MATO GROSSO

Abertas as inscrições para seleção de elenco do primeiro longa-metragem de ficção do Vale do Araguaia

Estão abertas as inscrições para seleção de elenco do filme “O Menino Que Carregava Água na Peneira” para artistas de Mato Grosso. Financiada com recursos da Lei Paulo Gustavo, por meio do edital promovido pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel), a obra é o primeiro longa-metragem de ficção do Vale do Araguaia.

Os interessados devem se inscrever até dia 30 de janeiro por meio de formulário (clique aqui para acessar) e também enviar dois vídeos, sendo um deles interpretando o personagem escolhido, e outro cantando uma música de sua preferência, já que o longa se trata de um musical.

Livremente inspirado em poemas de Manoel de Barros, a produção conta a história de um menino sem nome que vive na zona rural de uma região entre o sertão e o cerrado. Com uma imaginação muito fértil, ele sonha em ser escritor, mas sabendo que precisa de um nome. Ele inicia, então, uma jornada em busca de sua identidade. Nesse caminho, ele irá encontrar grandes personagens da cultura popular, fazendo novos amigos.

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Integrando a trilogia Alice dos Anjos, o filme promove um intercâmbio audiovisual inédito com duas produções baianas: a premiada obra homônima “Alice dos Anjos”, e a sequência “Alice Lembra”. Produzido pelo Araguaia Produções, o filme tem o cineasta Daniel Leite Almeida como diretor e roteirista.

Podem se candidatar à seleção atores residentes em Mato Grosso, em especial no Vale do Araguaia, que terão prioridade. As inscrições também estão abertas a profissionais do sudoeste baiano.

As gravações irão ocorrer em duas etapas, uma na Bahia e outra no Mato Grosso.

Seleção para filme O Menino Que Carregava Água na Peneira
Data
: Até dia 30 de janeiro
Inscrições:https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSc2NQlIqnajINfL5YQiWEiAHHuXz2eyIaby-r8GEFDguZ3bbQ/viewform

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe”, afirmou pescador em Rondonópolis

A rotina de quem vive da pesca começa cedo, exige paciência e, muitas vezes, enfrenta desafios que vão além das águas dos rios. Em Rondonópolis, pescadores profissionais artesanais que participaram do cadastramento presencial do Repesca compartilharam histórias de trabalho, dificuldades e esperança durante a ação promovida pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT).

O atendimento ocorreu nos dias 17 e 18 de junho, no Ganha Tempo de Rondonópolis, com o objetivo de auxiliar pescadores na realização de novos cadastros e na atualização de informações para acesso ao programa. A iniciativa já passou pelos municípios de Poconé e Santo Antônio de Leverger e seguirá para Cáceres nos dias 22 e 23 de junho.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Morador de Rondonópolis, Laércio Dias conhece de perto a realidade de quem depende da pesca para sobreviver. Acostumado a pescar nas águas do Rio Vermelho, ele conta que o atendimento presencial facilitou o processo de cadastramento.

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe. Sozinho é difícil, porque a gente nem sempre tem conhecimento para fazer tudo pela internet. Esse auxílio vai ajudar muito. Nós sofremos bastante com as dificuldades da pesca e com as mudanças que aconteceram nos últimos anos. Qualquer ajuda faz diferença dentro de casa”, afirmou.

A pescadora Lucinete Ferreira Batista também carrega uma história construída às margens dos rios da região. Moradora da comunidade Vila Nova, próxima a Juscimeira, ela conta que cresceu convivendo com a pesca e transformou a atividade em complemento essencial para a renda familiar.

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Durante muitos anos, Lucinete enfrentou longas jornadas de canoa pelos rios da região. Chegava a permanecer três ou quatro dias pescando para conseguir vender o pescado e garantir recursos para despesas básicas da casa.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

“Eu subia o rio de canoa e ficava dias pescando para conseguir um dinheirinho. Era assim que eu ajudava a comprar alimento, pagar energia e manter a casa. Minha renda era muito baixa e a pesca sempre ajudou a complementar”, relembrou.

Atualmente morando sozinha e vivendo com recursos limitados, ela acredita que o Repesca poderá trazer mais tranquilidade para o orçamento.

“Vai ajudar bastante. Hoje eu moro sozinha e tenho pouca renda. Tudo que vier para ajudar faz diferença. A pesca sempre foi minha vida e continua sendo minha forma de sobreviver”, disse.

A relação com os rios também faz parte da trajetória de Vanusa de Oliveira. Há mais de 15 anos na atividade, ela e o marido sustentaram a família por meio da pesca artesanal e criaram os filhos às margens dos rios da região.

Segundo Vanusa, a atividade se tornou mais difícil nos últimos anos, exigindo ainda mais esforço dos pescadores para garantir o sustento da família.


Foto: Layse Ávila | Setasc-MT

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“No começo era mais fácil. A gente conseguia pescar mais e tirar o sustento da família. Hoje está mais difícil, mas continuamos lutando porque é da pesca que vivemos. Eu e meu marido dependemos disso para sobreviver”, relatou.

Mãe de cinco filhos, ela conta que toda a família foi criada com os recursos obtidos na atividade pesqueira. Atualmente, faz trabalhos temporários quando surgem oportunidades, mas ainda depende da pesca como principal fonte de renda.

“Minhas contas estão atrasadas e os bicos nem sempre aparecem. Muitas vezes passo o dia inteiro no rio para conseguir um peixe e garantir comida dentro de casa. Esse auxílio chega em uma hora importante e vai ajudar muito a nossa família”, afirmou.

O Repesca é destinado aos pescadores profissionais artesanais que exercem a atividade de forma autônoma, individualmente ou em regime de economia familiar, sem vínculo empregatício, e que tenham a pesca como principal meio de subsistência. A iniciativa do Governo de Mato Grosso busca garantir proteção social e apoio financeiro aos trabalhadores impactados pelas mudanças na atividade pesqueira.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Para os pescadores atendidos em Rondonópolis, o programa representa mais do que um auxílio financeiro. É o reconhecimento de uma atividade que há gerações garante o sustento de milhares de famílias mato-grossenses e mantém viva uma tradição construída às margens dos rios do Estado.

Fonte: Governo MT – MT

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