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‘Após as 22h o condutor pode avançar o sinal, mas tem que respeitar limite de velocidade’, diz supervisor de transito da Semob

O supervisor dos semáforos da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana Ademir Arruda declarou durante a reunião da Comissão de Transportes, Urbanismo, Meio Ambiente e Direito dos Animais na Câmara de Cuiabá na última sexta-feira (12.05), que em 2016 foi feito um Termo de Ajustamento e Conduta junto ao Ministério Público no qual definiu que, das 22h até ás 5h59 da manhã, o condutor, mediante risco, pode avançar o sinal vermelho sem ser autuado, desde que respeite a velocidade permitida.&nbsp
O presidente da Comissão, o vereador Sargento Vidal (MDB), analisou que alguns condutores ficam vulneráveis, podendo ser vítimas de roubo ao parar no semáforo por volta das 22h. Diante disso, o parlamentar questionou se a câmera multa 24h ou tem horário específico, destacando o risco de transitar tarde da noite, principalmente, para mulheres.
“Com relação aos semáforos que possui radar, os chamamos de equipamento hibrido, pois ele faz três funções: a primeira função, ele vai pegar o avanço semafórico, então todos que passarem ali no vermelho serão autuados e não no amarelo, pois no amarelo não é multado. Outra função é a parada sobre a faixa, que é autuado também. E sobre a conversão à direita ou esquerda, mas nem todos são acionados, o único lugar que faz isso é no cruzamento da Miguel Sutil com a General Melo, onde muitos insistem em fazer aquela conversão e, por isso, colocamos ali. A velocidade é outra função do semáforo, pois ele pega por velocidade. Foi feito em 2016 um Termo de Ajustamento e Conduta do Ministério Público junto com a Semob para que se colocasse um horário de funcionamento, para que as pessoas que se sentirem inseguras ou prejudicadas por alguém, correndo risco de ser assaltada. Esse TAC da essa liberdade para que das 22h até ás 5h59 da manhã, o condutor, mediante risco, poder avançar esse sinal vermelho e então não é autuado por avanço semafórico, mas a velocidade mesmo passando nesse horário, precisa ser respeitada. Você é autuado até por de tratar de um cruzamento, a função de velocidade é ligada 24h, pode ultrapassar o sinal vermelho, mas dentro da velocidade permitida, no caso da Prainha é 50km/h”, explicou Ademir.
O supervisor ainda ressaltou que, com relação ao amarelo intermitente que antes era programado, foi analisado que alguns condutores estavam fazendo a ultrapassagem em alta velocidade e estava havendo muita colisão. Então, foi retirada essa programação e colocada apenas em alguns pontos que é mais seguro, fazendo uma nova programação com os semáforos novos adquiridos pela Prefeitura de Cuiabá que permite, a partir das 20h30, colocar ele atuado.&nbsp
“Por isso existe uma câmera no semáforo justamente para que ela faça um laço virtual no solo e quando o veículo aproxima, ela informa ao controlador semafórico. Então a gente permanece com a via principal sempre verde e só fecha quando alguém se aproxima na sua adjacência ou na via de menor fluxo, exemplo, a Isaac Povoas com a Comandante Costa a partir das 20h30 deixamos dessa forma, atuado que a gente chama. Então, quem ta na Isaac Póvoas vai ficar sempre verde e para quem ta na Comandante Costa só vai abrir caso aproxime algum veículo. Então aproximou algum veículo lá, ai fecha da Isaac por alguns segundos até o veículo passar. A câmera leu lá que não tem mais veiculo, já fecha novamente e abre pra Avenida principal. Então por isso que às vezes, à noite, quem desce a Isaac vê um aberto e outro fechado, porque ele pega o sincronismo que é feito durante o dia para dar mais essa segurança ao condutor, até para ele não ficar muito tempo parado no cruzamento. Mais uma segurança para o condutor”, relatou.
Vidal ainda questionou sobre problemas semafóricos que, quando ocorre, causa complicação no trânsito entre os condutores, considerando que Cuiabá tem grande fluxo de veículos.
“Eu chego a um determinado local e está ali um trânsito meio complicado devido ao semáforo estar com algum problema. A quem a população deve recorrer nesse momento? Tem algum telefone que possa ligar? Pois a Semob não tem como estar em todos os lugares ao mesmo tempo. Se um determinado semáforo em um local, por um momento, danificar, automaticamente é informado já na Semob? Tem um computador lá que vê isso ou precisa de uma pessoa que ligue para informar? Se é preciso isso, qual o telefone que deve entrar em contato?”, questionou o parlamentar.
Ademir informou que a Semob tem o ‘fiscalizap’ que é um contato onde a população pode estar informando casos de problemas semafóricos, acidentes e quaisquer questões que envolvam o trânsito, precisando apenas que envie a foto e o endereço e imediatamente a equipe de manutenção é acionada. Um agente de trânsito atende o app de segunda-feira a sexta-feira, das 06h30 da manhã até as 21h.
“Hoje o nosso sistema não acusa automaticamente alguns defeitos do semáforo, por exemplo, o porta foco, que fica na parte superior não onde fica os três leds, então se um led queima, o agente tem como saber lá, mas ainda bem, graças a Deus, que os munícipes rapidamente já liga no nosso 0800 e no nosso fiscalizap para nos informar e já aciono a nossa manutenção que rapidamente tem atendido a essas demandas de problemas semafóricos. Mas tem caso, por exemplo, que não é culpa do semáforo. Exemplo disso é quando falta energia, aí é a concessionária de energia que está com problema e o semáforo desliga, apaga de uma vez. Assim mesmo o pessoal liga pra nós e a gente manda uma equipe lá, mas quando constata que é falta de energia, nós enviamos nossos agentes que faz o auxilio no trânsito, até para que não haja acidentes, porque um semáforo quando não está em funcionamento, é muito perigoso, correndo risco de morte dos próprios condutores”, explicou ele.
Vidal sugeriu aos demais vereadores da Comissão, Paulo Henrique e Rogério Varanda, que essa ideia seja levada ao presidente da Câmara, Chico 2000 (PL), e seja criado o Câmarazap para que a população possa mandar sugestões para as Comissões.&nbsp
Canal de atendimento da Semob:
Fiscalizap 65 99235-6950
Da Assessoria

Fonte: Câmara de Cuiabá – MT

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Festival da Pamonha mantém grande público e impulsiona economia na comunidade Rio dos Peixes

O penúltimo dia do 7º Festival da Pamonha da comunidade de Rio dos Peixes confirmou o impacto que o evento vem gerando na economia local e na valorização da cultura regional, reunindo milhares de visitantes e mantendo aquecida a cadeia produtiva do milho, principal base da festa. Com estimativa de até 5 mil pessoas por dia e o processamento de cerca de 40 toneladas ao longo da programação, o festival segue consolidado como uma vitrine para pequenos produtores e trabalhadores da região.

Neste terceiro dia, o movimento nas barracas reforçou o papel do evento como fonte de renda para dezenas de famílias. A estrutura ampliada e mais organizada foi percebida tanto por comerciantes quanto pelo público. A divisão dos espaços, separando pamonhas, lanches e doces, facilitou a circulação e melhorou a experiência de quem visita.

O secretário municipal de Agricultura, Vicente Falcão, avaliou o momento como positivo e destacou que o festival vem superando as expectativas em público e consumo. Segundo ele, o evento já ultrapassa o caráter local e ganha relevância estadual e até nacional, atraindo visitantes de diferentes regiões. “Os participantes são 100% moradores e pequenos produtores da comunidade, o que reforça o impacto direto na geração de renda”, pontuou.

O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Trabalho, Turismo e Agricultura, Fellipe Correa, destacou o papel estratégico do festival para o fortalecimento da economia local. “Além de gerar renda e valorizar a tradição, o Festival da Pamonha reforça a dimensão territorial e turística de Cuiabá, que se estende pela Estrada da Chapada até o Portão do Inferno. Toda essa região, incluindo os balneários e a comunidade de Rio dos Peixes, integra um circuito importante para o turismo da capital. Nesse contexto, o festival se consolida como uma referência do turismo gastronômico cuiabano”, afirmou.

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Entre os expositores, a percepção também é de crescimento. O comerciante Rudnei dos Santos, que participa há quatro edições, classificou o dia como produtivo e destacou a organização como um dos diferenciais deste ano. Ele acredita que o fluxo ainda aumenta ao longo do dia e reforça que o festival é resultado de um trabalho coletivo. “A gente percebe que o público chega já sabendo onde encontrar o que quer, isso facilita muito”, afirmou. Experiente, ele também participa do concurso da melhor pamonha e atribui o sucesso ao cuidado com o preparo: “O segredo é fazer com amor”.

Para o público, a experiência vai além da gastronomia. O advogado Lucas Veloso, morador de Várzea Grande, retornou ao festival pela segunda vez e notou avanços na estrutura. “Eu já esperava algo bom, mas vi melhorias, principalmente na organização e na estrutura para comerciantes e visitantes. Isso incentiva a gente a voltar”, disse. Ele destacou ainda o interesse pelas apresentações culturais e a diversidade de sabores disponíveis.

A variedade, aliás, é um dos pontos mais comentados. De receitas tradicionais a versões mais criativas, como pamonha de pizza ou combinações com jiló e linguiça, o cardápio chama a atenção de quem chega. O professor Cláudio Vaz de Araújo, que conheceu o evento pela primeira vez durante uma viagem, elogiou tanto o sabor quanto a organização. “É fácil circular, escolher e experimentar. Dá vontade de voltar”, afirmou.

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Apesar da avaliação positiva, algumas observações surgem como sugestões para as próximas edições. A conectividade foi um dos pontos citados por visitantes e comerciantes. A dificuldade de acesso à internet no local impacta principalmente pagamentos via Pix e a divulgação em tempo real nas redes sociais. O próprio secretário reconheceu a limitação, explicando que a alta demanda, com mais de 700 acessos simultâneos, sobrecarregou o sistema disponível. A prefeitura, segundo ele, já estuda melhorias para o próximo ano.

Outras sugestões envolvem aspectos pontuais da experiência gastronômica, como a manutenção da temperatura e frescor das pamonhas em determinados momentos de maior fluxo, sem comprometer a avaliação geral, que segue positiva.

Além da alimentação, o festival também conta com suporte na área da saúde. Equipes da Unidade de Saúde de Rio dos Peixes oferecem vacinação, atendimento odontológico, aferição de pressão arterial e testes de glicemia, sob coordenação da gerente Magda Oliveira. Paralelamente, socorristas e profissionais de enfermagem, coordenados pelo bombeiro civil Anderjan Santana, atuam com atendimentos emergenciais e serviços básicos, garantindo mais segurança ao público.

A programação segue até esta terça-feira (21), feriado de Tiradentes, quando será anunciado o resultado do Concurso da Melhor Pamonha. A expectativa é de que o último dia mantenha o alto fluxo de visitantes, encerrando mais uma edição marcada pela integração entre cultura, produção local e geração de renda.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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