CUIABÁ
Projeto vai orientar ações pedagógicas para crianças do CMEI Maria Conceição
Visando desenvolver uma ação coletiva, profissionais do Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) Maria Conceição Oliveira de Souza, localizado no bairro CPA IV, na Regional Norte, produziram três livros que serão incluídos nas ações pedagógicas de 2023. Os livros ‘Bida na Creche’, ‘Bida e as Histórias do Vovô’ e ‘Bida no Quintal do Vovô e da Vovó’, contam histórias a partir das características da patrona da unidade educacional, a professora Maria Conceição Oliveira de Souza, personificada na personagem Bida (seu apelido na intimidade da família). Os livros foram lançados na última quarta-feira (26), com a presença dos autores e da família da patrona.
Idealizadora do projeto ‘História da Patrona: uma história de vida que inspira outras histórias’, a professora pedagoga, Mestre em Educação e regente das turmas de 5 anos, em readaptação de função, Ângela Cristina Lisboa Costa falou sobre o processo de construção das obras iniciado em março deste ano, a partir de estudos teóricos realizados em Rodas de Conversa, sobre Educação Patrimonial, Educação como Espaço Narrativo, Culturas Infantis, Cuiabania, Protagonismo de adultos e crianças e análise das entrevistas realizadas com o filho de Maria Conceição. “Nosso objetivo foi, além de todos da unidade conhecerem a história da vida da Patrona, trabalhar as histórias contidas nos livros com as crianças, com ênfase na cultura local, culinária, canções, brincadeiras, lendas, relação de afeto e amizade para com o outro na perspectiva de uma Educação Patrimonial”, explicou Ângela Cristina.
A Educação Patrimonial é um processo permanente e sistemático de trabalho educacional centrado no patrimônio cultural como fonte de conhecimento e enriquecimento individual e coletivo. A partir da experiência e do contato direto com as manifestações culturais em todos os seus aspectos, sentidos e significados, as crianças e adultos são levados a um processo ativo de conhecimento, apropriação e valorização da sua herança cultural. Esse processo gera novos conhecimentos indispensáveis para a preservação sustentável desses bens e o fortalecimento dos sentimentos de identidade e cidadania.
A coordenadora de Formação da Secretaria Municipal de Educação, Eliane Quinhone, que participou da revisão dos textos, falou sobre como o projeto vai influenciar positivamente no ensino e aprendizagem das crianças e destacou que é nas interações, relações e práticas cotidianas, que as crianças constroem sua identidade pessoal e coletiva. “A partir do envolvimento das crianças, com a produção de suas narrativas, é construído o sentimento de pertencimento que vai contribuir para o processo educativo individual, que as torna mais ativas e autônomas, em sua formação” , destacou.
Durante o lançamento dos livros, com a participação dos autores – professores, Técnicos de Desenvolvimento Infantil (TDI), Auxiliares de Serviços Gerais (ASG) -, Jeferson Souza, filho da Profª Maria Conceição, agradeceu em nome da familia. “De fato ela [Maria Conceição], foi uma pessoa muito dedicada. Trabalhou mais de 25 na Educação. Quero estender nossos agradecimentos a todos os profissionais e autores, que não mediram esforços na realização desse trabalho. Hoje minha mãe vive nessa comunidade escolar e nos estudantes da unidade, sendo uma mola propulsora nessa caminhada”, disse ele.
O CMEI Maria Conceição Oliveira de Souza atende 242 crianças da Primeira Etapa da Educação Básica, 1ª e 2ª Infância, compreendendo a faixa etária de 0 a 5 anos e 11 meses.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá MT
CUIABÁ
Festival da Pamonha mantém grande público e impulsiona economia na comunidade Rio dos Peixes
O penúltimo dia do 7º Festival da Pamonha da comunidade de Rio dos Peixes confirmou o impacto que o evento vem gerando na economia local e na valorização da cultura regional, reunindo milhares de visitantes e mantendo aquecida a cadeia produtiva do milho, principal base da festa. Com estimativa de até 5 mil pessoas por dia e o processamento de cerca de 40 toneladas ao longo da programação, o festival segue consolidado como uma vitrine para pequenos produtores e trabalhadores da região.
Neste terceiro dia, o movimento nas barracas reforçou o papel do evento como fonte de renda para dezenas de famílias. A estrutura ampliada e mais organizada foi percebida tanto por comerciantes quanto pelo público. A divisão dos espaços, separando pamonhas, lanches e doces, facilitou a circulação e melhorou a experiência de quem visita.
O secretário municipal de Agricultura, Vicente Falcão, avaliou o momento como positivo e destacou que o festival vem superando as expectativas em público e consumo. Segundo ele, o evento já ultrapassa o caráter local e ganha relevância estadual e até nacional, atraindo visitantes de diferentes regiões. “Os participantes são 100% moradores e pequenos produtores da comunidade, o que reforça o impacto direto na geração de renda”, pontuou.
O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Trabalho, Turismo e Agricultura, Fellipe Correa, destacou o papel estratégico do festival para o fortalecimento da economia local. “Além de gerar renda e valorizar a tradição, o Festival da Pamonha reforça a dimensão territorial e turística de Cuiabá, que se estende pela Estrada da Chapada até o Portão do Inferno. Toda essa região, incluindo os balneários e a comunidade de Rio dos Peixes, integra um circuito importante para o turismo da capital. Nesse contexto, o festival se consolida como uma referência do turismo gastronômico cuiabano”, afirmou.
Entre os expositores, a percepção também é de crescimento. O comerciante Rudnei dos Santos, que participa há quatro edições, classificou o dia como produtivo e destacou a organização como um dos diferenciais deste ano. Ele acredita que o fluxo ainda aumenta ao longo do dia e reforça que o festival é resultado de um trabalho coletivo. “A gente percebe que o público chega já sabendo onde encontrar o que quer, isso facilita muito”, afirmou. Experiente, ele também participa do concurso da melhor pamonha e atribui o sucesso ao cuidado com o preparo: “O segredo é fazer com amor”.
Para o público, a experiência vai além da gastronomia. O advogado Lucas Veloso, morador de Várzea Grande, retornou ao festival pela segunda vez e notou avanços na estrutura. “Eu já esperava algo bom, mas vi melhorias, principalmente na organização e na estrutura para comerciantes e visitantes. Isso incentiva a gente a voltar”, disse. Ele destacou ainda o interesse pelas apresentações culturais e a diversidade de sabores disponíveis.
A variedade, aliás, é um dos pontos mais comentados. De receitas tradicionais a versões mais criativas, como pamonha de pizza ou combinações com jiló e linguiça, o cardápio chama a atenção de quem chega. O professor Cláudio Vaz de Araújo, que conheceu o evento pela primeira vez durante uma viagem, elogiou tanto o sabor quanto a organização. “É fácil circular, escolher e experimentar. Dá vontade de voltar”, afirmou.
Apesar da avaliação positiva, algumas observações surgem como sugestões para as próximas edições. A conectividade foi um dos pontos citados por visitantes e comerciantes. A dificuldade de acesso à internet no local impacta principalmente pagamentos via Pix e a divulgação em tempo real nas redes sociais. O próprio secretário reconheceu a limitação, explicando que a alta demanda, com mais de 700 acessos simultâneos, sobrecarregou o sistema disponível. A prefeitura, segundo ele, já estuda melhorias para o próximo ano.
Outras sugestões envolvem aspectos pontuais da experiência gastronômica, como a manutenção da temperatura e frescor das pamonhas em determinados momentos de maior fluxo, sem comprometer a avaliação geral, que segue positiva.
Além da alimentação, o festival também conta com suporte na área da saúde. Equipes da Unidade de Saúde de Rio dos Peixes oferecem vacinação, atendimento odontológico, aferição de pressão arterial e testes de glicemia, sob coordenação da gerente Magda Oliveira. Paralelamente, socorristas e profissionais de enfermagem, coordenados pelo bombeiro civil Anderjan Santana, atuam com atendimentos emergenciais e serviços básicos, garantindo mais segurança ao público.
A programação segue até esta terça-feira (21), feriado de Tiradentes, quando será anunciado o resultado do Concurso da Melhor Pamonha. A expectativa é de que o último dia mantenha o alto fluxo de visitantes, encerrando mais uma edição marcada pela integração entre cultura, produção local e geração de renda.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
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