CUIABÁ

Estudantes da rede pública municipal de Cuiabá são premiados nas categorias conto e música do Projeto MPT na Escola

Os estudantes Kaio Alfaias Silva Amaral, 7º Ano da Escola Municipal de Educação Básica do Campo (EMEBC) Dr. Estevão Alves Correa e Felipe Guilherme de Lima Albuês, 4º Ano da Escola Municipal de Educação Básica (EMEB) José Luis Borges Garcia foram premiados nas categorias Música (2º lugar) e Conto (3º lugar), respectivamente, na etapa estadual do Projeto MPT na Escola 2024. A cerimônia de entrega dos Prêmios aconteceu na última quarta-feira (23), no Auditório da Procuradoria Regional do Trabalho da 23º Região (PRT23), com a presença de estudantes, professores coordenadores, pais e representantes de 10 escolas de Mato Grosso. Os estudantes mais bem colocados de cada categoria receberam medalhas e troféus.

A premiação, dividida em quatro categorias – Conto, Desenho, Música e Poesia –, visa selecionar e premiar produções artístico-culturais de estudantes da rede pública de ensino fundamental, relacionadas à proteção da criança e do adolescente.

Pelo segundo ano consecutivo, a premiação é dividida em três grupos temáticos: “Trabalho infantil”, para estudantes dos 4º e 5º anos (Grupo I); “Profissionalização do adolescente/aprendizagem profissional”, para estudantes dos 6º e 7º anos (Grupo II) e “Segurança e saúde nas escolas e no trabalho”, para estudantes dos 8º e 9º anos (Grupo III).

Projeto

O MPT na Escola, criado em 2009, é promovido pela Coordenadoria Nacional de Combate ao Trabalho Infantil e de Promoção e Defesa dos Direitos de Crianças e Adolescentes (Coordinfância) do Ministério Público do Trabalho e, faz parte do Projeto Resgate a Infância/Eixo Educação.

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O projeto é composto de vária etapas que incluem capacitação técnica de assessores das Secretarias Municipais de Educação participantes com palestras, exibição de vídeos, dinâmicas e debates sobre o conceito de trabalho infantil, os mitos e as concepções equivocadas sobre o assunto e as consequências dessa prática no futuro das crianças; capacitação dos coordenadores e pedagógicos e professores das unidades educacionais participantes; designação dos temas a serem abordados em sala de aula pelos professores sempre relacionados à temática do combate ao trabalho infantil e a inserção legal do adolescente no mercado de trabalho; incentivo aos estudantes para a elaboração de trabalhos que permitam uma avaliação dos resultados da ação.

Para coroar esse processo e reconhecer o empenho de estudantes e professores, é realizado o Prêmio MPT na Escola, que seleciona os melhores trabalhos literários, artísticos e culturais dos estudantes das instituições de ensino que integram o projeto.

Premiação

O objetivo principal da etapa estadual de premiação é levar a temática do trabalho infantil à sociedade por meio da comunidade escolar, transformando os profissionais da educação em multiplicadores do conhecimento sobre o tema e, fomentar a participação de crianças e adolescentes em ações de mobilização, conscientização, proteção e prevenção do trabalho infantil, além de iniciativas de promoção à saúde e segurança no trabalho.

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Ambos os prêmios são nacionais, mas compreendem três etapas até sua finalização: local (municipal), estadual e nacional.

A secretária-adjunta de Educação, Débora Marques Vilar acompanhou a premiação. “É com muito orgulho que conhecemos os premiados da rede municipal pelos trabalhos desenvolvidos durante o período do projeto nas unidades e o resultado da parceria envolvendo ações que buscam o fortalecimento do Sistema de Garantia de Direitos e das políticas de erradicação do trabalho infantil”, disse Débora Marque Vilar.

A coordenadora de Programas e Projetos da Secretaria Municipal de Educação, Marcela Rezende, destacou a importância da iniciativa para a comunidade escolar. “As unidades educacionais contempladas com o Projeto MPT na Escola fomentam em seu currículo temas relativos à erradicação do trabalho infantil e a proteção ao trabalhador adolescente. A participação de outros atores promovendo a discussão com a participação de estudantes, professores, equipes gestoras e as famílias, no ambiente escolar, só tem a contribuir com a formação das nossas crianças”, disse Marcela Rezende.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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CUIABÁ

Estudantes indígenas conhecem história de Cuiabá em visita ao Complexo Biocultural do Porto

Quarenta e dois estudantes da Escola Indígena Umutina, de Barra do Bugres, visitaram nesta sexta-feira (29) o Complexo Biocultural do Porto, em Cuiabá, conhecendo o Museu do Rio Cuiabá, o Aquário Municipal e a Orla do Porto. A atividade integrou uma programação educativa voltada à valorização do patrimônio cultural mato-grossense e ao fortalecimento da identidade dos povos originários.

Com idades entre 11 e 17 anos, os alunos participaram da visita acompanhados pelas professoras Eliane Boroponepa Monzilar, da Aldeia Boropó, e Ana Lúcia Calomezoré, da Aldeia Balotipone. O objetivo pedagógico foi conscientizar os estudantes sobre a importância da preservação do patrimônio cultural do Estado e promover reflexões sobre a história e as culturas indígenas.

A visita foi viabilizada pelo projeto Caminhos da Cultura, iniciativa criada em 2019 pelo artista plástico e produtor cultural Vicente Paulo. O projeto tem como proposta ampliar o acesso de estudantes da rede pública, além de comunidades indígenas, quilombolas e ribeirinhas, a museus, galerias e outros espaços de formação cultural. Desde sua criação, a iniciativa já aproximou mais de 11 mil alunos de equipamentos culturais em Mato Grosso.

“O projeto nasceu para proporcionar esse acesso aos estudantes da rede pública e também às comunidades tradicionais. Hoje estamos contemplando os Umutina, vindos de diferentes comunidades dessa grande nação indígena”, explicou Vicente Paulo.

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No Complexo Biocultural do Porto, os estudantes participaram de um roteiro guiado que apresentou aspectos históricos de Cuiabá por meio do acervo do Museu do Rio e das atrações do Aquário Municipal. A coordenadora pedagógica do Museu do Rio, Luana da Cruz Borema, explicou que o complexo está implantando um novo formato de recepção aos visitantes, com uma apresentação guiada que contextualiza a história da cidade antes da visita aos espaços expositivos.

Segundo ela, a proposta busca tornar a experiência mais educativa e aproximar os visitantes do patrimônio histórico e cultural de Cuiabá.

Para a professora Eliane Boroponepa Monzilar, a atividade representa uma oportunidade de intercâmbio de conhecimentos e de ampliação do repertório cultural dos estudantes.

“Esse projeto proporciona às crianças e aos jovens indígenas a oportunidade de conhecer outros saberes. Muitos deles nunca haviam visitado um museu. É uma troca importante entre o conhecimento do nosso povo e outros conhecimentos culturais, permitindo que compreendam melhor esses espaços e sua importância”, afirmou.

A fala da educadora reforça uma realidade observada em outras ações do Caminhos da Cultura. Em atividades recentes promovidas pelo projeto, estudantes da zona rural e de comunidades tradicionais também tiveram contato pela primeira vez com museus e espaços históricos da capital, vivenciando experiências que ampliam o aprendizado para além da sala de aula.

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A turismóloga Silvana Maria de Morais Abdala destacou o interesse demonstrado pelo grupo durante toda a visita. Segundo ela, as fotografias históricas e a maquete expostas no museu despertaram grande curiosidade entre as crianças e os adolescentes.

“Foi gratificante perceber o interesse deles em conhecer a história de Cuiabá e compreender melhor o espaço. As crianças, principalmente, demonstraram muita atenção e curiosidade durante toda a visita”, relatou a servidora, que atua há 18 anos na área do turismo.

Além do Complexo Biocultural do Porto, o roteiro dos estudantes incluiu visitas ao Museu da Imagem e do Som de Cuiabá (MISC), à Galeria Lava Pés e ao Museu de História Natural de Mato Grosso, consolidando um dia de atividades voltadas ao conhecimento, à cultura e à formação cidadã.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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