CUIABÁ
Prefeito de Cuiabá busca audiência com autoridades federais para apresentar relatório sobre o rombo na saúde pública causada pelo gabinete de intervenção
Durante entrevista concedida nesta sexta-feira (06), para uma rádio da capital, o prefeito Emanuel Pinheiro revelou que pediu ao deputado federal Emanuelzinho uma audiência com a ministra da Saúde, Nísia Trindade, com a Procuradoria Geral da União e com o Tribunal de Contas da União (TCU) após o feriado da próxima semana. O objetivo da audiência é apresentar um relatório completo sobre o caos que se instalou na saúde pública da capital mato-grossense durante a gestão do gabinete de intervenção do Estado.
O prefeito expressou profunda preocupação com a atual situação da saúde em Cuiabá e fez um apelo para que a população esteja ciente do que está acontecendo. Ele descreveu a situação como uma “catástrofe” que, infelizmente, parece passar despercebida por muitos.
Um dos pontos críticos mencionados pelo prefeito é a questão dos indenizatórios, que virou alvo de CPI na Câmara de Vereadores após sua denúncia em vários órgãos. “Denunciei essa situação na Assembleia, e a denúncia foi acolhida. O Ministério Público está investigando um desvio de R$ 190 milhões em seis meses de mandato, incluindo os seis meses de intervenção. É importante destacar que, durante esses seis meses de intervenção, os gastos com saúde foram os mesmos que no meu mandato anterior. Isso sugere que o problema não estava na gestão, mas na falta de financiamento e recursos. Além disso, receberam um adicional de R$ 70 milhões do estado, enquanto eu nunca recebi um centavo do estado durante o meu mandato”, protestou.
Outra questão destacada por ele é o fechamento de hospitais regionais essenciais, como Alta Floresta, Colíder e Metropolitano, que tiveram serviços suspensos, prejudicando a assistência médica em toda a região. Além disso, ele mencionou a preocupante situação dos médicos do Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), que enfrentam atrasos de salário de três a quatro meses.
“Agora, a pergunta que fica é: eles querem me devolver essa situação de caos? Parece que estão planejando uma bomba de efeito retardado que explodirá em março ou abril, possivelmente para tentar prejudicar minha posição política ou apoiar um candidato de sua escolha. Isso é inaceitável, pois não estão considerando a responsabilidade com a população que depende do SUS. Hoje, não podemos afirmar que existe saúde pública no Mato Grosso. A população de Cuiabá precisa acordar para essa realidade. É fundamental pesquisar e examinar o que está acontecendo não apenas na capital, mas também no interior do estado”, enfatizou.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
CUIABÁ
Cuiabá registra queda de 88,39% nos casos de Covid-19, enquanto influenza segue em alta
A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), publicou o Boletim Epidemiológico de Vigilância dos Vírus Respiratórios, com dados das semanas epidemiológicas 1 a 29 de 2026, período de 4 de janeiro a 25 de julho. O levantamento mostra expressiva redução nos casos de Covid-19 em comparação com o mesmo período do ano passado, ao mesmo tempo em que registra aumento das notificações de influenza A e B, comportamento esperado para esta época do ano. O boletim foi divulgado na sexta-feira (31).
De acordo com o boletim, foram registrados 121 casos de Covid-19 em Cuiabá, sendo 96 em moradores da capital e 25 em pessoas de outros municípios. No período, foram confirmados cinco óbitos pela doença, dos quais dois eram residentes de Cuiabá e três de outras cidades. A taxa de mortalidade entre moradores da capital permaneceu classificada como muito baixa, com 0,29 óbito por 100 mil habitantes.
Na comparação com as semanas epidemiológicas 1 a 29 de 2025, quando foram notificadas 1.043 ocorrências da doença, Cuiabá apresentou redução de 88,39% nos casos de Covid-19.
Em contrapartida, o boletim aponta crescimento das notificações de influenza A e B. Foram contabilizados 2.386 casos no período, sendo 1.858 entre residentes de Cuiabá e 528 em pacientes de outros municípios. Também foram confirmados 21 óbitos relacionados à influenza, dos quais 16 ocorreram entre moradores da capital.
O aumento representa crescimento de 74,95% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram registrados 1.062 casos entre residentes. Segundo a Vigilância Epidemiológica, o cenário pode ser explicado pela maior circulação dos vírus respiratórios, pela baixa cobertura vacinal e pela ampliação da oferta de exames em 2026. O boletim ressalta ainda que boa parte das notificações é proveniente da rede privada de saúde.
Diante desse cenário, a Secretaria Municipal de Saúde reforça que a vacina contra a influenza está disponível nas 72 Unidades de Saúde da Família (USFs) de Cuiabá. A imunização é destinada aos grupos prioritários, que incluem idosos com 60 anos ou mais, crianças de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes, puérperas, trabalhadores da saúde e professores. A vacinação é a principal forma de prevenção contra as complicações provocadas pelo vírus e contribui para reduzir internações e óbitos.
As crianças de até 6 anos continuam sendo o grupo mais afetado pela influenza, com 966 casos registrados. Em seguida aparecem pessoas de 15 a 59 anos, com 673 casos, e crianças e adolescentes de 7 a 14 anos, com 572 notificações. Entre idosos com 60 anos ou mais, foram registrados 175 casos.
O levantamento também traz informações sobre os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Entre as semanas epidemiológicas 1 e 29, foram registrados 1.463 casos hospitalizados, dos quais 1.043 eram residentes de Cuiabá. Desse total, 970 pacientes receberam alta hospitalar, 373 permaneciam em investigação e foram contabilizados 120 óbitos.
Em relação às internações por Covid-19, foram registrados 27 casos de SRAG, com cinco óbitos. Já a influenza foi responsável por 332 internações por SRAG, resultando em 21 mortes, sendo 16 entre moradores de Cuiabá. A maioria dos óbitos ocorreu entre idosos com mais de 60 anos.
A Secretaria Municipal de Saúde orienta que pessoas com sintomas gripais mantenham os cuidados para evitar a transmissão dos vírus respiratórios, como higienizar frequentemente as mãos, cobrir o nariz e a boca ao tossir ou espirrar e procurar atendimento médico em caso de sinais de agravamento, como falta de ar, febre persistente e dificuldade para respirar. A população pertencente aos grupos prioritários também deve aproveitar a disponibilidade da vacina nas USFs para garantir proteção contra a influenza.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
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