TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT

Corregedoria realiza Mês da Conciliação em Sinop

Com o intuito de reduzir o tempo de espera para a realização das audiências de conciliação a Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso por meio do Departamento de Apoio aos Juizados Especiais (Daje) realiza entre os dias 23 de janeiro e 03 de fevereiro o projeto Mês da Conciliação em Sinop (500 km ao norte de Cuiabá). Ao todo serão realizadas 600 audiências de conciliação de processos que tramitam no Juizado Especial Cível do município.
 
Segundo a diretora do Daje, Karine Lozich Dias a ação procura reduzir o tempo de tramitação dos processos, com respostas mais rápidas ao cidadão jurisdicionado. “Ano passado identificamos o gargalo em Sinop e vamos iniciar o ano dando celeridade a esses processos. Além disso, estamos analisando e avaliando os dados para detectar as próximas Comarcas a receberem a ação”, detalha.
 
Nos Juizados os processos só iniciam após a audiência de conciliação. É uma fase obrigatória do processo. Após a audiência ocorre o andamento processual e os processos passam a ficar aptos a sentenças. Karine complementa que por conta disso o Mês da Conciliação é de extrema importância. “No mês de dezembro o Grupo de Apoio aos Juizados Especiais (Gaje), sob a supervisão do servidor Marcos Girão e a coordenação do Daje realizou a preparação da ação com o envio das intimações e movimentações processuais e vamos iniciar o ano realizando essas 600 audiências”.
 
Durante o projeto 17 conciliadores do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) dos Juizados Especiais trabalharão em três salas virtuais. “Essa é uma ação paralela e não impactará no quadro regular de audiências de conciliação. O objetivo é dar efetividade na prestação jurisdicional”, afirma a diretora do Daje.
 
No site do Tribunal de Justiça MT, no banner “Portal de audiências de conciliação dos juizados especiais” ou pelo link https://aud.tjmt.jus.br/ é possível acessar as salas virtuais.
 
#Paratodosverem
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual.
Descrição de imagens: Foto 1: imagem colorida em formato horizontal. Uma mulher está em frente ao computador, onde surge imagem de outra mulher no computador. Elas tentam acordo na sala passiva. Ao fundo um banner do Cejusc.
 
Larissa Klein
Assessoria de Imprensa CGJ-MT
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT

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TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT

Programa Magistratura e Sociedade discute relações de poder no Judiciário com filósofo Silvio Gallo

Cartaz digital com a foto de um homem calvo e de óculos em um círculo. Traz o texto Já está no ar a 36ª edição do programa Magistratura e Sociedade, trazendo uma reflexão profunda sobre o papel do poder nas relações sociais, educacionais e no âmbito do Judiciário. O episódio apresenta entrevista com o filósofo e pedagogista brasileiro Silvio Donizetti de Oliveira Gallo, referência na área de Filosofia da Educação e autor de estudos fundamentais sobre pedagogia libertária no Brasil.

A conversa é conduzida pelo juiz de Direito e professor de Filosofia da Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), Gonçalo Antunes de Barros Neto, e tem como tema “Jurisdição, Sociedade e Formação Filosófica”.

Durante a entrevista, Gallo propõe uma leitura crítica inspirada no pensamento do filósofo francês Michel Foucault, destacando que todas as relações humanas são atravessadas por relações de poder — desde os vínculos econômicos e afetivos até o exercício da docência e da jurisdição. Segundo ele, reconhecer essa dinâmica é essencial para compreender o papel dos diferentes atores envolvidos, especialmente no sistema de Justiça.

“O magistrado, ao proferir sua decisão, também exerce um poder”, explica o filósofo, ressaltando que os processos judiciais são permeados por múltiplas forças e interesses em disputa. Gallo chama atenção para a necessidade de uma postura crítica diante do poder. “Precisamos sempre desconfiar do poder, porque nenhum poder é legítimo por natureza.”

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No programa, o entrevistado destaca ainda que essa reflexão é particularmente relevante no Poder Judiciário, cuja legitimidade não se funda no voto popular, reforçando a importância de uma atuação consciente, ética e sensível às complexidades sociais. Ao longo do programa, outros aspectos relacionados à formação filosófica, ao papel da educação e à atuação crítica dos profissionais do Direito também são abordados.

Produzido pela Esmagis-MT, com apoio da Coordenadoria de Comunicação do Tribunal de Justiça, o programa Magistratura e Sociedade busca fortalecer a formação humanística da magistratura, incentivando a reflexão crítica sobre o papel social da Justiça e promovendo uma prática jurisdicional mais ética, equilibrada e humanizada.

O programa completo pode ser assistido neste link.

https://www.youtube.com/watch?v=xigv9xQGeEo

Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected] ou pelos telefones (65) 3617-3844 / 99943-1576.

Autor: Lígia Saito

Fotografo:

Departamento: Assessoria de Comunicação da Esmagis – MT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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