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Faeal alerta criadores para vacinação contra a febre aftosa

A campanha de vacinação contra a febre aftosa continua até o dia 31 de maio, com a meta de imunizar 1,2 milhão de animais – bovinos e bubalinos. E para garantir a manutenção do status sanitário de zona livre da febre aftosa com vacinação, a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Alagoas (Faeal) reforça o apelo aos criadores para que não deixem de imunizar o rebanho.

O presidente da entidade, Álvaro Almeida, destaca que Alagoas conquistou coberturas vacinais importantes nos últimos anos e que espera uma cobertura de 100% de imunização em 2022, para que no futuro o estado possa chegar à zona livre da febre aftosa sem vacinação.

Nessa etapa, todo o rebanho alagoano deverá ser imunizado, independentemente da idade dos animais. De acordo com a Agência de Defesa e Inspeção Agropecuária de Alagoas (Adeal), o prazo para o produtor declarar a vacinação encerra dia 15 de junho.

A Adeal alerta ainda que o criador que deixar de vacinar e ou declarar fica impossibilitado de retirar a Guia de Trânsito Animal (GTA) e impedido de circular ou comercializar os animais, além de estar sujeito ao pagamento de multa.

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No caso da não vacinação, o valor da multa a ser paga corresponde a dez Unidades Padrão Fiscal do Estado de Alagoas (UPFAL), e da não declaração a 30 UPFAL.

* Com informações da Adeal

Fonte: CNA Brasil

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Pecuária brasileira ainda depende de vacinas importadas para evitar morte súbita

O mercado de sanidade animal no Brasil vive um desafio silencioso, mas de impacto direto no bolso do pecuarista. Dados divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) mostram que, em julho, foram disponibilizadas 5,44 milhões de doses de vacinas contra clostridioses — grupo de doenças responsáveis pela “morte súbita” no gado. O que chama a atenção, porém, é a alta dependência de insumos vindos de fora: das doses ofertadas, 4,03 milhões (74,09%) são importadas, enquanto apenas 1,41 milhão (25,91%) possui fabricação nacional.

Para o produtor rural, o termo técnico “clostridiose” passa longe do vocabulário da lida, mas os sintomas são velhos conhecidos. No campo, essas doenças são temidas pela rapidez com que derrubam o rebanho, como a “manqueira” (ou mal do carvão), que causa inchaço muscular e morte em poucas horas, e o botulismo, associado à ingestão de toxinas em pastos ou rações contaminadas. Por serem fatais e não darem tempo para tratamento, a vacina é o único “seguro” eficiente para evitar o prejuízo total de um animal.

O “ladrão silencioso” no pasto

Embora o governo não consolide um censo de mortalidade animal por causa específica, estudos de sanidade animal apontam que as doenças clostridiais figuram entre as maiores causas de morte evitável no rebanho brasileiro. Em surtos não controlados, a mortalidade pode atingir de 5% a 10% de um lote em poucos dias.

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O prejuízo é um “ladrão silencioso”. O pecuarista raramente contabiliza a perda em estatísticas oficiais — o animal morre, é enterrado e o cálculo fica apenas na planilha da fazenda. Mas o rombo é severo: com um bovino de corte de qualidade valendo facilmente entre R$ 2,5 mil e R$ 4 mil, a morte de poucos animais em um surto elimina a margem de lucro de todo o lote. Soma-se a isso a perda do potencial genético, o investimento em nutrição e o custo operacional.

A alta dependência de importações, que hoje supre quase três quartos da necessidade do mercado, coloca o setor em posição de alerta. Qualquer entrave logístico ou burocrático na entrada desses insumos pode deixar o curral desprotegido no momento crítico da vacinação.

Ciente dessa vulnerabilidade, o Ministério da Agricultura tem intensificado a atuação junto aos laboratórios de insumos veterinários. A estratégia da pasta é dupla: estimular a ampliação das linhas de produção dentro do Brasil para reduzir a dependência externa e, simultaneamente, agilizar os procedimentos de fiscalização e liberação das vacinas importadas para evitar desabastecimento nas revendas.

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A meta de aumentar a produção nacional não é apenas uma questão de industrialização, mas de blindagem econômica. Com a pecuária brasileira sob constante pressão para elevar índices de produtividade e atender exigências globais de sanidade, a disponibilidade constante dessas vacinas é o que separa um ciclo produtivo rentável de um prejuízo incalculável pela perda súbita de matrizes e bezerros. Enquanto o setor tenta equilibrar essa balança, o mercado segue monitorando a oferta mensal, ciente de que, no campo, a prevenção é o único investimento que não admite atrasos.

Fonte: Pensar Agro

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