POLÍTICA NACIONAL

Cleitinho questiona denúncia da PGR contra Bolsonaro

O senador Cleitinho (Republicanos-MG), em pronunciamento nesta quarta-feira (19), criticou a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, por tentativa de golpe de Estado e abolição violenta do Estado Democrático de Direito em 2022, entre outros crimes. Segundo o parlamentar, não há provas concretas que justifiquem a acusação e cobrou apoio dos parlamentares alinhados ao ex-presidente.

— Quero chamar a atenção de toda a população brasileira sobre essa denúncia que a PGR encaminhou agora para o STF [Supremo Tribunal Federal], porque não tem prova nenhuma até agora — afirmou.

Cleitinho também chamou a atenção para a transparência no uso de emendas parlamentares, em especial as chamadas “emendas Pix” — transferências especiais do Orçamento federal que permitem o envio direto de recursos para as prefeituras sem necessidade de convênios. O senador destacou um caso envolvendo quase R$ 470 milhões e sugeriu a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o que efetivamente ocorreu. O senador defendeu que o Congresso priorize o debate sobre a transparência na destinação de recursos públicos.

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— Vou apoiar o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino. Olha se tem cabimento uma situação dessa? Saiu ontem: “Dino aponta falta de detalhamento em quase 469 milhões em emenda Pix e manda a CGU apurar”. Eu vou repetir para vocês aqui, gente: quase R$ 470 milhões, sem transparência. Tem escândalo maior do que isso aqui? — questionou.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

MP libera recursos para atingidos pelas enchentes em Pernambuco e Paraíba

Famílias afetadas pelas fortes chuvas e enchentes de maio no Nordeste poderão receber apoio para garantir o acesso à alimentação e retomar a produção rural. Medida provisória publicada no Diário Oficial da União nesta terça-feira (2) abre crédito extraordinário de R$ 49,2 milhões em favor do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS). 

A MP 1.364/2026 destina os recursos ao programa Segurança Alimentar e Nutricional e Combate à Fome. O objetivo é ampliar o atendimento às populações atingidas pelos desastres climáticos registrados em maio, especialmente nos estados de Pernambuco e da Paraíba. 

Do total de recursos, R$ 40 milhões devem ser destinados à aquisição e distribuição de alimentos produzidos por agricultores familiares. Segundo o governo, os recursos permitirão a compra e doação de cerca de 6 mil toneladas de alimentos, que poderá beneficiar 3 mil famílias agricultoras e reforçar o atendimento realizado por cozinhas solidárias. 

Outros R$ 9,2 milhões serão aplicados em ações de inclusão produtiva rural, voltadas à recuperação da capacidade produtiva das populações atingidas. A expectativa é que 2 mil famílias sejam atendidas.

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Impactos das chuvas 

De acordo com a exposição de motivos da MP, as chuvas afetaram 18 municípios em Pernambuco e 31 municípios na Paraíba, e alcançaram aproximadamente 10 mil famílias. Tanto áreas urbanas quanto propriedades rurais da agricultura familiar foram atingidas.  

O governo afirma que a abertura do crédito extraordinário é necessária para garantir uma resposta rápida à emergência e evitar o agravamento da insegurança alimentar e o empobrecimento de agricultores familiares nas áreas afetadas. Também argumenta que os recursos previstos no Orçamento de 2026 não seriam suficientes para atender, ao mesmo tempo, às demandas provocadas pelas enchentes e a outras situações emergenciais, como as estiagens que atingem as regiões Norte e Nordeste. 

Entre as ações já adotadas pelo MDS estão a distribuição de cerca de 3,2 mil cestas de alimentos para cozinhas solidárias em Pernambuco e na Paraíba e o envio de alimentos por meio da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). 

A medida provisória já está em vigor, mas precisa ser aprovada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado em até 120 dias para não perder a validade. 

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Vitória Clementino, sob supervisão de Dante Accioly

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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