POLÍTICA NACIONAL

Senado lança livro para facilitar a compreensão do orçamento público

O Senado lançou na terça-feira (26) o livro Ensaios sobre o Orçamento Público. A obra, organizada pelo consultor-geral da Consultoria de Orçamentos, Fiscalização e Controle (Conorf), Flávio Luz, e pela consultora de orçamento Ana Claudia Borges, contém textos de 13 consultores de orçamento, que se aprofundam em quatro eixos temáticos: atuação institucional da Conorf, planos, orçamentos públicos e fiscalização. A obra faz parte das comemorações dos 30 anos da Conorf.

Diretor-executivo de gestão do Senado, Marcio Tancredi destacou a atuação da Conorf para o país, uma vez que o Parlamento tem alcançado protagonismo cada vez maior no processo político.

— À medida que o Parlamento toma um protagonismo maior do processo político, o orçamento também cresce de relevância. Fazer com que o orçamento seja transparente, tenha uma leitura social favorável, facilitada, é desafiador. É algo que honra não só a Conorf, mas também o Senado. É um processo que nós lideramos dentro do Executivo Federal — observou.

Flávio Luz explicou que o livro promove reflexão e debate sobre questões centrais das finanças públicas.

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— A Conorf tem sido um pilar do assessoramento técnico orçamentário. A coletânea reflete uma diversidade temática e analítica que enriquece o debate sobre finanças públicas e o papel do Legislativo. Cada página representa a busca incessante pela construção de um orçamento público mais eficiente, transparente e alinhado às necessidades da sociedade brasileira — destacou.

De acordo com Ana Cláudia Borges, a obra não possui perfil acadêmico e busca traduzir o dia a dia da Conorf para aqueles que hoje estudam orçamento ou são curiosos sobre a matéria.

— Embora falar de orçamento nunca seja uma coisa simples, porque alguns conceitos precisam já ser conhecidos, tentamos abordar o assunto na forma de ensaios, que proporcionam uma visão crítica do assunto, com análise do que é possível melhorar — revela.

O consultor-geral da Consultoria Legislativa (Conleg), Danilo Aguiar, ressaltou a relevância da matéria orçamentária e da importância de os consultores compartilharem esse conhecimento com a sociedade brasileira.

— Eles têm a capacidade de enxergar políticas públicas em uma planilha de números, identificar o bem que elas fazem para a sociedade, além de visualizar tudo sob a perspectiva do cidadão. Compreendi melhor esse processo com o fortalecimento da convivência com a área. Parabenizo pela criação desse livro, uma obra compartilhada — disse.

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Ensaios sobre o Orçamento Público está disponível na Biblioteca e na Livraria do Senado, em formato impresso e digital. 

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Comissão aprova proposta com novas regras para placas de atendimento prioritário

A Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que obriga estabelecimentos públicos e privados a inserir símbolos e descrições de diversas deficiências em placas de atendimento prioritário.

Pela proposta, as sinalizações deverão incluir representações para deficiências física, auditiva, visual, mental ou intelectual e múltipla, além de síndrome de Down, transtorno do espectro autista e mobilidade reduzida. O texto também mantém a prioridade para gestantes, lactantes, pessoas com crianças de colo e pessoas idosas.

O texto aprovado é o substitutivo do relator, deputado Geraldo Resende (União-MS), para o projeto de lei original (PL 6967/25), do deputado Duda Ramos (Pode-RR).

“A proposta supera a visão de que a deficiência se restringe apenas a limitações motoras aparentes, combatendo o estigma e os questionamentos constrangedores que muitos cidadãos enfrentam ao tentar exercer seu direito à prioridade”, afirmou Geraldo Resende.

Tecnologia
Uma das mudanças trazidas pelo substitutivo é a permissão para o uso de tecnologias digitais. “O novo texto assegura que a norma não se restrinja a placas físicas, permitindo que estabelecimentos utilizem recursos digitais e audiovisuais que podem ser, em muitos casos, mais eficientes para a inclusão de pessoas com diferentes tipos de deficiência”, justificou Resende.

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Ele alterou ainda as punições para quem descumprir a lei. O projeto original previa sanções mais rígidas, mas o texto do relator estabelece um rito progressivo. As sanções começam com advertência educativa e prazo para adequação, antes de seguir para autuações e notificações ao Ministério Público ou órgãos de defesa do consumidor.

Padronização
As placas físicas, quando adotadas, deverão seguir determinações da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e do Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Conade). O projeto também incentiva o uso de recursos como código QR e audiodescrição para facilitar a comunicação.

Símbolo universal
A Organização das Nações Unidas (ONU) desenvolveu em 2015 um símbolo internacional de acessibilidade, que consiste de figura humana simétrica com os braços abertos inscrita dentro de um círculo. O novo ícone tem o objetivo de representar a inclusão universal.

Recém-sancionada, a Lei 15.459/26 prevê a adoção da denominação “símbolo internacional de acessibilidade”, mas teve vetados os trechos que previam a substituição do símbolo atualmente usado no país pelo modelo da ONU. O governo federal argumentou que a mudança não contou com a participação das organizações representativas das pessoas com deficiência.

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Próximos passos
O PL 6967/25 segue agora para análise das comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania, em caráter conclusivo. Para virar lei, precisa ser aprovado pelos deputados e pelos senadores.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Reportagem – Noéli Nobre
Edição – Ana Chalub

Fonte: Câmara dos Deputados

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