TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT

Estudantes de Direito da Unemat Pontes e Lacerda conhecem Tribunal de Justiça pelo Nosso Judiciário

Acadêmicos de Direito da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), campus Pontes e Lacerda, pegaram 443 quilômetros de rodovia para conhecer a sede do Poder Judiciário de Mato Grosso na última segunda-feira (22 de maio), por meio do projeto Nosso Judiciário. A turma composta por 35 alunos do terceiro semestre do curso conheceram as instalações, assistiram a uma sessão de julgamento da Primeira Câmara de Direito Público, presidida pelo desembargador Márcio Vidal e fizeram uma visita guiada ao Espaço Memória, onde foram recepcionados pela desembargadora Nilza Maria Pôssas de Carvalho.
 
A professora e advogada Laudiceia Fagundes, responsável pela atividade extracurricular, conta que a ideia partiu de uma experiência em sala de aula, em que ela constatou a falta de conhecimento dos alunos com relação à realidade do Judiciário. “Começou por uma aula que ministrei, onde levei uma fotografia de uma sala de audiência apenas para exemplificar e isso chocou muitos estudantes, que achavam que o Judiciário era cheio de glamour e acharam a sala um pouco simples. Eu percebi que os estudantes tinham pouco conhecimento da estrutura. É uma turma que está iniciando, mas achei necessário fazer esse intercâmbio de conhecimento, trazê-los para fazer esse rompimento da barreira fronteiriça que tem entre instituição vir para a sociedade de um modo geral, e conhecer esse espaço que futuramente eles podem estar participando”, relata.
 
Durante a visita ao Tribunal de Justiça, a professora percebeu a satisfação dos alunos. “Foi uma experiência bastante interessante! Enquanto docente, pude perceber os rostos deles, a visualização… Vou ter muitas perguntas no retorno para caso sobre o que é isso, o que é aquilo, mas é um espaço muito interessante para colocar o conhecimento que tem sido ministrado em sala de aula, a teoria que tem sido apreendida com aquilo que está na prática”.
 
A estudante Thayla, aluna do terceiro semestre, disse que o que mais gostou foi de conhecer a estrutura do tribunal e de acompanhar a sessão de julgamento. “É importante a gente ver isso pra ter mais esse contato com o próprio Direito, com a própria Justiça porque, daqui alguns anos, vai ser a gente mesmo aqui neste local, exercendo essas mesmas funções”, disse.
 
O professor Sérgio de Melo também esteve pela primeira vez no Tribunal e disse que foi uma chance de vislumbrar aquilo que conhece pelos livros. “Gostei de podermos realizar, concretizar e observar in loco o que nós temos estudado em livros. Também na Primeira Câmara, os desembargadores julgando algumas coisas que víamos em princípio em livros, pudemos ver acontecendo”.
 
A anfitriã do grupo de acadêmicos, desembargadora Nilza Maria Pôssas de Carvalho, destacou a relevância desse contato do Judiciário com quem ainda está na fase de estudos para ingressar na carreira jurídica. “É muito importante para eles se familiarizarem com a Justiça, com o segundo grau, para eles conhecerem a estrutura, o funcionamento do Poder Judiciário, entenderem como é feito o julgamento. Oportunidade que nós não tivemos”, afirmou. A magistrada deixou ainda um recado para os futuros colegas de profissão: “Estudem bastante! Estudem com afinco para atingir aquilo que almejam. Seja concurso para defensor público, Ministério Público ou mesmo para magistrado, é muito importante eles começarem desde agora a estudarem bastante”, aconselhou.
 
#Paratodosverem
 
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Primeira imagem: Professora Laudiceia Fagundes concede entrevista à TV.Jus. Ela é uma mulher branca, de olhos castanhos, cabelo curto, ondulado e ruivo. Está usando camisa branca e paletó preto e um colar prateado delicado. Ao fundo, é possível ver na sala com as janelas fechadas por persianas uma mesa e um armário de madeira antigos cadeiras com encosto almofadado vermelho, uma escultura dourada da deusa Themis, livros no armário, além das bandeiras de Mato Grosso e do Brasil. Segunda imagem: Desembargadora Nilza Maria Pôssas de Carvalho concede entrevista à TV.Jus. Ela é uma senhora branca, com olhos castanhos claros, cabelo loiro, comprido e liso, solto. Usa uma blusa preta com um detalhe de uma faixa branca no colo. Ao fundo dela, é possível ver o Espaço Memória, uma sala com vários quadros na parede e documentos expostos. Terceira imagem: Estudante Thayla concede entrevista à TV.Jus. Ela é uma jovem negra de pele clara, com olhos castanhos escuros, cabelo preto e cacheado na altura do ombro. Ela usa uma camisa branca e preta com estampa geométrica, brincos e um colar com pingente de cristal. Ao fundo, é possível ver a dala do Espaço Memória. Quarta imagem: Professor Sérgio Melo concede entrevista à TV.Jus. Ele é um homem jovem, negro, careca, com barba preta e olhos castanhos escuros. Ele usa uma camisa azul, óculos de grau com armação preta e um brinco prateado.
 
Celly Silva
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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MT avança em eficiência e produtividade mesmo com um dos maiores volumes de processos do país

Apesar da alta demanda processual registrada em Mato Grosso, a Justiça Estadual de Mato Grosso (TJMT) tem se destacado nacionalmente em indicadores de produtividade, celeridade e gestão processual. Segundo dados do relatório Justiça em Números 2026 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o Judiciário mato-grossense registrou 165,7 casos novos por mil habitantes, índice superior à média nacional da Justiça Estadual, que é de 132,5 casos novos por mil habitantes.

Classificado pelo CNJ como um tribunal de médio porte, o indicador demonstra que Mato Grosso está entre os estados com maior judicialização do país. Contudo, mesmo com a alta demanda, o Poder Judiciário mato-grossense apresentou um avanço de 22 pontos percentuais no Índice de Produtividade Comparada da Justiça (IPC-Jus) da área judiciária, passando de 75% para 97%. O IPC-Jus é um dos principais indicadores do CNJ para medir a eficiência dos tribunais brasileiros.

“Mato Grosso possui uma das maiores demandas processuais do país quando analisamos o número de casos por habitante. Por isso, alcançar indicadores de produtividade e eficiência acima da média nacional demonstra a capacidade do Poder Judiciário mato-grossense de se organizar, inovar e responder com qualidade às necessidades da sociedade”, afirma o corregedor-geral da Justiça, desembargador José Luiz Leite Lindote.

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O bom desempenho também pode ser verificado na taxa de congestionamento dos processos na fase de conhecimento. Conforme o relatório, o TJMT registrou índice de 53%, um dos menores do país e entre os melhores desempenhos da Justiça Estadual. “O que demonstra a capacidade do Judiciário mato-grossense de dar vazão ao acervo processual e reduzir o volume de processos pendentes nessa etapa da tramitação”, detalha o juiz auxiliar da Corregedoria, Jorge Alexandre Martins Ferreira.

O relatório também mostrou queda no estoque de execuções fiscais. Mato Grosso registrou redução de 26,8% no quantitativo de casos pendentes de execução fiscal em comparação com o ano anterior. Um desempenho superior à média da Justiça Estadual, que é de 25,2%.

Esse trabalho também teve reflexo na redução do tempo de tramitação dos processos. Segundo dados do relatório, o tempo de giro do acervo processual no primeiro grau passou de um ano e dois meses para um ano e um mês, uma redução de 7,1%. O que coloca Mato Grosso na terceira colocação entre os 27 tribunais do país e na segunda posição entre os tribunais estaduais de médio porte.

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Mato Grosso ainda se destaca na arrecadação de custas judiciais. Conforme o relatório Justiça em Números 2026, o Estado ocupa a terceira posição entre os Tribunais de Justiça do país no indicador que relaciona os valores arrecadados ao número de processos sujeitos à cobrança de custas.

O TJMT registrou arrecadação média de R$ 3.548,12 por processo ingressado, ficando atrás apenas de São Paulo (R$ 4.386,38) e Rio de Janeiro (R$ 4.333,84). O resultado coloca o Estado acima da média da Justiça Estadual, que foi de R$ 2.861,96 por processo. “O que demonstra a efetividade na arrecadação dos valores legalmente devidos e contribuindo para a sustentabilidade das atividades do Poder Judiciário mato-grossense”, afirma o juiz auxiliar, Jorge Alexandre.

Autor: Larissa Klein

Fotografo:

Departamento: Assessoria de Comunicação da CGJ-TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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