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II Congresso Ambiental dos Tribunais de Contas é concluído com debate sobre o papel dos povos originários na conservação
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O debate sobre as condições dos povos originários no estado encerrou o ciclo de painéis do II Congresso Ambiental dos Tribunais de Contas: Desenvolvimento e Sustentabilidade. O encontro, realizado pelo Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) na segunda-feira (22) e terça-feira (23), reuniu milhares de participantes, autoridades e especialistas em diferentes áreas para propor caminhos para o avanço do tema.
A Presidente da Federação dos Povos e Organizações Indígenas de Mato Grosso (Fepoimt), Eliane Xunakalo, destacou o papel dos povos tradicionais na conservação ambiental. “O rio que passa na minha aldeia chega a sua casa. Se eu quero um rio limpo, começa lá. O veneno que chega a minha aldeia também chega aqui e isso tem causado várias doenças para os senhores e também para nós.”
O painel foi presidido pelo procurador federal, membro da Advocacia Geral da União (CGU), Cezar Augusto Lima do Nascimento. “Uma das maiores preocupações que vejo é a necessidade de as comunidades se inserirem em um processo de produção que não comprometa seus territórios e de que esses projetos se insiram no contexto da agricultura familiar, transferindo a tecnologia e dando ênfase aos seus costumes e tradições.”
A Coordenadora Geral do Programa Rem-MT, Ligia Nara Vendramin, falou sobre o programa, que conta com investimentos internacionais. “Hoje, 40% do recurso está destinado diretamente às ações de combate ao desmatamento e os outros para investimentos na base, nas populações que ajudam a manter a floresta em pé, como indígenas, agricultores familiares, comunidades tradicionais e produtores rurais.”
A master of Sciences em Engenharia Florestal e diretora geral do Instituto Kurâdomôdo Cultura Sustentável, Cleide Arruda, apresentou dois projetos socioambientais, incluindo a capacitação de indígenas para combater o fogo em reservas. “Nós conseguimos levar esses resultados para a COP. Agora deixamos o desafio de continuidade para estes projetos.”
No encerramento houve ainda apresentação cultural do trio Pescuma, Henrique e Claudinho, com participação do grupo folclórico internacional Flor Ribeirinha.
Transmitido ao vivo pela TV Contas (Canal 30.2) e pelo Canal do TCE-MT no YouTube, o encontro abordou, no primeiro dia, temas como Estatuto do Pantanal, Insegurança Jurídica e Desenvolvimento Sustentável, os Desafios Ambientais dos Empreendimentos de Energia e a Transição Energética e Sustentabilidade na Mineração. Além disso, o repórter especialista em Meio Ambiente, Francisco José, ministrou a palestra “Preservar”.
Passaram pelo congresso autoridades como os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, da Agricultura e Pecuária (Mapa), Carlos Fávaro, o presidente da Associação dos Membros dos Tribunais de Contas (Atricon), Cezar Miola, o presidente do TCE de Pernambuco (TCE-PE), Ranilson Ramos e do procurador federal membro da Advocacia Geral da União (AGU), Cezar Augusto Lima do Nascimento.
Sob coordenação da Comissão Permanente de Meio Ambiente e Sustentabilidade (CPMAS) do TCE-MT, presidida pelo conselheiro Sérgio Ricardo, o Congresso contou com apoio da Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon), do Instituto Rui Barbosa (IRB), do Governo do Estado, da Assembleia Legislativa (ALMT), do Ministério Público do Estado (MPMT), do Senado Federal, do Instituto Nacional de Áreas Úmidas (Inau), da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT) e da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR).
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Fonte: TCE MT – MT
TCE MT
TCE aprova contas de 2025 da gestão Mauro e destaca avanços em segurança e educação
Parecer do Tribunal de Contas reconhece superávit de R$ 3,4 bilhões, maior resultado financeiro dos últimos cinco anos e cumprimento dos limites constitucionais
O Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) emitiu parecer prévio favorável às contas de governo de 2025, último exercício completo da gestão Mauro Mendes à frente do Governo do Estado. O voto do relator, conselheiro José Carlos Novelli, foi aprovado por unanimidade pelo Plenário.
Entre os principais resultados apontados pelo Tribunal estão um saldo positivo de R$ 3,4 bilhões nas contas do Estado e R$ 9,7 bilhões disponíveis em caixa, maior valor dos últimos cinco anos. O relatório também destacou que Mato Grosso terminou 2025 com as contas equilibradas e uma situação financeira positiva de R$ 5,5 bilhões em relação às dívidas.
O relatório também reconheceu o cumprimento dos principais limites constitucionais e legais. Mato Grosso destinou 26,73% da receita para a Educação, acima do mínimo de 25%, e 17,47% para a Saúde, enquanto o limite para despesas com pessoal ficou em 45,54%, abaixo do teto de 60% da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).
Para o candidato ao Senado, Mauro Mendes, o resultado é consequência de uma gestão baseada em planejamento, responsabilidade com o dinheiro público e capacidade de transformar o equilíbrio das contas em investimentos que chegam diretamente à população.
“Quando se trabalha com seriedade, planejamento e responsabilidade, os resultados aparecem. Nós organizamos as contas do Estado para poder fazer aquilo que realmente importa: investir. Fizemos os maiores investimentos em obras e ações da história de Mato Grosso, levando serviços, infraestrutura e melhorias para perto da casa do cidadão, em todas as regiões”, afirmou Mauro.
Em 2025, a receita arrecadada pelo Estado chegou a R$ 42,6 bilhões, valor 15,16% superior à previsão inicial. O resultado financeiro, segundo o TCE, demonstra a capacidade fiscal acumulada pelo Estado ao final do exercício.
O parecer do conselheiro Novelli também registrou resultados positivos em áreas específicas das políticas públicas. Na segurança, houve redução dos homicídios e dos roubos de veículos. Na educação, os dados disponíveis apontaram melhora nos índices do Ideb. Já a cobertura geral de abastecimento de água ficou acima da média nacional. Na previdência estadual, houve redução de 6,01% no déficit atuarial da MT Prev, que terminou o exercício em R$ 58,3 bilhões.
“O Estado encerrou o exercício com resultado orçamentário ajustado positivo, elevada disponibilidade financeira, endividamento sob controle e cumprimento dos principais limites constitucionais e legais relativos à educação, à saúde e às despesas com pessoal. Esse cenário evidencia a capacidade fiscal do Governo de sustentar e aprimorar as políticas públicas e os investimentos estaduais”, afirmou Novelli.
O processo segue agora para julgamento da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT).
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