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Refúgio natural e espaço de conexão com a natureza, Parque Florestal de Sinop é entregue revitalizado

Um dos principais cartões postais de Sinop que marcou encontros e momentos de felicidade para inúmeras famílias do município, foi transformado e as obras de revitalização entregues, hoje [quinta-feira, 15], pelo prefeito Roberto Dorner. O Parque Natural Municipal Florestal de Sinop está, ainda, mais bonito, com uma estrutura diferente, oferecendo mais qualidade, opções de lazer, refúgio natural e conexão com a natureza. As visitas podem ser feitas de terça-feira a domingo, das 08 às 17 horas (as segundas-feiras, o local é fechado para manutenção).

A cerimônia de entrega reuniu a comunidade em geral, secretários municipais, vereadores, representantes de instituições e entidades, que puderam conhecer de perto os novos ambientes, a exemplo da sede administrativa, com auditório com capacidade para 100 pessoas. Este prédio, ainda, conta com um ambulatório para tratamento de animais, biblioteca, sala de pesquisas, sala para estagiários e, também, recepção.

“Hoje é um dia especial para nós, aqui, de Sinop. Quem vier ao Parque vai ver as coisas já revitalizadas, arrumadas, vai dar gosto aos pais andarem com os filhos, olhando os animais, fazendo um passeio. E, isso é muito bom! A cidade está crescendo e necessita de cada vez mais lugares para as pessoas visitarem”, disse o prefeito Roberto Dorner durante o passeio guiado que fez após a cerimônia.

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Além disso, o Parque passa a contar com duas quadras de areia, banheiros, um barracão para guarda de maquinários e equipamentos, alambrado no campo de futebol e calçamento interno, inclusive no entorno do lago, fato que proporciona acessibilidade.

“O Parque Florestal é o nosso cartão-postal da cidade, onde recebemos as famílias. A comunidade estava aguardando e, para nós, é uma honra entregar! A Prefeitura, por meio do prefeito, acreditar no projeto e fazer essa entrega hoje é fundamental”, destacou a secretária municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Ivete Mallmann.

O investimento foi de, aproximadamente, R$ 3,2 milhões, de compensação ambiental da Sinop Energia, que a Secretaria de Estado de Meio Ambiente destinou para Sinop. “É uma grata felicidade para nós poder participar desse projeto, junto com a Prefeitura e, hoje, estarmos aqui para entregar esse patrimônio da cidade, que está identificado com tudo. Está ligado à educação ambiental, cultura, lazer e turismo. Tudo que esse Parque vai trazer para cidade é maravilhoso e estamos muito felizes”, ressaltou Vera Rett, diretora Administrativa Financeira e de Relações com Investidores da Usina.

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Com uma área total de pouco mais de 103 hectares e com localização na área urbana da cidade, o Parque Florestal é a maior reserva natural aberta à visitação em Sinop. Em seu ambiente destinado à visitação, conta com inúmeros exemplares de macacos, araras e demais pássaros, tracajás, peixes, jacarés, tartarugas entre outros animais considerados silvestres.

Sendo uma área integrada pelas Reservas R-10, R-11 e R-12, em 2014 a unidade de conservação foi classificada, pela lei municipal 2.067, como Parque Natural Municipal. O objetivo foi preservar os ecossistemas naturais existentes nas reservas, tornando um campo vasto para pesquisas científicas e de desenvolvimento de atividades de educação ambiental, bem como de turismo ecológico.

Fonte: Prefeitura de Sinop – MT

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Polícia Civil leva debate sobre bullying, ciberbullying e radicalização misógina às escolas de Cuiabá

A violência contra a mulher não começa com um feminicídio. Ela nasce silenciosa, muitas vezes nos corredores das escolas, nas salas de bate-papo de jogos online, nos comentários anônimos das redes sociais e nos discursos de ódio que se infiltram como verdadeiros “coaches” da masculinidade tóxica.

Para enfrentar essa realidade, a Polícia Judiciária Civil, por meio da Coordenadoria de Polícia Comunitária e dos projetos sociais intensificou palestras nas unidades de ensino, lança um olhar atento e preventivo sobre o fenômeno da intimidação sistemática (bullying), do ciberbullying e da radicalização online em perfis da manosfera e machosfera.

A ação, que integra a campanha de prevenção à violência virtual nas escolas da capital, leva às salas de aula um diálogo franco e desarmado com alunos do ensino fundamental e médio. O objetivo não é apenas punir, mas impedir a formação de novos agressores, desconstruindo a ideia de que “brincadeira de mau gosto” é algo natural ou inofensivo.

“Não é brincadeira”: Investigador alerta para os crimes por trás da tela

Palestrante frequente nas ações da Polícia Civil em Cuiabá, o investigador Ademar Torres de Almeida, tem se dedicado a levar às escolas uma mensagem clara: o bullying e o ciberbullying são violações graves, com consequências jurídicas e emocionais reais. Em suas apresentações, ele utiliza recursos audiovisuais e exposição dialogada para mostrar como apelidos, xingamentos repetitivos, exclusão social e humilhações digitais não se trata de “mera diversão”.

“Precisamos desmontar essa ideia de que colocar apelido ofensivo, isolar o colega ou espalhar um boato é brincadeira. Isso é violência. E quando essa violência ganha as redes ou os chats dos jogos online, ela se multiplica. A Lei nº 14.811/2024 tipificou o cyberbullying como ‘intimidação sistemática virtual’, e os adolescentes precisam saber que responderão por atos infracionais por essas condutas”, alerta o investigador.

Segundo Ademar Torres, um dos pontos mais críticos observados nos diálogos com os jovens é a adesão velada a discursos de ódio contra meninas e mulheres, propagados em comunidades como a manosfera – um ecossistema digital misógino – e seu núcleo mais radical, a machosfera. Termos como Incel, Redpill, Blackpill e MGTOW (Homens Seguindo seu Próprio Caminho) têm sido identificados por pesquisas como mecanismos de radicalização que transformam frustrações em rancor e, em casos extremos, em violência.

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“Quando um aluno começa a reproduzir frases de ódio contra as colegas, a defender que ‘mulher merece sofrer’ ou a consumir conteúdos de influenciadores que pregam a dominação masculina, isso é um sinal de alerta. Estamos falando de um processo de radicalização que começa online e pode terminar em violência real. A escola é o lugar ideal para interromper esse ciclo”, explicou o investigador.

Psicóloga reforça: parceria com a Polícia Civil transforma a escola

A atuação da Polícia Civil nas escolas não acontece de forma isolada. No Colégio Tiradentes da Polícia Militar, em Cuiabá, a psicóloga Renata, da equipe psicossocial da unidade, tem acompanhado de perto os resultados das palestras e rodas de conversa promovidas pelos investigadores. Para ela, a presença da Polícia Civil no ambiente escolar é fundamental para desmistificar o tema e dar segurança jurídica e emocional a alunos e educadores.

“A expressão ‘bullying’ é usada para qualificar comportamentos agressivos no ambiente escolar, praticados de forma intencional e repetitiva, deixando a vítima impossibilitada de se defender. Mas, na prática, muitas crianças e adolescentes não sabem identificar quando estão sendo vítimas ou, pior, quando estão sendo agressores. O trabalho da Polícia Civil, com uma linguagem acessível e exemplos concretos, ajuda a desnaturalizar essa violência. Eles explicam desde o bullying físico até o cyberbullying, incluindo a falsificação de fotos, a disseminação de boatos e a violação de intimidade”, detalha a psicóloga.

Renata destaca que um dos maiores ganhos dessa parceria é a prevenção baseada no diálogo e no acolhimento, e não apenas na repressão. “Quando o investigador entra na sala e fala sobre como os jogos online podem se tornar espaços tóxicos, ou como um comentário misógino em uma rede social não é ‘só uma opinião’, os alunos se sentem provocados a refletir. A escola sozinha não dá conta desse fenômeno digital. Precisamos do Estado, da segurança pública, atuando de forma coordenada. A Polícia Civil tem sido essencial nesse sentido”, afirmou.

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O que diz a lei e o papel da escola

O coordenador da Polícia Comunitária, delegado Mario Dermeval, ressalta que as ações da Polícia Civil nas escolas de Cuiabá estão amparadas em um robusto arcabouço legal. A Lei Estadual nº 9.724/2012 determina a inclusão de medidas de conscientização e combate ao bullying nos projetos pedagógicos de Mato Grosso. Já a Lei Federal nº 13.185/2015 instituiu o Programa de Combate à Intimidação Sistemática, e a Lei nº 13.663/2018 alterou a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) para obrigar as escolas a promoverem ações de prevenção à violência e cultura de paz.

De acordo com o material utilizado nas palestras, as formas mais comuns de bullying vão além do físico e incluem o bullying psicológico (amedrontar, perseguir), moral (difamar, caluniar), verbal (insultos, apelidos humilhantes), sexual (assediar), social (isolar, excluir), material (furtar ou destruir pertences) e o virtual ou cyberbullying (humilhações online, invasão de perfis, envio de mensagens ofensivas).

Prevenção como projeto de Estado

Segundo o gerente de Polícia Comunitária, investigador Nilton César Cardoso, as ações da Polícia Civil na capital têm por referência os projetos sociais de prevenção e o Programa Escola Segura que visa a prevenção eficaz aliada a educação transformadora, integrada no território escolar. Ao final das palestras, fica a mensagem central: os algoritmos das redes sociais e os chats dos jogos online não podem ditar o que é certo ou errado. A responsabilidade é coletiva. Como bem sintetizou o Investigador.

Serviço

Escolas públicas e privadas de Cuiabá que desejarem agendar palestras sobre bullying, ciberbullying, prevenção à violência virtual e enfrentamento à radicalização misógina podem entrar em contato com a Polícia Civil. As ações são gratuitas e voltadas a alunos do ensino fundamental e médio.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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