AGRONEGÓCIO
Comissão Estadual de Mulheres da FAEP incentiva grupos locais
Desde sua criação em janeiro de 2021, a Comissão Estadual de Mulheres da FAEP (CEMF) tem incentivado a formação de comissões locais nos municípios do Paraná, visando estreitar a comunicação entre as mulheres da agropecuária estadual. Ao longo do ano passado, a CEMF promoveu 14 reuniões e ajudou a criar cinco comissões locais. Em 2022, até o momento, foram realizados 16 encontros e formalizadas duas comissões locais, além de outras que estão em andamento. Atualmente, são 19 comissões locais de mulheres – Alvorada do Sul, Campo Mourão, Cascavel, Castro, Cianorte, Colorado, Faxinal, Guarapuava, Ipiranga, Juranda, Maringá, Palotina, Pitanga, Realeza, Rondon, Tapejara, Teixeira Soares, Toledo e Uraí –, sendo que 12 já existiam antes da criação da Comissão Estadual.
Confira a sequência de reuniões realizadas no início de maio para fomento às comissões locais:





Segundo Lisiane Rocha Czech, coordenadora da Comissão Estadual de Mulheres da FAEP, o ano de 2021 foi de intenso trabalho, com foco na mobilização dos sindicatos rurais para a criação de comissões e na capacitação das coordenadoras locais. Os grupos são estruturados dentro dos sindicatos, o que permite aumentar a presença de lideranças femininas no campo, trazendo mais mulheres para o sistema sindical.
“Com a formação de uma comissão no âmbito estadual, foi possível organizar e integrar as ações de todos os grupos femininos, fortalecendo a nossa atuação. Temos diversos feedbacks positivos de presidentes de sindicatos rurais. O movimento cresceu bastante do ano passado para cá. Vemos as mulheres se associando e se sentindo mais à vontade dentro do sistema. Elas veem os sindicatos se organizando e querem participar também”, conta Lisiane.
Entre as ações realizadas desde a criação da CEMF, a coordenadora também destaca palestras e cursos voltados à profissionalização das mulheres, com temas como energias renováveis, custos de produção e seguro rural, além de uma visita técnica ao Moinho Globo, em Sertanópolis.
“Nós, da comissão estadual, estamos trabalhando para oferecer todo o suporte necessário. Nessas minhas andanças pelo Estado, eu tenho descoberto muitas mulheres incríveis e histórias inspiradoras. O SENAR-PR também é um grande parceiro no crescimento profissional das mulheres”, destaca a coordenadora.

Ações
Ainda para este ano, Lisiane destaca a criação de consultorias, com apoio da FAEP, para atuar nos sindicatos rurais e auxiliar os grupos locais de mulheres – tanto as comissões já oficializadas como aquelas em processo de formação – a se organizarem e montarem seu planejamento estratégico. “A ideia é não deixar a chama apagar”, enfatiza.
Outras ações que fazem parte do planejamento da Comissão Estadual de Mulheres da FAEP para 2022 incluem participação em encontro de líderes rurais, em junho, e em outubro, visita técnica das coordenadoras locais ao parque industrial da Coamo, em Campo Mourão, e presença das coordenadoras regionais no 7º Congresso Nacional das Mulheres do Agronegócio, em São Paulo.
“Precisamos levar informação sobre o quão importante é sermos bem representadas nos nossos municípios para podermos ter voz”, aponta Lisiane.
A comissão local de Cascavel, por exemplo, foi criada há mais de 10 anos, denominada Comissão Feminina do Sindicato Rural de Cascavel. A integração do grupo da região Oeste a uma organização estadual permitiu que o trabalho se desenvolvesse de forma mais abrangente. Hoje são 12 coordenadoras no grupo, que conta com 43 mobilizadas. Segundo a presidente Maria Beatriz Orso, que também compõe a coordenação regional da CEMF, a troca de experiências com produtoras de diferentes regiões proporcionou uma abertura de horizontes.
“Nosso grupo sempre foi muito ativo, mas a Comissão Estadual nos deu um novo gás. Começamos como um braço do sindicato com ações voltadas para o trabalho social. Agora passamos a ser uma comissão mais técnica e com foco nas produtoras, sem deixar essa parte social de lado”, avalia Maria Beatriz. “Fizemos novas chamadas para consolidar um grupo atuante de verdade. Todas as mulheres que estão na comissão local hoje são muito participativas”, acrescenta.
Em fevereiro deste ano, a comissão local de Cascavel, junto com parte da coordenação da CEMF, esteve presente na feira agropecuária Show Rural, no município, para recepcionar as caravanas de sindicatos rurais e outras comissões formadas por mulheres. Para o segundo semestre, o planejamento inclui cursos, como o Mulher Atual, visitas técnicas e eventos. Em agosto, está previsto um encontro voltado para as comissões locais, com presença da coordenação da CEMF, que vai promover um dia de palestras sobre diversos assuntos, desde a área técnica, passando por temáticas de saúde e motivação pessoal, até ações de lazer.

Nova comissão
Uma das novas comissões criadas em 2021 foi em Campo Mourão, na região Noroeste, sob coordenação de Larissa Gallassini. Segundo a produtora, essa foi uma oportunidade de levar a bagagem de conhecimento adquirido em outra comissão que participava, em Maringá.
“Em Campo Mourão, eu encontrei mulheres engajadas nas propriedades e em uma faixa etária mais jovem, que estão assumindo a sucessão. Agora o trabalho é chamar essas mulheres para se associarem ao sindicato rural, oferecer incentivo à liderança rural. Uma vez dentro do sistema, elas começam a entender que é tudo interligado”, afirma Larissa.
No final de abril, o grupo realizou uma visita técnica a uma propriedade rural comandada por quatro mulheres. Isso vai de encontro ao atual objetivo de trabalho da comissão de Campo Mourão, voltado para a capacitação técnica das mulheres, com foco na gestão
rural. Essa é uma demanda do próprio grupo, que atualmente é composto por 112 mobilizadas e nove coordenadoras. “Todas as nossas ações têm esse teor mais técnico”, destaca Larissa.
Além das comissões locais já oficializadas junto à FAEP, outros municípios contam com grupos em processo de formação, como Paranavaí, Céu Azul, Campina da Lagoa, São Jorge D’Oeste, Coronel Vivida, Palmas, Mariluz, Ubiratã, Nova Alvorada e Goioerê.
Estrutura da CEMF
A coordenação da Comissão Estadual de Mulheres da FAEP é composta por 17 integrantes: Adriana Botelho, de Candói; Alaíde Alevatto, de Uraí; Ana Cristina Versari, de Maringá; Carla Rossato, de Sertanópolis; Gladis Knebel Schneider, de Toledo; Hildegard Abt, de Guarapuava; Kelli Taborda, de Castro; Kelli Cardoso, de Curitiba; Larissa Gallassini, de Campo Mourão; Ligia Buso, de Santo Antônio da Platina; Ligia Perri, de Juranda; Lisiane Rocha Czech, de Teixeira Soares; Maria Beatriz Orso, de Cascavel; Mariluce Anchieta, de Astorga; Marisa Mior Acorsi, de Chopinzinho; Michele dos Santos, de Realeza; Roseli Celestino, de Ivatuba; e Simone Carvalho Bossa de Paula, de Rondon.
AGRONEGÓCIO
Adiada votação do projeto que cria incentivos às indústrias de fertilizantes
O Senado adiou para a primeira semana de agosto a votação do projeto que cria o Programa de Desenvolvimento da Indústria de Fertilizantes (Profert). Prevista para esta terça-feira (14.07), a análise foi transferida após um acordo entre parlamentares e o governo para ajustar pontos fiscais e jurídicos da proposta.
O Profert pretende estimular a implantação de novas fábricas e a ampliação ou modernização das unidades existentes. A medida é considerada estratégica para reduzir a dependência brasileira do mercado externo. O País importa mais de 80% dos fertilizantes utilizados nas lavouras, situação que deixa os produtores expostos à variação cambial, ao aumento dos fretes e a conflitos internacionais.
O projeto, de autoria do senador Laércio Oliveira, já foi aprovado pelo Senado, mas retornou à Casa depois de receber alterações na Câmara dos Deputados. O texto passou a incluir, além dos fertilizantes minerais, sintéticos e orgânicos, bioinsumos, biofertilizantes, remineralizadores e as matérias-primas usadas na fabricação desses produtos.
A versão aprovada pelos deputados também cria o Fundo de Estímulo à Produção Nacional de Fertilizantes, destinado ao financiamento de projetos, e estabelece mecanismos de crédito fiscal e de financiamento de longo prazo.
O adiamento permitirá a apresentação de um projeto de lei complementar para corrigir possíveis problemas de constitucionalidade e adequar as renúncias tributárias às regras fiscais. A líder do governo no Senado, Teresa Leitão, afirmou que as duas propostas deverão ser analisadas conjuntamente.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, confirmou que o Profert e o projeto complementar serão votados no mesmo dia. A intenção é encaminhar as duas matérias simultaneamente à sanção presidencial, caso sejam aprovadas.
Durante a sessão, Laércio Oliveira criticou a condução das negociações pelo Ministério do Planejamento e Orçamento. Segundo o senador, o ministro Bruno Moretti deixou uma reunião convocada para discutir o projeto após divergências sobre o conteúdo da proposta. Laércio classificou a atitude como desrespeitosa e disse que permaneceu no encontro com Teresa Leitão.
Pelo texto em discussão, empresas habilitadas no Profert poderão adquirir máquinas, equipamentos, instrumentos e materiais de construção destinados aos projetos sem a cobrança de PIS/Pasep, Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e Imposto de Importação. Conforme o tipo de operação, os benefícios poderão ser concedidos por suspensão do pagamento, redução da alíquota a zero ou isenção.
A proposta também alcança serviços vinculados aos empreendimentos e prevê instrumentos para ampliar o acesso a recursos privados. A concessão dos incentivos, no entanto, dependerá da aprovação dos projetos pelo Poder Executivo e do cumprimento das exigências fiscais estabelecidas na futura regulamentação.
Relatora da matéria, a senadora Tereza Cristina defendeu o fortalecimento da produção doméstica. Ela reconheceu que o Brasil dificilmente alcançará a autossuficiência, mas afirmou que ampliar a oferta nacional é necessário para reduzir os riscos enfrentados pela agropecuária em períodos de instabilidade internacional.
Com o acordo, o projeto permanece em regime de urgência e deverá retornar à pauta após o recesso parlamentar. As informações sobre o adiamento e o acordo para a votação conjunta foram confirmadas pelo Senado Federal.
Fonte: Pensar Agro
-
POLÍTICA MT4 dias atrásVídeo de Pedro Taques viraliza nas redes e reacende debates sobre legado de sua gestão em Mato Grosso – assistam
-
POLÍTICA MT7 dias atrásAPÓS DEFESA EM PLENÁRIO, WELLINGTON CELEBRA APROVAÇÃO DE PROJETO QUE FORTALECE A PROTEÇÃO ÀS MULHERES
-
POLICIAL5 dias atrásPolícia Civil deflagra operação contra facção criminosa que utilizava bingos para lavagem de dinheiro em MT
-
POLÍTICA MT5 dias atrásWellington Fagundes apoia redução da área mínima para parcelamento rural e destaca criação de agrovilas
-
POLÍTICA MT5 dias atrásCidinho Santos e Rogério Gallo ganham protagonismo na campanha de Pivetta e despontam como suplentes de Mauro Mendes ao Senado
-
POLICIAL5 dias atrásPM prende três faccionados e apreende drogas e R$ 16,7 mil da venda de entorpecentes
-
POLÍTICA MT6 dias atrásRádio Assembleia estreia Bandas de Cá, com destaque para o rock mato-grossense
-
POLÍTICA MT5 dias atrásAvallone diz que MT entendeu Pivetta e vê reflexo nas pesquisas

