AGRONEGÓCIO

Agronegócio de Minas Gerais ultrapassa R$ 1 trilhão no PIB

A agropecuária de Minas Gerais tem motivos para comemorar. Neste ano, o setor alcançou um marco impressionante, ultrapassando a marca de R$ 1 trilhão no Produto Interno Bruto (PIB) estadual. A notícia foi destacada durante o Seminário Mineiro de Gestores da Agropecuária, realizado nesta quinta-feira (11.04) na Cidade Administrativa em Belo Horizonte. O evento reuniu cerca de 600 gestores municipais para discutir as políticas públicas e inovações que estão moldando o futuro do setor no estado.

O vice-governador Professor Mateus enfatizou o compromisso do governo em apoiar e continuar transformando o setor agropecuário mineiro. As iniciativas do governo estadual, conduzidas através da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), incluem a regularização fundiária rural, incentivos à agricultura familiar e o fortalecimento de programas executados pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater-MG), pela Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) e pelo Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA).

Durante o seminário, houve a entrega simbólica de kits de irrigação e feira, bem como veículos destinados a melhorar a logística e o suporte técnico oferecido pela Emater-MG aos agricultores. O investimento de R$ 12,3 milhões na frota de veículos visa garantir uma assistência mais eficiente e econômica, destacando o papel vital da logística no suporte ao produtor rural.

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Os kits de irrigação entregues são parte de uma estratégia para fortalecer a agricultura familiar, permitindo a produção contínua durante o ano, inclusive nos períodos de seca. Os kits feira, que incluem barracas, jalecos e caixas plásticas, são projetados para melhorar a infraestrutura das feiras livres, valorizando a produção local e ampliando as oportunidades de negócios para os pequenos agricultores.

Este evento não apenas celebra os avanços já alcançados, mas também reforça o compromisso do governo estadual com o desenvolvimento contínuo do setor agropecuário em Minas Gerais, promovendo a geração de renda e empregos no estado.

Com informações da Assessoria do Governo de Minas

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Safra encolhe sob pressão de custos e geadas. Área pode ficar 40% menor

A safra brasileira de trigo de 2026 caminha para um cenário de severa retração, pressionada por um tripé de crise: custos de produção em patamares elevados, preços de mercado estagnados e uma das instabilidades climáticas mais rigorosas dos últimos anos. A expectativa de redução na área plantada, que em polos tradicionais como o Rio Grande do Sul chega a ser estimada em 40%, aponta para uma quebra de safra que deve forçar o Brasil a ampliar sua dependência de importações ainda no segundo semestre deste ano.

Enquanto a Emater-RS projeta uma colheita próxima de 2,2 milhões de toneladas contra as até 4 milhões da temporada passada, o restante do País observa um movimento de cautela e migração de cultura. Em estados como Santa Catarina e áreas do Paraná, a decisão do agricultor tem sido ditada pela urgência de liberar espaço nos armazéns para a safrinha de milho, sacrificando a expansão do trigo que, em outros anos, ocupava áreas marginais.

O impacto da atual onda de frio extremo, que varre o território nacional, atinge de forma desigual as diferentes fases de desenvolvimento da lavoura. No Centro-Oeste e em partes do Sudeste, onde o cereal ganha espaço como cultura de inverno, o choque térmico impõe um freio fisiológico ao desenvolvimento das plantas.

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O risco é que o estresse térmico, somado à baixa umidade, comprometa a qualidade do grão antes mesmo da fase de enchimento, elevando os custos com manejo e sanidade. Diferente do Sul, onde a geada causa danos físicos visíveis, nas regiões mais ao norte e centro do País o problema é o “travamento” do crescimento, o que reduz o potencial produtivo final da safra.

A comercialização, por sua vez, enfrenta um entrave técnico. Os moinhos, temerosos com a volatilidade dos preços internacionais e com a qualidade do cereal colhido sob condições de estresse hídrico e térmico, limitam-se a negócios pontuais. A resistência em alongar posições contratuais reflete um mercado defensivo, onde a incerteza sobre o teor de qualidade — como a incidência de DON — inibe a formação de preços mais competitivos para o produtor.

Mercado e a paridade de preços

O mercado interno vive um dilema: os moinhos buscam desesperadamente trigo de qualidade (trigo-pão e melhorador) para evitar a dependência excessiva das importações, mas resistem em pagar prêmios que cubram a margem do produtor.

  • Valores: Enquanto o trigo de boa qualidade é negociado entre R$ 1.430 e R$ 1.450 por tonelada no Rio Grande do Sul, o trigo melhorador atinge R$ 1.500. No Paraná, os preços oscilam entre R$ 1.450 e R$ 1.480 CIF moinho.

  • Comportamento: O que se observa é uma “paralisia comercial”. O produtor gaúcho, sem fôlego financeiro, tenta escoar o que resta da safra anterior a R$ 69/saca no balcão, enquanto no Paraná a movimentação é ditada pela pressa em limpar armazéns para o milho.

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Com a oferta nacional encolhendo, o mercado brasileiro volta a mirar a paridade de importação. A viabilidade da safra 2026, que já era desafiadora no plantio, torna-se agora uma corrida contra o tempo climático. O setor industrial já trabalha com o cenário de um segundo semestre mais caro, pressionado pela necessidade de buscar grão estrangeiro para garantir o abastecimento de farinha, enquanto o produtor nacional, descapitalizado e sob o impacto das geadas, prioriza a sobrevivência financeira imediata em detrimento da expansão produtiva que o País esperava para este ano.

Fonte: Pensar Agro

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