POLÍTICA NACIONAL

Cleitinho critica limitação do salário mínimo e pede fim dos supersalários

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O senador Cleitinho (Republicanos-MG) criticou, em pronunciamento nesta quarta-feira (4), o pacote de corte de gastos apresentado pelo governo ao Congresso Nacional na semana passada. O parlamentar se declarou contra a possibilidade de congelamento do salário mínimo e defendeu a redução salarial dos parlamentares.

— O corte de gastos sempre recai sobre o povo, nunca sobre quem realmente gera a despesa. Tem que congelar aqui, tem que diminuir aqui o nosso. São os nossos salários que devem ser congelados, diminuídos ou reduzidos. São nossas mordomias e privilégios que devem acabar, não os do povo.

Pela proposta do Executivo, o crescimento do salário mínimo ficaria limitado ao mesmo teto para as demais despesas estabelecido no Novo Arcabouço Fiscal, de 2023: entre 0,6% e 2,5% ao ano.

Cleitinho também informou ter apresentado uma proposta de emenda à Constituição (PEC) determinando o fim dos supersalários no setor público (PEC 47/2024). O texto prevê que auxílios e benefícios de caráter indenizatório sejam somados às demais remunerações para atender ao teto salarial.

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— É o momento de resolvermos o problema do país: os cortes de gastos têm que vir daqui. Chega de fazer o povo brasileiro pagar essa conta.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Sancionado repasse de loterias para Comitê Brasileiro de Clubes

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Foi sancionada a lei que transfere ao Comitê Brasileiro de Clubes (CBC) 0,01% da arrecadação de jogos de loteria federal, percentual que era destinado à Federação Nacional dos Clubes (Fenaclubes). Os recursos serão aplicados na formação de gestores de clubes esportivos. O texto foi publicado no Diário Oficial da União desta terça-feira (29).

A Lei 15.523, de 2026, teve origem no PL 2.584/2025, aprovado no início de setembro no Plenário do Senado, com relatório da senadora Leila Barros (PDT-DF). A proposta altera a Lei das Loterias (Lei 13.756, de 2018) justamente para mudar o destinatário desse percentual da arrecadação.

Assim, os 0,01% que eram repassados à Fenaclubes passam a ser destinados ao CBC, sem aumento do volume global de recursos previstos para os clubes. A alteração foi resultado de consenso entre as duas entidades e mantém a finalidade de qualificação profissional dos gestores esportivos.

Fiscalização

A nova lei também retira a Fenaclubes da lista de entidades fiscalizadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU). O CBC já integra a relação de entidades sujeitas à fiscalização do tribunal.

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Segundo a justificativa do projeto, a alteração busca adequar a legislação à organização do esporte no país, já que o CBC integra o Sistema Nacional do Esporte (Sinesp).

A transferência dos recursos aproveita a estrutura já mantida pelo CBC para ações de capacitação e formação de gestores de clubes. Durante a tramitação no Senado, a relatora, Leila Barros, afirmou que a mudança promove um ajuste na destinação dos recursos das loterias sem ampliar o volume global previsto na legislação.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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