CUIABÁ

Escola municipal ganha espaço literário organizado com material reciclado

Uma iniciativa de incentivo à leitura está mobilizando estudantes, equipe gestora e a comunidade escolar da Escola Municipal de Educação Básica (EMEB) Professora Orzina de Amorim Soares, localizada no bairro Jardim Vitória. A unidade, que atende 665 estudantes, da Pré Escola ao 5º Ano, ganhou um novo espaço literário. Organizada com material reciclado, a sala possui um ‘Cantinho Cuiabano’, com 20 livros de autores mato-grossenses, espaço para contação de histórias e também um teatrinho. Tiodos os materiais utilizados na montagem do espaço foram reaproveitados com moveis e caixas, organizados pelos profissionais da unidade.

O diretor escolar, José Paes explicou que o projeto, conta com o apoio de todos os profissionais e tem como objetivo, despertar nos estudantes, o hábito e o gosto pela da leitura. “As bibliotecas são as principais fontes de conhecimento da humanidade e, esse espaço, dentro da escola, é essencial. A nossa unidade pertence a uma comunidade carente onde a cultura é diversificada, porém o hábito da leitura ainda não faz parte do seu cotidiano. A escola vem fazendo um papel muito importante para o desenvolvimento educacional dessa comunidade. E, é na escola, muitas vezes, que se oportuniza o único contato com a leitura na vida das crianças”, disse José Paes.

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A coordenadora pedagógica da EMEB Profª. Orzina de Amorim Soares, Suênia Corrêa da Silva Santos contou que a escola desenvolve vários projetos de leitura. “A ‘Mala Viajante’ disponibiliza livros de literatura infantil periodicamente para que os estudantes leiam em casa com a participação da família. Para atingir esse objetivo, é utilizada uma maleta decorada onde serão colocados os livros previamente escolhidos pelas professoras de acordo com a faixa etária de cada turma. O projeto atende todos os estudantes, da Pré-escola ao Ensino Fundamental”, explicou a coordenadora pedagógica, Suênia Corrêa da Silva Santos.

Os projetos de leitura são organizados pelos professores das turmas, porém, visando ampliar o acesso à literatura, os profissionais sonhavam com um espaço dedicado aos estudantes. “Esse projeto se tornou possível com o novo espaço literário, um lugar que foi abraçado pela equipe gestora e a comunidade interna da escola com muito carinho e, vem sendo organizado para que as crianças possam interagir e ter um espaço de viagem na literatura, pois é lendo que se aprende a ler e se desenvolve a paixão pela leitura”, contou a técnica de Multimeios Didáticos (TMD), Rosimeire Maria de Amorim.

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A professora Maria dos Santos Ribeiro destacou a importância da leitura para a alfabetização dos estudantes. “A ambiência adequada favorece o processo ensino aprendizagem e podemos observar os resultados na sala de aula. As crianças tiveram um ganho na alfabetização com os projetos de incentivo à leitura”, disse ela.

Os estudantes Helena de Amorim Bezerra e João Ricardo Oliveira da Silva disseram adorar o espaço. E, para agradecer, leram poesias e participaram da contação de histórias organizada para comemorar a abertura da sala literária.

 

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Fonte: Prefeitura de Cuiabá MT

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CUIABÁ

Secretário esclarece aplicação de 26% na Educação e explica diferença entre restos a pagar e pedalada fiscal

O secretário de economia da Prefeitura de Cuiabá, Marcelo Bussiki, esclareceu que cumpriu e superou o percentual mínimo constitucional de investimentos em Educação no exercício de 2025, alcançando aplicação de 26,1% da receita vinculada ao setor, índice acima dos 25% exigidos pela Constituição Federal. Só em 2026, já foram pagos R$ 36,5 milhões de restos à pagar.

Os dados já haviam sido apresentados oficialmente à Comissão de Educação da Câmara Municipal pelo secretário de Economia, Marcelo Bussiki, e pelo contador-geral do Município, Éder Galiciani, durante reunião realizada neste ano, quando foram detalhados os números da execução orçamentária da Educação.

A manifestação ocorre após declarações do ex-secretário municipal de Educação, Amauri Monge, que voltou a questionar os resultados apresentados pela atual gestão e sugeriu a existência de irregularidades relacionadas aos investimentos da pasta.

A Prefeitura esclarece que os valores citados pelo ex-secretário referem-se a restos a pagar, instrumento legal previsto na administração pública e regulamentado pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Os restos a pagar correspondem a despesas que foram empenhadas e registradas dentro do exercício financeiro, mas cujo pagamento pode ocorrer no ano seguinte.

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A administração municipal destaca que essa situação é comum na gestão pública e não configura qualquer irregularidade. Todas as despesas da Educação foram devidamente registradas nos sistemas contábeis do município e constam dos demonstrativos oficiais encaminhados aos órgãos de controle.

A Prefeitura também esclarece a diferença entre restos a pagar e pedalada fiscal. Pedalada fiscal ocorre quando despesas ou obrigações financeiras deixam de ser registradas oficialmente na contabilidade pública, ocultando a real situação das contas do ente público. Já os restos a pagar são despesas reconhecidas, empenhadas e contabilizadas regularmente, permanecendo registradas até sua quitação.

Dessa forma, não houve qualquer ocultação de despesas na Educação. Os valores pendentes estavam devidamente lançados na contabilidade municipal, em conformidade com a legislação vigente.

A própria aplicação dos recursos da Educação foi defendida pelo então secretário Amauri Monge quando ainda comandava a pasta. Em prestação de contas realizada na Câmara Municipal, ele afirmou que o município havia investido 26,1% em Educação durante 2025, acima do percentual mínimo exigido pela Constituição Federal.

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Na ocasião, Monge declarou que os valores empenhados estavam corretamente registrados e que os restos a pagar encontravam-se dentro da legalidade, afastando qualquer irregularidade na execução orçamentária da pasta.

Além do cumprimento do índice constitucional, a Prefeitura ressalta que despesas importantes para o funcionamento da rede municipal, como parte da alimentação escolar, são custeadas com recursos próprios e não integram o cálculo do percentual mínimo exigido pela Constituição.

A administração municipal reforça que todos os dados permanecem à disposição dos órgãos de controle, da Câmara Municipal e da sociedade, reafirmando o compromisso com a transparência, a responsabilidade fiscal e a correta aplicação dos recursos destinados à Educação.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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