POLICIAL
Quatro são presos pela Polícia Civil por envolvimento no assassinato de adolescente
A Delegacia da Polícia Civil de Sorriso cumpriu, nesta terça-feira (18.06), mandados de prisão temporária contra quatro envolvidos no homicídio de uma adolescente ocorrido na cidade, no início deste mês.
Diante da materialidade e indícios apontados, o delegado Bruno França representou ao Poder Judiciário pela prisão temporária dos investigados pelo assassinato de Maria Shamilly Carvalho Silva, de 17 anos. Uma mulher também envolvida no crime foi presa no dia 7 deste mês.
O corpo da adolescente foi encontrado no dia 2 de junho, em uma área de mata no bairro Jardim Amazônia. No local estava uma motocicleta Honda Bros vermelha e alguns pertences, como um par de calçados e uma bolsa preta feminina da vítima, que apresentava perfurações de arma de fogo na cabeça.
A família de Maria Shammily informou que ela estava desaparecida desde a noite anterior. Na delegacia, a mãe contou que a filha não havia retornado para casa. Quando soube da localização da motocicleta, ela confirmou ser o veículo da adolescente e identificou a vítima.
Conforme apontou a investigação, a adolescente foi morta porque havia feito uma foto com sinais que foram, supostamente, interpretados como sendo de alusão a uma facção criminosa.
Sequestro e tortura
Um dos quatro investigados presos nesta terça-feira foi reconhecido como um dos autores de um sequestro, seguido de cárcere privado, ocorrido na madrugada.
A vítima relatou que, por volta de uma hora da manhã, quatro homens invadiram sua casa, agrediram o casal de moradores e depois levaram uma das vítimas e diversos bens, enquanto mantinham a outra vítima dentro da residência vigiada por dois criminosos.
Após todos os suspeitos fugirem da casa, a vítima que ficou conseguiu escapar das amarras e procurou a delegacia. Durante o registro do fato na unidade policial, a vítima reconheceu um dos presos no homicídio da adolescente como autor do crime.
Fonte: Policia Civil MT – MT
POLICIAL
Polícia Civil, Crefito-9 e Vigilância Sanitária flagram falso terapeuta ocupacional que atende crianças em Cuiabá
A Polícia Civil, o Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 9ª Região (Crefito-9) e a Vigilância Sanitária Municipal de Cuiabá realizaram, na manhã dessa quinta-feira (18.06), uma ação conjunta de fiscalização, que constatou o exercício ilegal da profissão de um terapeuta ocupacional em uma clínica localizada no bairro Altos do Coxipó, em Cuiabá.
A fiscalização foi desencadeada após o Crefito-9 receber uma denúncia informando que um homem, de 54 anos, estaria se apresentando como terapeuta ocupacional e realizando atendimentos, principalmente de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), sem possuir formação ou habilitação legal para o exercício da profissão.
A Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor foi acionada e, durante as diligências, a equipe da Decon e fiscais do Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional verificaram que o suspeito não possui registro profissional nem formação compatível com a atividade exercida. Segundo os levantamentos iniciais, ele realizava atendimentos em uma clínica improvisada instalada em imóvel residencial, divulgando e oferecendo serviços típicos da terapia ocupacional.
Além das irregularidades relacionadas ao exercício profissional, a Vigilância Sanitária Municipal constatou que o estabelecimento funcionava sem Alvará Sanitário e sem outras autorizações obrigatórias para o exercício da atividade, tendo sido lavrado termo de notificação para regularização. Os fiscais também identificaram indícios de que o local não possuía estrutura adequada para o atendimento especializado de pacientes, especialmente crianças.
No decorrer da fiscalização, foram encontrados documentos relacionados aos atendimentos realizados. Entre eles, uma nota fiscal emitida pela prestação de serviços de terapia ocupacional no valor de R$ 15.360.
Outro aspecto que chamou a atenção das equipes foi a suspeita de que parte dos atendimentos pudesse estar relacionada a pacientes beneficiados por decisões judiciais que determinam ao Poder Público o custeio de tratamentos especializados. A hipótese será apurada pela Polícia Civil no decorrer das investigações.
O delegado titular da Decon, Rogério Ferreira, destacou que a atuação integrada dos órgãos de fiscalização é fundamental para proteger consumidores e pacientes, especialmente crianças em situação de vulnerabilidade.
“Estamos tratando de uma atividade que exige formação específica, capacitação técnica e registro profissional. Quando alguém se apresenta falsamente como profissional da saúde, além de colocar em risco a segurança dos pacientes, compromete a confiança da população nos serviços especializados”, ressaltou.
A Polícia Civil instaurou procedimento policial para apurar a prática de exercício ilegal da profissão, bem como eventual crime contra a fé pública, uso de documento falso ou outras infrações que venham a ser identificadas durante as investigações.
Fonte: Policia Civil MT – MT
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