TECNOLOGIA

Antonio José Roque da Silva recebe maior premiação científica do Brasil

A premiação da 37ª edição do Prêmio Almirante Álvaro Alberto, a maior científica brasileira para a Ciência e Tecnologia, concedida anualmente pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e a Marinha, a um(a) cientista de destacada trajetória foi entregue na noite de quinta-feira (8), na Escola Naval, no Rio de Janeiro, para ao físico e diretor do CNPEM, Antonio José Roque da Silva.

O físico e diretor do Centro Nacional de Pesquisas em Energia e Materiais (CNPEM) foi o grande homenageado da noite ao receber o prêmio. Coordenador do Sirius, um dos mais modernos aceleradores de partículas do mundo, José Roque é também professor titular da Universidade de São Paulo (USP), com foco na física da matéria condensada e física atômica e molecular. Ele também é bolsista de Produtividade em Pesquisa do CNPq.

O ministro em exercício do MCTI, o secretário-executivo, Luis Rebelo Fernandes, prestigiou a solenidade que também deu posse aos novos membros da Academia Brasileira de Ciências (ABC).

“Estamos aqui no dia de festa da ciência, que combina a concessão do Prêmio Almirante Álvaro Alberto, que evoca um grande brasileiro, um grande cientista, um grande patriota, e a homenagem àqueles que têm servido à ciência como instrumento para o desenvolvimento do Brasil”, afirmou Fernandes.

Em agradecimento ao prêmio, José Roque destacou a importância do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF), vinculada do MCTI e local em que nasceu o projeto.

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“Isso começou há mais de 40 anos, com uma ideia surgida no CBPF, sobre a qual diversos físicos começaram a pensar. Por isso, é importante manter nossas unidades de pesquisa fortes, porque delas saem muitas ideias e desafios, que depois, eventualmente, a gente consegue consolidar”, disse Roque

O Prêmio Almirante Álvaro Alberto, em sua 37ª edição, contemplou a área de Ciências Exatas, da Terra e Engenharias, seguindo o sistema de rodízio entre as grandes áreas do conhecimento. A premiação reconhece pesquisadores e cientistas brasileiros que se destacaram pela realização de obras científicas ou tecnológicas de reconhecido valor para o avanço de suas respectivas áreas.

Antonio José Roque da Silva recebeu um diploma, uma medalha e um aporte financeiro de R$ 200 mil, concedidos pelo CNPq. Adicionalmente, a Marinha do Brasil proporcionará a ele uma viagem à Antártica e outra ao Centro Tecnológico da Marinha, em São Paulo.

Novos membros da ABC

A cerimônia também deu posse aos novos membros da Academia Brasileira de Ciências (ABC), que vão contribuir para o fortalecimento do cenário científico nacional.

Eleitos na Assembleia Geral de 29 de novembro de 2024, foram diplomados, durante o evento, os seguintes novos membros titulares da Academia Brasileira de Ciências (ABC):

•          Ciências Matemáticas: Gauss Moutinho Cordeiro (UFPE) e Maria Eulália Vares (UFRJ)

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•          Ciências Físicas: Caio Henrique Lewenkopf (UFRJ) e Valdir Barbosa Bezerra (UFPB)

•          Ciências Químicas: Alfredo Mayall Simas (UFPE) e Mauricio da Silva Baptista (USP)

•          Ciências da Terra: Farid Chemale Junior (Unisinos) e Ilana Elazari Klein Coaracy Wainer (USP)

•          Ciências Biológicas: Eduardo Eizirik (PUCRS)

•          Ciências Biomédicas: Alexander Henning Ulrich (USP) e Walderez Ornelas Dutra (UFMG)

•          Ciências da Saúde: Mitermayer Galvão Reis (Fiocruz/BA) e Sandra Helena Poliselli Farsky (USP)

•          Ciências Agrárias: Elisabete Aparecida De Nadai Fernandes (USP)

•          Ciências da Engenharia: André Carlos Ponce de Leon Ferreira de Carvalho (USP) e Augusto Cezar Alves Sampaio (UFPE)

•          Ciências Sociais: Marilena de Souza Chaui (USP), que não pôde comparecer.

Também foram eleitos os membros correspondentes:  Armando José Latourrette de Oliveira Pombeiro (ciências químicas, Portugal); Carlos Augusto da Silva Peres (ciências biológicas, Reino Unido); Janice Barbosa de Almeida-Engler (ciências agrárias, França); Juan José Lafaille (ciências biomédicas, EUA); Michael David Taylor (ciências biomédicas, EUA) e Yuming Guo (ciências da saúde, Austrália).

Ainda, receberam seus diplomas aqueles que não haviam participado da cerimônia anterior, incluindo Cristina Wayne Nogueira (UFSM, Ciências Químicas) e Antonio Costa de Oliveira (UFPel, Ciências Agrárias). O membro correspondente argentino Alberto Rodolfo Kornblihtt (UBA) também foi diplomado.

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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TECNOLOGIA

Brasil e África ampliam diálogo em educação, ciência e inovação durante fórum em Brasília

Brasil e países africanos ampliaram nesta segunda-feira (25) a cooperação em ciência, tecnologia e inovação durante a abertura do 1º Fórum de Reitores Brasil-África, em Brasília (DF), com participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da ministra Luciana Santos. O evento reuniu dirigentes de universidades brasileiras e africanas, representantes do Governo do Brasil e instituições de cooperação internacional para ampliar parcerias nas áreas de educação, ciência, tecnologia e inovação.   

Promovido pelo Ministério da Educação (MEC), pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), o fórum busca fortalecer a colaboração estratégica entre instituições de ensino superior dos dois continentes, com foco em intercâmbio acadêmico, mobilidade estudantil e projetos conjuntos de pesquisa.   

Para a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Luciana Santos, parcerias entre Brasil e países da África são fundamentais para o desenvolvimento. “O fortalecimento da cooperação científica e tecnológica com países africanos é um passo estratégico para o desenvolvimento soberano e sustentável do Sul Global”, ressaltou.  

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O presidente Lula destacou a importância da atuação do MCTI para o desenvolvimento conjunto com países do continente africano. “O Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (Pbia) contempla duas linhas de financiamento para o trabalho conjunto entre África e América Latina, e isso ajuda no combate à dominação e dependência de países do norte global. Além disso, lançamos hoje mais uma chamada pública do PróAfrica, para ampliar e acelerar a nossa parceria”, destacou.  

A participação do MCTI reforça o compromisso do Brasil com a ampliação das relações diplomáticas e da cooperação internacional em ciência, tecnologia e inovação com países africanos. Nos últimos anos, o ministério vem fortalecendo iniciativas conjuntas em áreas estratégicas como transição energética, bioeconomia, biodiversidade, oceanos e inovação. 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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