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Solidariedade: Justiça Comunitária de Várzea Grande entrega agasalhos arrecadados em campanha

A Justiça Comunitária da Comarca de Várzea Grande está mobilizando toda a comunidade para a realização da Campanha do Agasalho, uma iniciativa que tem o objetivo de arrecadar roupas, calçados, edredons, cobertores e agasalhos adulto e infantil para serem distribuídos à população mais vulnerável. Os itens recebidos já estão sendo entregues.
 
Dona Marinalva Alves da Silva foi uma das beneficiadas pela campanha. Mãe de três filhos – duas meninas de 4 e 7 anos, e um menino de 14 anos – e desempregada, ela reconheceu a importância da doação durante os dias mais frios do ano e ficou muito contente com o que recebeu.
 
“A gente tem uma vida carente e vive de doações. Essas roupas vieram na hora certa, porque as minhas duas filhas já estavam praticamente sem roupas de frio. É uma benção de Deus, essa doação veio na hora certa”, celebrou a dona de casa.
 
O juiz coordenador da Justiça Comunitária, Luis Otávio Pereira Marques, lembra que o projeto faz parte do braço social do Poder Judiciário de Mato Grosso.
“A campanha é mais uma forma de fortalecer o elo entre a sociedade e a Justiça. Os agentes comunitários atendem, encaminham, esclarecem e são a ponte com a comunidade”, disse o juiz.
 
A gestora da Justiça Comunitária Rebeca de Souza Nascimento, participou da seleção da família da dona Marinalva e faz um apelo a todos que puderem contribuir. “Com a chegada dos dias mais frios, muitas famílias têm dificuldade para se aquecer. Por isso eu convido a todos que podem colaborar para doar roupas, cobertores, edredons, calçados e meias em bom estado de conservação. Esse é o momento para ajudar quem precisa”, pontuou a gestora.
 
Campanha do Agasalho – Durante todo o mês de junho a Justiça Comunitária de Várzea Grande estará aberta para receber as doações que podem ser entregues diretamente na sede do Fórum da comarca. Famílias que se encaixam neste perfil já estão sendo mapeadas pelos agentes comunitários que fazem o atendimento nos postos da Justiça e parte dos donativos já foram distribuídos.
 
Serviço – Faça a sua parte, contribua com doações.
O Fórum fica localizado na Avenida Chapéu do Sol – Guarita II, Várzea Grande.
Mais informações: (65) 3688-8463.
 
#Paratodosverem – Esta matéria possui recursos de texto alternativo para inclusão das pessoas com deficiência visual. Primeira imagem: fotografia de família contemplada com doações. A imagem mostra a mãe e duas filhas que vestem roupas recebidas da Justiça Comunitária.
 
Laura Meireles
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Curso de formação aborda judicialização da saúde e reforça atuação prática de magistrados

A formação dos novos juízes e juízas de Mato Grosso ganhou um reforço prático nesta quarta-feira (06) com uma aula voltada para a judicialização da saúde. Conduzido pelo secretário-geral do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), juiz Agamenon Alcântara Moreno Júnior, o encontro do Curso Oficial de Formação Inicial (Cofi) de magistrados destacou a importância de decisões equilibradas, que considerem tanto o direito à vida quanto a realidade do sistema público de saúde.

Durante a aula, os juízes foram orientados a alinhar teoria e prática, levando em conta fatores como orçamento público, evidências científicas e a estrutura disponível na rede de saúde. “A ideia do Cofi sempre foi oportunizar aos novos magistrados o contato com colegas mais experientes, para compartilhar situações do dia a dia, aliando teoria e prática. Trouxemos elementos que possam ser utilizados no cotidiano, principalmente em ações que envolvem a saúde pública”, explicou o juiz Agamenon.

Formação prática

O conteúdo também abordou a evolução das estruturas de apoio no Estado, como o NAT-Jus, o Cejusc da Saúde e o Núcleo 4.0, criados para qualificar decisões e dar mais agilidade às demandas. A proposta é incentivar o diálogo institucional entre Judiciário e gestores públicos, evitando medidas ineficazes, como bloqueios de recursos sem planejamento.

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“A saúde pública está entre as áreas com maior volume de demandas no Judiciário. É fundamental que o magistrado compreenda como funciona o sistema, conheça a realidade local e saiba avaliar quando uma liminar é cabível”, reforçou o secretário-geral.

Para a juíza Ana Flávia Martins François, da Primeira Vara de Juína, o aprendizado tem impacto direto na atuação. “Está sendo de grande valia, principalmente para quem está iniciando na carreira. Conhecer ferramentas como o Núcleo Digital 4.0 da Saúde e o Cejusc contribui para dar mais efetividade às decisões judiciais”, destacou.

Desafios reais

A magistrada Ana Flávia também relatou que já vivencia situações semelhantes na rotina forense, especialmente em plantões judiciais. “Frequentemente surgem pedidos por leitos de UTI. Muitas vezes, o Estado não consegue atender todas as demandas, o que exige soluções mais rápidas e eficientes, como o encaminhamento para núcleos especializados”, afirmou.

O juiz Felipe Barthón Lopez, da comarca de Vila Rica, ressaltou o caráter prático da aula. “Foi muito importante porque trouxe dicas aplicáveis ao dia a dia. Os novos magistrados vão enfrentar diversos desafios, e esse tipo de orientação ajuda a preparar para situações reais”, pontuou.

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Embora ainda atue na área criminal, ele reconhece a relevância do tema. “É importante estar preparado, porque futuramente esses desafios certamente farão parte da atuação”, completou.

O Curso Oficial de Formação Inicial de Juízes Substitutos (Cofi), iniciado em janeiro pela Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), é etapa obrigatória para o exercício da jurisdição. Com carga horária de 496 horas, a formação combina teoria e prática supervisionada, preparando os novos magistrados para uma atuação técnica, humanizada e alinhada às demandas da sociedade.

Autor: Roberta Penha

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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