MATO GROSSO

Cridac entregou 9,7 mil aparelhos auditivos entre 2019 e 2024

O Centro de Reabilitação Integral Dom Aquino Corrêa (Cridac), unidade administrada pela Secretaria de Estado de Saúde (SES), entregou 9.727 aparelhos auditivos entre janeiro de 2019 e julho de 2024.

Conforme levantamento realizado pela unidade, os atendimentos aumentaram exponencialmente nos últimos anos. Durante todo o ano de 2019, foram entregues apenas 40 aparelhos auditivos, contra os mais de 3 mil que foram entregues em 2023.

Localizado no Centro Político Administrativo, em Cuiabá, o Cridac também entregou 1.145 aparelhos auditivos em 2020, 2.389 aparelhos em 2021, 2.076 aparelhos em 2022 e 1.012 aparelhos entre janeiro e julho de 2024. As cirurgias para a colocação do implante coclear são realizadas pelo Hospital Estadual Santa Casa, em Cuiabá.

O secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, destacou que a ampliação dos atendimentos é fruto de uma gestão responsável e competente.

“O Cridac oferta um serviço diferenciado à população de Mato Grosso. Esses milhares de aparelhos mudam para melhor a vida de pessoas com deficiência auditiva, que passam a ouvir o mundo ao seu modo. Não se trata apenas de um número elevado, que demonstra a eficiência da saúde, mas sim de milhares de vidas que são impactadas por esse serviço”, ressaltou o gestor.

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Para a Mariane Carneiro, filha da paciente Marizete Carneiro, que realizou o implante coclear e recebeu o aparelho auditivo pelo Cridac, o implante trouxe qualidade de vida para a mãe.

“O implante está sendo muito positivo para minha mãe. Era uma coisa que queríamos muito, uma esperança. Ela já está conseguindo ouvir algumas palavras, o nome dela, o nome da cachorrinha dela, sendo que há mais de dois anos ela não ouvia nada. Ela já está conseguindo ouvir algumas coisas e está trazendo felicidade para nós todos”, disse.

A diretora do Cridac, Suely Pinto, parabenizou a equipe da Coordenadoria de Saúde Auditiva da unidade, que completou 25 anos de trabalhos prestados à população do estado.

“Não tenho dúvidas de que esse resultado é fruto de uma equipe comprometida e dedicada ao Sistema Único de Saúde (SUS). Passamos de 40 para mais de 3 mil entregas por ano. Parabenizo todos os profissionais envolvidos e reforço que o Cridac trabalha para ofertar um atendimento cada vez melhor e mais eficaz à nossa população”, acrescentou.

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Já a secretária adjunta de Unidades Especializadas, Caroline Dobes, enfatizou a importância da unidade, que atua como referência no Sistema Único de Saúde (SUS) em Mato Grosso.

“O Cridac é uma unidade de referência em Mato Grosso, comprometida em garantir um atendimento eficiente e qualificado. Operando sempre por meio do SUS, o objetivo da unidade é ofertar um ambiente moderno, capaz de acolher cada vez mais pacientes de todo o estado”, concluiu.

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe”, afirmou pescador em Rondonópolis

A rotina de quem vive da pesca começa cedo, exige paciência e, muitas vezes, enfrenta desafios que vão além das águas dos rios. Em Rondonópolis, pescadores profissionais artesanais que participaram do cadastramento presencial do Repesca compartilharam histórias de trabalho, dificuldades e esperança durante a ação promovida pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT).

O atendimento ocorreu nos dias 17 e 18 de junho, no Ganha Tempo de Rondonópolis, com o objetivo de auxiliar pescadores na realização de novos cadastros e na atualização de informações para acesso ao programa. A iniciativa já passou pelos municípios de Poconé e Santo Antônio de Leverger e seguirá para Cáceres nos dias 22 e 23 de junho.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Morador de Rondonópolis, Laércio Dias conhece de perto a realidade de quem depende da pesca para sobreviver. Acostumado a pescar nas águas do Rio Vermelho, ele conta que o atendimento presencial facilitou o processo de cadastramento.

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe. Sozinho é difícil, porque a gente nem sempre tem conhecimento para fazer tudo pela internet. Esse auxílio vai ajudar muito. Nós sofremos bastante com as dificuldades da pesca e com as mudanças que aconteceram nos últimos anos. Qualquer ajuda faz diferença dentro de casa”, afirmou.

A pescadora Lucinete Ferreira Batista também carrega uma história construída às margens dos rios da região. Moradora da comunidade Vila Nova, próxima a Juscimeira, ela conta que cresceu convivendo com a pesca e transformou a atividade em complemento essencial para a renda familiar.

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Durante muitos anos, Lucinete enfrentou longas jornadas de canoa pelos rios da região. Chegava a permanecer três ou quatro dias pescando para conseguir vender o pescado e garantir recursos para despesas básicas da casa.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

“Eu subia o rio de canoa e ficava dias pescando para conseguir um dinheirinho. Era assim que eu ajudava a comprar alimento, pagar energia e manter a casa. Minha renda era muito baixa e a pesca sempre ajudou a complementar”, relembrou.

Atualmente morando sozinha e vivendo com recursos limitados, ela acredita que o Repesca poderá trazer mais tranquilidade para o orçamento.

“Vai ajudar bastante. Hoje eu moro sozinha e tenho pouca renda. Tudo que vier para ajudar faz diferença. A pesca sempre foi minha vida e continua sendo minha forma de sobreviver”, disse.

A relação com os rios também faz parte da trajetória de Vanusa de Oliveira. Há mais de 15 anos na atividade, ela e o marido sustentaram a família por meio da pesca artesanal e criaram os filhos às margens dos rios da região.

Segundo Vanusa, a atividade se tornou mais difícil nos últimos anos, exigindo ainda mais esforço dos pescadores para garantir o sustento da família.


Foto: Layse Ávila | Setasc-MT

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“No começo era mais fácil. A gente conseguia pescar mais e tirar o sustento da família. Hoje está mais difícil, mas continuamos lutando porque é da pesca que vivemos. Eu e meu marido dependemos disso para sobreviver”, relatou.

Mãe de cinco filhos, ela conta que toda a família foi criada com os recursos obtidos na atividade pesqueira. Atualmente, faz trabalhos temporários quando surgem oportunidades, mas ainda depende da pesca como principal fonte de renda.

“Minhas contas estão atrasadas e os bicos nem sempre aparecem. Muitas vezes passo o dia inteiro no rio para conseguir um peixe e garantir comida dentro de casa. Esse auxílio chega em uma hora importante e vai ajudar muito a nossa família”, afirmou.

O Repesca é destinado aos pescadores profissionais artesanais que exercem a atividade de forma autônoma, individualmente ou em regime de economia familiar, sem vínculo empregatício, e que tenham a pesca como principal meio de subsistência. A iniciativa do Governo de Mato Grosso busca garantir proteção social e apoio financeiro aos trabalhadores impactados pelas mudanças na atividade pesqueira.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Para os pescadores atendidos em Rondonópolis, o programa representa mais do que um auxílio financeiro. É o reconhecimento de uma atividade que há gerações garante o sustento de milhares de famílias mato-grossenses e mantém viva uma tradição construída às margens dos rios do Estado.

Fonte: Governo MT – MT

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