TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT
Projeto Ribeirinho Cidadão chega à comunidade Lambari e leva atendimento jurídico e social
À sombra de mangueiras em um espaço cedido no quintal de uma casa na comunidade Lambari (84 km do município de Santo Antonio de Leverger) foi o local onde o casal de idosos Maria Rodrigues do Nascimento e Francisco Batista de Souza encontrou atendimento de saúde e esclareceu dúvidas sobre seus direitos por meio do Ribeirinho Cidadão, projeto do Poder Judiciário em parceria com a Defensoria Pública. Sob a coordenação do juiz José Antônio Bezerra Filho as equipes de todos os parceiros montaram a estrutura no local e atenderam cerca de 150 pessoas que vivem na região e buscavam serviços como saúde, fazer documentos, certidão de nascimento, registro geral (RG), esclarecimentos sobre seus direitos, entre outros. A ação iniciou dia 25 de abril e percorre mais de 11 localidades entre os municípios de Santo Antônio de Leverger, Barão de Melgaço e Juscimeira.
“Sempre que sabemos que o Ribeirinho Cidadão virá até aqui, nos preparamos para vir porque é muito difícil ir até a cidade resolver as coisas, ainda mais com meu marido que não tem a vista. Ficamos o ano todo esperando para vir e sempre nos ajuda muito. Tem gente que mora ainda mais longe e sei que saiu madrugada para vir”, conta Maria Rodrigues.
“A gente veio aqui todo mundo porque precisava de alguma coisa, mas daí encontra os conhecidos e a gente sente muita alegria de estar reunido. Isso aí só aconteceu hoje porque vocês vieram aqui para ajudar a gente”, disse Francisco.
TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT
Justiça e Exército se unem em Rondonópolis para defender cultura da paz e acesso aos direitos
Entre fardas, livros e reflexões sobre cidadania, o auditório do 18º Grupo de Artilharia de Campanha, em Rondonópolis, se transformou nesta segunda-feira (18) em um espaço de diálogo sobre pacificação social, direitos fundamentais e Justiça. A convite do comandante da unidade, tenente-coronel Joel Reis Alves Neto, o coordenador do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc), juiz Wanderlei José dos Reis, ministrou palestra aos militares sobre acesso à Justiça, autocomposição e Justiça Restaurativa.
Logo no início da fala, o magistrado destacou sua ligação com o Exército Brasileiro e a importância da parceria institucional entre as duas instituições. “O militar não é melhor nem pior que ninguém, ele é diferente. O militar tem senso de responsabilidade, disciplina e proatividade. É uma honra estar aqui falando em nome do Poder Judiciário de Mato Grosso e trazendo uma mensagem institucional de pacificação social”, afirmou o juiz.
O comandante do 18º GAC, tenente-coronel Joel, ressaltou que o encontro fortalece o intercâmbio de conhecimentos entre as instituições e contribui para a formação humana dos militares. “A presença do Poder Judiciário dentro do quartel amplia horizontes e reforça valores importantes para a sociedade e para o próprio Exército, como diálogo, equilíbrio e responsabilidade social”, destacou.
Direitos fundamentais e cidadania
Durante a primeira parte da palestra, o juiz Wanderlei abordou temas ligados ao projeto “Diálogos com as Juventudes”, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), explicando conceitos relacionados à Constituição Federal, direitos humanos e acesso à Justiça.
O magistrado explicou aos militares que o acesso à Justiça é um direito fundamental garantido pela Constituição e destacou a importância do conhecimento como instrumento de transformação social. “O acesso à Justiça começa pelo conhecimento. Conhecer a Constituição, conhecer as leis e compreender os próprios direitos é fundamental para o exercício da cidadania”, disse.
Ao falar sobre direitos fundamentais, o juiz Wanderlei também fez um paralelo histórico sobre a evolução do Estado Democrático de Direito e ressaltou o papel do Judiciário como garantidor da paz social e da proteção dos direitos individuais.
Exército e Judiciário pela pacificação social
O magistrado também relacionou a atuação do Judiciário à missão histórica de figuras importantes do Exército Brasileiro, como Duque de Caxias e Marechal Rondon. “Nós estamos aqui trazendo uma mensagem institucional de pacificação. Duque de Caxias foi conhecido como o pacificador e Marechal Rondon carregava um lema profundamente humano: ‘Morrer, se necessário for; matar, nunca’. Isso dialoga diretamente com aquilo que o Judiciário busca hoje”, afirmou.
Ao encerrar a primeira palestra, o juiz reforçou que educação, leitura e conhecimento são ferramentas essenciais para transformação pessoal e social. “O conhecimento transforma. O homem é a medida do seu conhecimento. Quanto mais conhecimento, maior a capacidade de compreender seus direitos e contribuir para uma sociedade mais justa”, concluiu.
Autor: Roberta Penha
Fotografo: Josi Dias
Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT
Email: [email protected]
-
POLÍTICA MT5 dias atrásJúlio Campos lança pré-candidatura à reeleição com mensagens em massa no WhatsApp
-
POLÍTICA MT5 dias atrásSorriso recebe grande mobilização política liderada por Max Russi e Pastor Marcos Ritela
-
MINISTÉRIO PÚBLICO MT6 dias atrásA vida adiada
-
POLÍTICA MT4 dias atrásTJMT concede mais 60 dias para Emanuel Pinheiro negociar acordo em ação da Operação Déjà Vu
-
POLÍTICA MT5 dias atrásMobilidade urbana: Pivetta fecha pacto com construtoras, em conversa descontraída com a população, promete entregar trecho do BRT até junho – veja o video
-
POLÍTICA MT4 dias atrásMauro Carvalho reforça permanência de Jayme em grupo de Pivetta e defende união política para 2026
-
Várzea Grande4 dias atrásDepois do escândalo dos maços de dinheiro, rumores de corrupção no DAE agitam bastidores da gestão Flávia Moretti em Várzea Grande
-
POLÍTICA MT3 dias atrásMax Russi elogia trabalho da CPI da Saúde e destaca importância da transparência sobre OSS
