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Shows nacionais e atrações culturais vão abrilhantar programação do Festeja Sinop

As comemorações dos 49 anos de Sinop se iniciam no próximo dia 02 de setembro até o dia 14, com o Festeja Sinop. São várias atrações culturais, shows nacionais, lançamentos e inaugurações de obras, além de solidariedade e inclusão. A Prefeitura de Sinop programou uma série de atrações, com entrada gratuita, reunindo artistas locais e nacionais, para todos os estilos e gostos.

O primeiro show do Festeja Sinop, que será na sequência da solenidade de abertura das festividades e da 31ª edição dos Jogos Olímpicos, fica por conta do grupo “Barões da Pisadinha”, que coleciona vários sucessos, como “Tá Rocheda”, “Recairei”, “Basta Você Me Ligar”, “Já Que Me Ensinou a Beber”, entre outros. O show será realizado no Estádio Municipal Gigante do Norte, após a abertura oficial das festividades.

No dia 09 Setembro será o tradicional Baile Da Cidade, realizado pela Casa da Amizade Sinop – ASR. Neste ano, contará com a apresentação do Grupo Tradição, que tem cerca de trinta anos de estrada. O grupo sul matogrossense acumula importante presença no cenário musical do país, com álbuns de músicas sertanejas e da região sul. Entre os sucessos estão: Lá vai o meu amor, Barquinho, Garçom Amigo, Campeão de Bilheteria. Durante dez anos, o sertanejo Michel Teló, um dos maiores artistas da música sertaneja, foi vocalista da banda, e posteriormente seguiu carreira solo.

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Já no dia 10 de setembro, domingo, o Festival de Praia, na praia do Cortado, terá a animação do show nacional com a cantora Joelma, a partir das 15h. A paraense conta com mais de vinte anos de carreira colecionando recordes com a então banda Calypso, que a consagrou no cenário nacional, no início dos anos 2000. Sucessos como, “Vendaval”, “Dois Corações”, “Disse Adeus” e “Dançando Calypso”, este primeiro álbum alcançou a marca de mais 750 mil cópias vendidas, recebendo disco de platina.

Na véspera do aniversário de Sinop, dia 13 de setembro, as gêmeas do sertanejo Maiara e Maraisa subirão no palco do estádio Gigante do Norte. Conhecidas como “As Patroas”, as matogrossenses, colecionam sucessos como, “10%”, “Se Olha no Espelho”, “No Dia do Seu Casamento” e “Medo Bobo”.

E para fechar a programação das festividades, no dia 14, o show fica por conta do cantor gospel Regis Danese, que se apresentará após o Desfile Cívico, no entorno do Centro de Eventos Dante de Oliveira. Na estrada há cerca de 19 anos, Danese que é compositor, teve notoriedade em 2008, quando sua canção “Faz um Milagre em Mim”, alcançou destaque. Em 2009 foi indicado ao Grammy Latino na categoria “Melhor Álbum Cristão em português”, com o álbum “Compromisso”.

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A diretora de Cultura, Professora Branca, ressaltou que o departamento preparou uma vasta agenda de apresentações culturais para os dias do Festeja. “Com grande alegria retomamos a nossa orquestra da Escola Municipal de Artes, que conta com cerca de 30 membros e estará se apresentando no desfile cívico, no dia 14/09. Também teremos o projeto Arte e Cultura em Movimento, onde artistas locais vão se apresentar nos espaços públicos municipais, praças, escolas, entre outros pontos que serão divulgados. Outra iniciativa cultural importante, será o projeto Ciranda Cultural, que também fará parte da programação, com saraus literários temáticos, principalmente com o tema voltado para o aniversário de Sinop, e será realizado nas bibliotecas”.

O Festeja Sinop é uma realização da Prefeitura de Sinop, com patrocínio do Grupo Sinop, MB Engenharia e Meio Ambiente, Shopping Sinop, Energize-C Eletropostos e apoio da Câmara Municipal de Vereadores.

Fonte: Prefeitura de Sinop – MT

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Polícia Civil leva debate sobre bullying, ciberbullying e radicalização misógina às escolas de Cuiabá

A violência contra a mulher não começa com um feminicídio. Ela nasce silenciosa, muitas vezes nos corredores das escolas, nas salas de bate-papo de jogos online, nos comentários anônimos das redes sociais e nos discursos de ódio que se infiltram como verdadeiros “coaches” da masculinidade tóxica.

Para enfrentar essa realidade, a Polícia Judiciária Civil, por meio da Coordenadoria de Polícia Comunitária e dos projetos sociais intensificou palestras nas unidades de ensino, lança um olhar atento e preventivo sobre o fenômeno da intimidação sistemática (bullying), do ciberbullying e da radicalização online em perfis da manosfera e machosfera.

A ação, que integra a campanha de prevenção à violência virtual nas escolas da capital, leva às salas de aula um diálogo franco e desarmado com alunos do ensino fundamental e médio. O objetivo não é apenas punir, mas impedir a formação de novos agressores, desconstruindo a ideia de que “brincadeira de mau gosto” é algo natural ou inofensivo.

“Não é brincadeira”: Investigador alerta para os crimes por trás da tela

Palestrante frequente nas ações da Polícia Civil em Cuiabá, o investigador Ademar Torres de Almeida, tem se dedicado a levar às escolas uma mensagem clara: o bullying e o ciberbullying são violações graves, com consequências jurídicas e emocionais reais. Em suas apresentações, ele utiliza recursos audiovisuais e exposição dialogada para mostrar como apelidos, xingamentos repetitivos, exclusão social e humilhações digitais não se trata de “mera diversão”.

“Precisamos desmontar essa ideia de que colocar apelido ofensivo, isolar o colega ou espalhar um boato é brincadeira. Isso é violência. E quando essa violência ganha as redes ou os chats dos jogos online, ela se multiplica. A Lei nº 14.811/2024 tipificou o cyberbullying como ‘intimidação sistemática virtual’, e os adolescentes precisam saber que responderão por atos infracionais por essas condutas”, alerta o investigador.

Segundo Ademar Torres, um dos pontos mais críticos observados nos diálogos com os jovens é a adesão velada a discursos de ódio contra meninas e mulheres, propagados em comunidades como a manosfera – um ecossistema digital misógino – e seu núcleo mais radical, a machosfera. Termos como Incel, Redpill, Blackpill e MGTOW (Homens Seguindo seu Próprio Caminho) têm sido identificados por pesquisas como mecanismos de radicalização que transformam frustrações em rancor e, em casos extremos, em violência.

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“Quando um aluno começa a reproduzir frases de ódio contra as colegas, a defender que ‘mulher merece sofrer’ ou a consumir conteúdos de influenciadores que pregam a dominação masculina, isso é um sinal de alerta. Estamos falando de um processo de radicalização que começa online e pode terminar em violência real. A escola é o lugar ideal para interromper esse ciclo”, explicou o investigador.

Psicóloga reforça: parceria com a Polícia Civil transforma a escola

A atuação da Polícia Civil nas escolas não acontece de forma isolada. No Colégio Tiradentes da Polícia Militar, em Cuiabá, a psicóloga Renata, da equipe psicossocial da unidade, tem acompanhado de perto os resultados das palestras e rodas de conversa promovidas pelos investigadores. Para ela, a presença da Polícia Civil no ambiente escolar é fundamental para desmistificar o tema e dar segurança jurídica e emocional a alunos e educadores.

“A expressão ‘bullying’ é usada para qualificar comportamentos agressivos no ambiente escolar, praticados de forma intencional e repetitiva, deixando a vítima impossibilitada de se defender. Mas, na prática, muitas crianças e adolescentes não sabem identificar quando estão sendo vítimas ou, pior, quando estão sendo agressores. O trabalho da Polícia Civil, com uma linguagem acessível e exemplos concretos, ajuda a desnaturalizar essa violência. Eles explicam desde o bullying físico até o cyberbullying, incluindo a falsificação de fotos, a disseminação de boatos e a violação de intimidade”, detalha a psicóloga.

Renata destaca que um dos maiores ganhos dessa parceria é a prevenção baseada no diálogo e no acolhimento, e não apenas na repressão. “Quando o investigador entra na sala e fala sobre como os jogos online podem se tornar espaços tóxicos, ou como um comentário misógino em uma rede social não é ‘só uma opinião’, os alunos se sentem provocados a refletir. A escola sozinha não dá conta desse fenômeno digital. Precisamos do Estado, da segurança pública, atuando de forma coordenada. A Polícia Civil tem sido essencial nesse sentido”, afirmou.

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O que diz a lei e o papel da escola

O coordenador da Polícia Comunitária, delegado Mario Dermeval, ressalta que as ações da Polícia Civil nas escolas de Cuiabá estão amparadas em um robusto arcabouço legal. A Lei Estadual nº 9.724/2012 determina a inclusão de medidas de conscientização e combate ao bullying nos projetos pedagógicos de Mato Grosso. Já a Lei Federal nº 13.185/2015 instituiu o Programa de Combate à Intimidação Sistemática, e a Lei nº 13.663/2018 alterou a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) para obrigar as escolas a promoverem ações de prevenção à violência e cultura de paz.

De acordo com o material utilizado nas palestras, as formas mais comuns de bullying vão além do físico e incluem o bullying psicológico (amedrontar, perseguir), moral (difamar, caluniar), verbal (insultos, apelidos humilhantes), sexual (assediar), social (isolar, excluir), material (furtar ou destruir pertences) e o virtual ou cyberbullying (humilhações online, invasão de perfis, envio de mensagens ofensivas).

Prevenção como projeto de Estado

Segundo o gerente de Polícia Comunitária, investigador Nilton César Cardoso, as ações da Polícia Civil na capital têm por referência os projetos sociais de prevenção e o Programa Escola Segura que visa a prevenção eficaz aliada a educação transformadora, integrada no território escolar. Ao final das palestras, fica a mensagem central: os algoritmos das redes sociais e os chats dos jogos online não podem ditar o que é certo ou errado. A responsabilidade é coletiva. Como bem sintetizou o Investigador.

Serviço

Escolas públicas e privadas de Cuiabá que desejarem agendar palestras sobre bullying, ciberbullying, prevenção à violência virtual e enfrentamento à radicalização misógina podem entrar em contato com a Polícia Civil. As ações são gratuitas e voltadas a alunos do ensino fundamental e médio.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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