NACIONAL

Em São Paulo, secretária executiva do Ministério do Turismo firma Acordo de Cooperação com a Casa Brasileira para impulsionar turismo em assentamentos

A V Feira Nacional da Reforma Agrária, palco da rica produção e cultura do campo, sediou nesta quinta-feira (08.05), em São Paulo (SP), um marco da integração entre turismo e reforma agrária. A secretária executiva do Ministério do Turismo, Ana Carla Lopes, assinou um Acordo de Cooperação com a Casa Brasileira de Pesquisa para fomentar atividades turísticas nos assentamentos de todo o país, com a destinação de R$ 4,8 milhões. A parceria estratégica teve como testemunha o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).

Representando o ministro do Turismo, Celso Sabino, Ana Carla ressaltou o potencial turístico dos assentamentos e a visão do governo federal, sob a liderança do presidente Lula, de reconhecer e valorizar a capacidade do campo de oferecer experiências memoráveis a visitantes e de reforçar a geração de renda e oportunidades à população rural.

“É uma alegria estar aqui e anunciar esta importante parceria. O turismo tem o poder de transformar realidades e, nos assentamentos da reforma agrária, encontramos uma riqueza cultural e produtiva enorme, com potencial para atrair visitantes e gerar renda para essas famílias”, afirmou a secretária.

A importância da feira em São Paulo e da parceria com o Ministério do Turismo também foi destacada por João Paulo Rodrigues, coordenador nacional do MST. “É uma feira muito importante para o Movimento. Além de termos a oportunidade de mostrar para São Paulo o que o MST produz, queremos que os demais municípios conheçam as belezas naturais e a produção que existe dentro dos assentamentos. Por isso, o projeto do Ministério é de muito valor para nós. Estamos muito felizes que este acordo tenha sido firmado aqui na feira”, celebrou Rodrigues.

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EXPERIÊNCIAS DO BRASIL ORIGINAL: ASSENTAMENTOS – A iniciativa ganha vida por meio da expansão do projeto “Experiências do Brasil Original”, que agora inaugura a fase “Assentamentos”. O projeto oferecerá suporte técnico para a criação e a estruturação de produtos e serviços turísticos rurais nos acampamentos e assentamentos da reforma agrária. O Instituto Federal do Maranhão (IFMA) será o responsável por implementar as ações, por meio de um Termo de Execução Descentralizada (TED) firmado com o Ministério do Turismo.

A secretária Ana Carla Lopes enfatizou o sucesso da etapa anterior do projeto, que beneficiou comunidades indígenas e quilombolas, e expressou otimismo quanto aos resultados da nova fase.

“Queremos que os turistas vivenciem as experiências autênticas que o campo oferece, impulsionando a economia local e valorizando a cultura e a produção dessas comunidades”, declarou a secretária Ana Carla.

O projeto-piloto vai desenvolver 30 experiências turísticas memoráveis e transformadoras em cada local participante, abrangendo a diversidade da agricultura familiar, do extrativismo, do artesanato, da gastronomia e do ecoturismo.

Na ocasião, a secretária executiva do Ministério do Turismo também apontou o sucesso da implementação do projeto em comunidades quilombolas e indígenas de Goiás, Pará e Roraima, promovida no último ano.

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LEI GERAL DO TURISMO – Outro ponto importante abordado pela secretária Ana Carla Lopes foi a nova Lei Geral do Turismo, que autoriza agricultores familiares que atuam no setor turístico a se inscreverem no Cadastur (Cadastro de Prestadores de Serviços Turísticos), facilitando o acesso a benefícios como linhas de financiamento especiais do Fungetur (Fundo Geral de Turismo) e cursos de qualificação.

FEIRA – Organizada pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), a feira segue até o próximo domingo (11.05) no Parque da Água Branca, em São Paulo, com entrada gratuita e previsão de um público de 300 mil pessoas. O evento vai muito além da comercialização de alimentos produzidos por famílias de assentamentos e acampamentos de várias regiões do Brasil, sendo considerado pelo MST uma verdadeira celebração do projeto popular de reforma agrária.

Por Lívia Albernaz

Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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CMSE assegura atendimento eletroenergético em 2026 com reservatórios em níveis elevados no início do período seco

O Ministério de Minas e Energia (MME) realizou, nesta quarta-feira (1º/7), a 320ª reunião ordinária do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE). O colegiado destacou a melhora contínua das condições hidrometeorológicas na Região Sul ao longo do mês de junho, especialmente na bacia do rio Iguaçu, em comparação aos meses anteriores. O cenário contribuiu para a recuperação dos níveis de armazenamento dos reservatórios da região, que alcançaram níveis satisfatórios, reforçando a segurança do atendimento eletroenergético do país em 2026.

De acordo com o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), a atuação frequente de frentes frias e massas de ar frio nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste favoreceu a ocorrência de chuvas e a redução das temperaturas ao longo do período. Nessas três regiões, os termômetros registraram valores abaixo da média histórica para a época do ano.

Já as bacias dos rios Iguaçu, Tietê, Grande, Paranaíba e a incremental à UHE Itaipu apresentaram totais de precipitação superiores à média mensal. No caso das bacias dos rios Tietê, Grande e Paranaíba, os índices históricos de chuva para esta época do ano são naturalmente reduzidos. Para grande parte das demais bacias do Sistema Interligado Nacional (SIN), os cenários apresentam condições próximas à média histórica. Na reunião, também foi ressaltada a elevada probabilidade de ocorrência do fenômeno El Niño no segundo semestre de 2026, com predominância de projeções que apontam para intensidade forte ou muito forte.

No que se refere ao atendimento de potência do SIN, o ONS informou que, em cenários de maior demanda e condições climáticas adversas, está prevista a utilização complementar de usinas termelétricas, aliada à operação otimizada das hidrelétricas do rio São Francisco e ao uso estratégico do reservatório da UHE Itaipu.

Ainda durante a reunião, o ONS apresentou o Plano da Operação Energética (PEN) que avalia os critérios de garantia de suprimento de energia e potência, no horizonte 2027 a 2030. Os resultados serão divulgados no Portal do PEN (Sumário Executivo e Resultados em Power BI) no dia 7 de julho, data em que também será realizada reunião com agentes. Os Relatórios Finais serão divulgados no referido Portal do ONS e no SINtegre no dia 31 de julho.

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Informações Técnicas:

Condições Hidrometeorológicas: em junho, a precipitação foi superior à média mensal na área incremental à UHE Itaipu e nas bacias dos rios Iguaçu, Tietê, Paraíba do Sul, Grande e Paranaíba e no trecho montante à UHE Três Marias, no São Francisco. Ressalta-se que a média é baixa nas bacias da região Sudeste nessa época do ano. Nas demais bacias hidrográficas de interesse do SIN, os totais de precipitação foram inferiores à média.

Em relação à Energia Natural Afluente (ENA), ainda durante junho, foram observados valores abaixo da média histórica para os subsistemas Sudeste/Centro-Oeste, Sul, Nordeste e Norte, sendo 93%, 82%, 59% e 58% da Média de Longo Termo (MLT), respectivamente. Em termos de SIN foi verificada ENA de 82% da MLT.

Com relação à previsão meteorológica, o tema foi apresentado na reunião pelo Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), a convite do CMSE. Os destaques da previsão indicam, no horizonte de uma semana, chuvas abaixo da média nas bacias do Iguaçu e Jacuí e, na segunda semana, chuvas acima da média em parte da bacia do Paraná e condições normais nas demais bacias. Para a segunda quinzena, a previsão indica chuvas acima da média em parte da bacia do Paraná, Iguaçu e no Alto Uruguai. Nas demais bacias, chuvas em torno da média.

Energia Armazenada: ao final de junho, foram verificados armazenamentos equivalentes de 66%, 63%, 89% e 95% nos subsistemas Sudeste/Centro-Oeste, Sul, Nordeste e Norte, respectivamente. No SIN, o armazenamento foi de aproximadamente 71%.

Previsão Hidroenergética para Julho/2026:

Subsistema

ENA (% MLT)
Cenário Superior

ENA (% MLT)
Cenário Inferior

EARmáx (%)
Cenário Superior

EARmáx (%) Cenário Inferior

Sudeste/Centro-Oeste

105% 

87% 

63,8% 

62,3% 

Sul

125% 

50% 

75,2% 

52,2% 

Nordeste

61% 

61% 

84,4% 

88,6% 

Norte

72% 

68% 

93,3% 

93,1% 

SIN (total)

102%  

74% (4º menor em 96 anos) 

69,7% 

66,1% 

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Expansão da Geração e Transmissão: a expansão verificada em junho de 2026 foi de 184,5 MW de capacidade instalada de geração centralizada de energia elétrica, com destaque para entrada em operação comercial do Complexo Fotovoltaico Lagoinha, no município de Russas/CE, com 165 MW. No caso da transmissão, entraram em operação comercial 1.012 km de linhas de transmissão, com destaque para a entrada da LT 500 kV Xingó – Camaçari II C1 e C2 (357 km cada) e da LT 500 kV Presidente Juscelino – Vespasiano 2, C1 e C2 (149 km cada). Não houve entrada em operação comercial de novos transformadores com tensão igual ou superior a 230 kV.

Comercialização: No âmbito do monitoramento da comercialização, a Câmara de Comercialização de Energia (CCEE) apresentou os resultados da liquidação financeira do Mercado de Curto Prazo (MCP), referente à contabilização de maio de 2026. O montante totalizou R$ 3,07 bilhões, dos quais R$ 2,64 bilhões foram liquidados, com R$ 414,81 milhões (15,70% do liquidado) creditados à Conta de Energia de Reserva – CONER, enquanto R$ 424,40 milhões permaneceram inadimplidos.

Exportação/Importação: Considerando os meses de maio e junho de 2026 (dados preliminares), não houve exportação de energia proveniente de usinas hidrelétricas. Quanto à exportação termelétrica, em maio de 2026, o montante foi de 754 MWmédios (561 GWh), sendo 98% para a Argentina e 2% para o Uruguai. Em junho de 2026, o montante foi de 1.169,5 MWmédios (814 GWh), sendo 85% para a Argentina e 15% para o Uruguai. Não houve importação comercial nos meses de maio e junho de 2026.

O CMSE, na sua competência legal, continuará monitorando, de forma permanente, as condições de abastecimento e o atendimento ao mercado de energia elétrica do País, adotando as medidas para a garantia do suprimento de energia elétrica. As definições finais sobre a reunião do CMSE desta quarta-feira (01/07) serão consolidadas em ata devidamente aprovada por todos os participantes e divulgada conforme o regimento.

*Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico 

Fonte: Ministério de Minas e Energia

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