POLÍTICA NACIONAL
Comissão debate a relevância histórica do Cais do Valongo e da região da Pequena África no Rio de Janeiro
A Comissão de Cultura da Câmara dos Deputados debate nesta quarta-feira (4) o papel do Cais do Valongo na proteção e na salvaguarda das práticas das comunidades tradicionais afrobrasileiras e como parte constituinte da identidade brasileira e carioca.
O debate atende a pedido da deputada Benedita da Silva (PT-RJ). Localizado na zona portuária do Rio de Janeiro e declarado patrimônio da humanidade pela Unesco em 2017, o Cais do Valongo foi o principal porto de desembarque de africanos escravizados nas Américas. A região do seu entorno é chamada de “Pequena África”.
“Proponho esse debate para apresentação da estrutura para o trato do acervo e das condições de preservação patrimonial, e também para o acompanhamento da gestão dos bens materiais e imateriais afro-brasileiros localizados na região”.
O debate será realizado às 15h30, no plenário 10.
Da Redação – RL
Fonte: Câmara dos Deputados
POLÍTICA NACIONAL
Avança obrigatoriedade de livros sobre igualdade de gênero em escolas públicas
Bibliotecas de escolas públicas poderão ser obrigadas a disponibilizar obras sobre equidade de gênero e proteção às mulheres. É o que determina projeto aprovado nesta quarta-feira (20) na Comissão de Direitos Humanos (CDH).
O PL 577/2024 altera a legislação que trata sobre a universalização das bibliotecas nas instituições de ensino do país (Lei 12.244, de 2010) para determinar que escolas públicas de educação básica disponibilizem livros e periódicos sobre igualdade de gênero, conforme a previsão orçamentária.
A proposta, da senadora Augusta Brito (PT-CE), recebeu voto favorável da relatora, senadora Ivete da Silveira (MDB-SC). Agora, o texto segue para a Comissão de Educação (CE).
“O respeito às mulheres também se aprende na escola, sobretudo no Brasil, onde esse tipo de violência lamentavelmente ainda é uma realidade cotidiana”, destaca Augusta. Para a senadora, a disponibilização das obras é uma forma de atuar preventivamente no combate à violência contra mulheres e meninas.
Segundo a autora, em 2021, 3.858 mulheres foram mortas de forma violenta no país, representando mais de dez mortes por dia, conforme dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Além disso, Augusta afirma que o Relatório Atlas da Violência de 2023 revelou que a taxa de homicídios femininos cresceu 0,3%, de 2020 para 2021, enquanto a de homicídios da população em geral apresentou queda.
Para Ivete, o projeto se fundamenta na busca por justiça e na valorização da leitura como instrumento para motivar a coexistência humana.
“Nem só de violência vive o Brasil — ele vive também de sua capacidade de reagir a ela”, afirma a relatora no parecer.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
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