segurança alimentar, segurança energética e combate às mudanças climáticas.
“Segurança alimentar: Brasil. Segurança energética: Brasil, que é uma energia mais limpa; e combate às mudanças climáticas. O Brasil tem compromisso com a questão do clima. Foi o segundo país do mundo a apresentar as suas NDCs em Baku, na COP29, no Azerbaijão. E elas são audaciosas, mas são realistas. Tem a maior floresta tropical do mundo, que é a Floresta Amazônica, e tem compromisso com a sua preservação”, disse.
ABRAMILHO – Com o tema “Milho: o grão que revoluciona o mundo”, a terceira edição do Abramilho reúne mais de 400 pessoas, entre produtores rurais, pesquisadores, empresários e jornalistas em Brasília. É dividida em cinco painéis que discutem os impactos da geopolítica, exigências ambientais e comerciais, os efeitos das tarifas internacionais sobre o agro brasileiro, além de apresentar inovações sustentáveis no cultivo do milho.
Veja outras imagens da participação do presidente em exercício no Abramilho
Foto: Cadu Gomes/VPR
Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços
ECONOMIA
MDIC e CGU debatem mensuração de patentes públicas brasileiras
O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU), promoveu o seminário “Mensuração do valor das patentes públicas brasileiras”, voltado ao debate sobre os desafios da gestão e contabilização de ativos de propriedade intelectual desenvolvidos por instituições públicas de ciência, tecnologia e inovação.
A iniciativa integra as ações da Estratégia Nacional de Propriedade Intelectual (ENPI) e reuniu especialistas, gestores públicos, representantes de Instituições Científicas, Tecnológicas e de Inovação (ICTs), Núcleos de Inovação Tecnológica (NITs), pesquisadores e profissionais das áreas de controle e contabilidade.
A mesa de abertura contou com a participação do secretário de Controle Interno da CGU, Ronald da Silva Balbe, e do secretário-adjunto de Competitividade e Política Regulatória do MDIC, Leonardo Ferreira de Oliveira.
Durante o seminário, foram discutidas metodologias para mensuração de ativos intangíveis e alternativas para atribuição de valor às patentes geradas por universidades e instituições públicas de pesquisa. As discussões também destacaram a diferença entre valoração, termo utilizado na definição de preço para negociação ou transferência de tecnologia, e mensuração, voltada ao reconhecimento contábil e patrimonial desses ativos.
Segundo Leonardo Ferreira de Oliveira, o avanço dessa agenda fortalece a gestão pública da inovação e amplia a competitividade nacional. “A mensuração adequada dos ativos de propriedade intelectual contribui para dar mais transparência, confiabilidade e efetividade à gestão pública da inovação, além de fortalecer a transferência de tecnologia e a competitividade da indústria brasileira”, afirmou.
O debate também buscou estimular a construção de referências técnicas nacionais para a contabilização de ativos intangíveis, tema ainda em consolidação no Brasil.
Pelo MDIC, também participou do evento a diretora do Departamento de Política da Propriedade Intelectual e Infraestrutura da Qualidade, Juliana Ghizzi Pires.
Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços
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