AGRONEGÓCIO
CNA solicita medidas para suinocultores independentes
Brasília (28/04/2022) – A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) solicitou, na quarta (27), uma série de medidas para ajudar os produtores independentes de suínos que vivem uma crise com os altos custos de produção.
No ofício enviado à Superintendência do Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco), a CNA pede a criação de uma linha emergencial de crédito rural com recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO) para custeio (capital de giro) e a prorrogação das dívidas das operações de crédito de custeio e investimento da suinocultura independente com o Fundo.
Na terça (26), a CNA havia participado do Encontro Político da Suinocultura na Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA).
O evento foi organizado pela Associação Brasileira de Criadores de Suínos (ABCS) e contou com uma apresentação do presidente da ABCS, Marcelo Lopes, que destacou a crise da suinocultura independente e os principais pleitos do setor ao governo.
Entre os pleitos estão a manutenção da isenção das alíquotas de contribuição incidentes na importação milho (PIS/COFINS) até dezembro de 2022; prorrogação do prazo de pagamento dos custeios pecuários; criação de uma linha de capital de giro com prazo estendido para a suinocultura no Plano Safra 2022/2023; e a inclusão da carne suína e seus derivados nos programas do PNAE e PAA/Alimenta Brasil (SAF/MAPA).
Nessa reunião da FPA, participaram o diretor técnico da CNA, Bruno Lucchi, o presidente da Comissão Nacional de Aves e Suínos, Marcelo Valles Bento, o assessor técnico Rafael Ribeiro e o consultor Iuri Machado.
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AGRONEGÓCIO
Enquanto EUA anunciam tarifas, China abre mercado para a carne brasileira
No mesmo momento em que os Estados Unidos ampliam as ameaças tarifárias contra produtos brasileiros, a China enviou um sinal na direção oposta. O governo chinês anunciou nesta terça-feira (02.05) o reconhecimento de todo o território brasileiro como livre de febre aftosa sem vacinação, decisão que elimina as últimas restrições sanitárias sobre estados do Norte do país e abre caminho para ampliar as exportações de carne bovina e suína ao principal mercado consumidor do mundo.
A medida tem peso estratégico para o agronegócio brasileiro. A China é o maior comprador mundial de carne bovina e absorve mais da metade de toda a carne bovina exportada pelo Brasil. Apenas no primeiro trimestre deste ano, os chineses importaram quase R$ 16,5 bilhões em carnes brasileiras, demonstrando a dimensão do mercado para a pecuária nacional.
O reconhecimento encerra uma negociação que se arrastava há mais de duas décadas e uniformiza o status sanitário brasileiro perante as autoridades chinesas. Na prática, produtos que enfrentavam limitações em razão das restrições aplicadas a determinadas regiões do país passam a ter acesso ampliado ao mercado asiático. Entre os principais beneficiados estão carnes com osso, miúdos e outros produtos de maior valor agregado, segmentos que tradicionalmente encontram forte demanda na China.
A decisão ocorre em um momento particularmente relevante para a pecuária nacional. Nos últimos meses, frigoríficos e exportadores brasileiros vinham buscando ampliar sua participação no mercado chinês, inclusive com pedidos de habilitação de novas plantas exportadoras e negociações para aumento de volumes embarcados.
A importância da China para o campo brasileiro vai muito além da pecuária. No ano passado, o país asiático comprou mais de R$ 275 bilhões em produtos do agronegócio brasileiro, mantendo-se com ampla folga como o principal destino das exportações do setor.
Para a pecuária, o anúncio representa uma vitória ainda mais significativa porque reforça a credibilidade sanitária brasileira justamente quando diversos países endurecem exigências para importação de proteínas animais. O reconhecimento chinês funciona como um aval à estrutura de vigilância sanitária e defesa agropecuária construída pelo Brasil ao longo dos últimos anos.
A sinalização também ganha relevância diante do cenário internacional. Enquanto Washington discute novas sobretaxas que podem atingir parte das exportações brasileiras, Pequim amplia o acesso para um mercado de mais de 1,4 bilhão de consumidores e reforça sua posição como principal destino da proteína animal produzida no Brasil. Para o setor pecuário, a mensagem é clara: se de um lado surgem barreiras comerciais, do outro o maior comprador de carne do planeta está abrindo ainda mais espaço para o produto brasileiro.
Fonte: Pensar Agro
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