POLÍTICA MT

Deputados articulam composição das Comissões Permanentes

Com o início da 3ª sessão legislativa, da 20ª Legislatura, os deputados começam a se movimentar para definir a composição das 14 Comissões permanentes da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). Os membros das comissões são designados pelo presidente Max Russi (PSB), por indicação dos líderes das bancadas partidárias ou blocos parlamentares.

O vice-presidente da Assembleia Legislativa, deputado Júlio Campos (União), afirmou na manhã desta quarta-feira (5), que é preciso que os líderes de bancada indiquem os nomes dos deputados que vão compor as Comissões Permanentes em 2025. Para ocupar a presidência da Comissão de Constituição e Justiça e Redação, Campos defende o nome do deputado Eduardo Botelho (União Brasil).

“Eu defendo a tese de que o ex-presidente da Casa de Leis seja o presidente da CCJR em 2025. No Senado Federal e na Câmara dos Deputados é praxe que o cidadão (parlamentar) que deixa a presidência das Casas seja o indicado para presidir a comissão técnica mais importante e, por isso, proponho que o meu sucessor na CCJR seja Botelho”, afirmou Júlio Campos.

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Outra presidência que é bastante reivindicada pelos parlamentares é o da Comissão de Saúde, Previdência e Assistência Social. Quem espera ser indicado para presidi-la é o deputado Paulo Araújo (PP). Segundo ele, desde a legislatura passada há o compromisso de que os indicados à Comissão façam a alternância na presidência.

“Em 2024, seria a minha vez de ser presidente, mas o cedi ao Dr. João. Por isso, acredito que o cronograma de alternância deve ser respeitado. É uma situação criada que é diferente de todas as outras comissões. Todos os membros da Comissão sempre respeitaram essa condição de rodízio, para que a parceria fosse de todos”, explicou Araújo.

O primeiro secretário da Assembleia Legislativa, deputado Doutor João (MDB), defende para ocupar a presidência da Comissão de Saúde o parlamentar que não faz parte da Mesa Diretora “Eu acho que o nome bom, que não está na Mesa, é o do doutor Eugênio (PSB). Ele é médico, já foi presidente. Essa é a minha ideia. Mas vamos colocar essa proposta para a Mesa”, afirmou o deputado.

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“Existe um rodízio natural que está sendo feito nos últimos seis anos do nosso mandato. Esse acordo tem sido respeitado por todos nós, dando oportunidade para que todos possam assumir a presidência da Comissão. Este ano, Paulo Araújo seria o candidato natural, mas ele faz parte da Mesa (Diretora). Há uma resolução da Mesa Diretora que o impede de ocupar o cargo. Por isso, provavelmente, devo ser indicado para presidir a comissão”, disse Dr. Eugênio.

A deputada Janaína Riva (MDB) defende que as indicações priorizem os parlamentares que não ocupam a função de líderes de blocos e de partidos. “No meu caso, como líder de partido e líder de bloco, a gente está priorizando os deputados que não possuem cargo na Mesa Diretora ou na liderança de partido. Esses deputados serão priorizados para presidir as comissões”, afirmou Janaína Riva.

Fonte: ALMT – MT

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POLÍTICA MT

Após marido contar maço de dinheiro, Flávia Moretti peita promotora e mantém Silvio Fidélis na Prefeitura – veja o video

Prefeita chama recomendação do Ministério Público de “absurda” e amplia crise política e institucional em Várzea Grande

A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti, voltou ao centro de uma nova turbulência política após endurecer o discurso contra o Ministério Público de Mato Grosso e decidir manter o secretário Silvio Fidélis na estrutura do primeiro escalão da Prefeitura.

O novo embate ocorre dias após a forte repercussão envolvendo o marido da prefeita, alvo de comentários e críticas nos bastidores políticos depois da divulgação de episódio em que aparecia contando um maço de dinheiro dentro do paletó — fato que incendiou as redes sociais e ampliou o desgaste da gestão municipal.

Agora, em mais um capítulo explosivo da crise, Flávia Moretti resolveu confrontar diretamente a promotora Tayane Castro Longo Arezzo, responsável pela recomendação que cobra providências da Prefeitura no caso envolvendo Silvio Fidélis.

Durante declaração pública, a prefeita classificou como “absurda” a recomendação ministerial para afastamento do secretário e afirmou que Fidélis sequer estaria mais ligado ao contrato investigado, sustentando que o auxiliar atua atualmente em outra área da administração municipal.

Nos bastidores do poder, a fala foi interpretada como um recado direto ao Ministério Público e abriu uma rota de colisão entre o Paço Couto Magalhães e integrantes do órgão ministerial. A avaliação de aliados é que Flávia tenta demonstrar firmeza política diante da pressão institucional. Já adversários enxergam uma reação arriscada, capaz de aprofundar ainda mais a crise.

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O caso ganha contornos ainda mais delicados porque a própria Prefeitura havia encaminhado denúncias ao Ministério Público após auditoria identificar supostas irregularidades milionárias em contratos ligados à Secretaria de Educação. As suspeitas envolvem cifras milionárias e já movimentam investigações nos bastidores.

Com o clima de tensão elevado, interlocutores da administração municipal admitem reservadamente preocupação com novos desdobramentos judiciais e políticos. A expectativa agora gira em torno da resposta oficial da Prefeitura ao Ministério Público e dos próximos movimentos da promotoria diante do endurecimento público da prefeita.

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