CUIABÁ
Prefeitura de Cuiabá realiza obra de asfaltamento no Jardim Industriário 2 e beneficia cerca de 3 mil pessoas
“Estamos no coração da capital, na região do Distrito Industrial. Eu não aceitava que nosso bairro não fosse asfaltado e confiei na gestão do prefeito Emanuel Pinheiro e do vice-prefeito José Roberto Stopa, à frente da Secretaria Municipal de Obras Públicas”, declarou Tânia Mendes Santiago, presidente do bairro Jardim Industriário 2, ao comentar sobre as ações realizadas pela Prefeitura de Cuiabá e que irão beneficiar cerca de três mil pessoas.
A capa asfáltica para concluir o asfaltamento do bairro começou a ser lançada nas ruas na manhã desta quarta-feira (8) e abrangerá as ruas 4, 5 e 6, onde o serviço se estenderá pelos próximos dias. As vias foram preparadas e possuem drenagem e rede fluvial.
Trechos de outras ruas também estão na programação. Nas Ruas 3, 8, 9 e 10, o serviço atenderá uma quadra de cada rua; na Rua 11 serão duas quadras e na Rua 14, toda a extensão, cerca de 900 metros. Cerca de 70% do bairro já está asfaltando com ações realizadas no ano passado.
“É uma reivindicação antiga dos moradores que já deveria ter sido concluída se não fossem os imprevistos que enfrentamos. Realizamos uma nova licitação para atender todas essas famílias que residem no bairro, representando cerca de três mil pessoas. É o compromisso da gestão em deixar uma cidade melhor do que nos foi entregue”, declarou o vice-prefeito José Roberto Stopa.
Tânia liderou as tratativas em busca de melhorias para o bairro junto à Prefeitura de Cuiabá e à Secretaria Municipal de Obras Públicas desde que assumiu a presidência do bairro em 2019. Agora, ela comemora o asfalto chegando junto com mais de 3 mil pessoas que moram nas 700 moradias do bairro.
“Estamos na reta final de asfaltamento do bairro. Queremos agradecer à gestão tanto pelo asfalto, que era um sonho de todos nós, como também pela reconstrução da Escola Municipal Ana Tereza Arcos Krauze, aqui no nosso bairro. São investimentos essenciais para a melhoria da qualidade de vida e valorização do bairro que escolhemos para viver”, pontuou Tânia em nome dos moradores que representa.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
CUIABÁ
Prefeito suspende por decreto aprovação de lotes abaixo de 200 m² e medida vai parar na Justiça
Especialista em Direito Imobiliário e Diretor Jurídico do CRECI/MT, afirma que prefeito não pode suspender efeitos de lei municipal por ato do Executivo
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), publicou decreto suspendendo, por tempo indeterminado, a aprovação de novos projetos de loteamento e desmembramento que prevejam lotes com menos de 200 m² e frente inferior a 10 metros. A medida foi publicada no Diário Oficial do Município que circulou na quinta-feira (25) e já é alvo de uma Ação Declaratória de Inconstitucionalidade proposta pelo MDB, atendendo solicitação o Pré Candidato a Deputado Federal, CLAUDECIR CONTTREIRA.
O Decreto nº 12.169/2026 determina que a Prefeitura deixe de analisar, emitir diretrizes e aprovar projetos que não atendam aos novos parâmetros até que entre em vigor uma nova legislação urbanística municipal. Na prática, ficam suspensas aprovações que hoje são permitidas pela Lei Complementar nº 389/2015, que estabelece área mínima de 180 m² para os lotes.
Embora o decreto afirme que a lei continua em vigor e que a suspensão tem caráter temporário, a medida impede a aplicação prática da legislação vigente aos processos em andamento e aos novos pedidos protocolados no município.
A constitucionalidade do decreto é contestada pelo advogado especialista em Direito Imobiliário e Direito Condominial, Miguel Zaim. Segundo ele, o prefeito não pode, por decreto, restringir a eficácia de uma norma aprovada pelo Poder Legislativo.
“À primeira vista, eu vejo que esse decreto é inconstitucional. O prefeito não pode legislar por decreto ou suspender a eficácia de uma norma que está em vigor. Para alterar essa regra é necessária outra lei, debatida e aprovada pela Câmara Municipal”, afirmou.
Na avaliação do especialista, a administração municipal extrapolou sua competência administrativa ao editar um ato que, na prática, modifica a aplicação da legislação urbanística.
“O prefeito é chefe do Poder Executivo e exerce função administrativa. Se pretende alterar os parâmetros definidos em lei, deve encaminhar um projeto ao Legislativo. Não pode retirar a eficácia de uma norma em vigor por meio de decreto”, disse.
Miguel Zaim também afirma que a mudança tende a provocar impactos econômicos no mercado imobiliário e no acesso da população à moradia.
Segundo ele, a exigência de terrenos maiores reduz o número de lotes que podem ser implantados em cada empreendimento, aumentando os custos de produção e, consequentemente, o preço final dos imóveis.
“Vai encarecer os terrenos, dificultar o acesso à moradia para as famílias de menor renda e também afastar investimentos. Outras cidades de Mato Grosso adotam lotes mínimos de 180 m² justamente para ampliar o acesso à habitação de forma organizada e urbanizada”, afirmou.
O advogado acrescenta que o aumento da metragem mínima também pode elevar o valor dos financiamentos habitacionais e reduzir a competitividade de Cuiabá em relação a outros municípios, tendo em vista que as grandes construtoras deverão desistir de investimentos na capital.
Ação na Justiça
A legalidade do decreto também será analisada pelo Judiciário. O MDB ingressou com uma Ação Declaratória de Inconstitucionalidade questionando a medida adotada pelo prefeito.
Entre os argumentos apresentados está o de que o Executivo teria “inovado” na ordem jurídica por meio de decreto, criando restrições não previstas na legislação municipal e suspendendo, de forma indireta, os efeitos de uma lei que permanece vigente.
Anteriormente, no início de maio, Abilio chegou a encaminhar o projeto à Câmara de Vereadores, em regime de urgência, para aplicar as novas medições.
No entanto, o Executivo pediu o projeto de volta, suspendendo a tramitação, para novas discussões sobre o assunto. Ainda não há previsão para que a proposta cumpra o rito legal e seja votada pelos vereadores.
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