AGRONEGÓCIO

Índice de preços ao produtor aumentou 1,4% em novembro, diz Cepea

O Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea-Esalq/USP)informa que o Índice de Preços ao Produtor de Grupos de Produtos Agropecuários (IPPA/CEPEA) aumentou 1,4% em novembro, em comparação a outubro.

O destaque vai para os grupos grãos ( aumento de 1,9%), hortifrutícolas (11,2%), e cana-café (2,4%). Em contrapartida, o IPPA-Pecuária teve uma leve queda de -1,1%.

Os preços agropecuários também ascenderam em relação aos preços industriais, indicado pelo aumento de 0,6% no IPA-OG-DI Produtos Industriais. Globalmente, os preços dos alimentos permaneceram estáveis de acordo com o índice da FAO, enquanto a taxa de câmbio oficial (US$/R$) caiu 3,2%, segundo dados do Bacen.

No acumulado de janeiro a novembro, o IPPA/CEPEA registrou uma queda de 16,6% em comparação ao mesmo período de 2022, mostrando uma redução significativa em relação ao decréscimo de 4,6% observado no IPA-OG-DI Preços Industriais.

Além disso, os preços internacionais dos alimentos reduziram em 14%, enquanto a taxa de câmbio nominal está 3% inferior ao patamar de 2022.

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Enquanto EUA anunciam tarifas, China abre mercado para a carne brasileira

No mesmo momento em que os Estados Unidos ampliam as ameaças tarifárias contra produtos brasileiros, a China enviou um sinal na direção oposta. O governo chinês anunciou nesta terça-feira (02.05) o reconhecimento de todo o território brasileiro como livre de febre aftosa sem vacinação, decisão que elimina as últimas restrições sanitárias sobre estados do Norte do país e abre caminho para ampliar as exportações de carne bovina e suína ao principal mercado consumidor do mundo.

A medida tem peso estratégico para o agronegócio brasileiro. A China é o maior comprador mundial de carne bovina e absorve mais da metade de toda a carne bovina exportada pelo Brasil. Apenas no primeiro trimestre deste ano, os chineses importaram quase R$ 16,5 bilhões em carnes brasileiras, demonstrando a dimensão do mercado para a pecuária nacional.

O reconhecimento encerra uma negociação que se arrastava há mais de duas décadas e uniformiza o status sanitário brasileiro perante as autoridades chinesas. Na prática, produtos que enfrentavam limitações em razão das restrições aplicadas a determinadas regiões do país passam a ter acesso ampliado ao mercado asiático. Entre os principais beneficiados estão carnes com osso, miúdos e outros produtos de maior valor agregado, segmentos que tradicionalmente encontram forte demanda na China.

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A decisão ocorre em um momento particularmente relevante para a pecuária nacional. Nos últimos meses, frigoríficos e exportadores brasileiros vinham buscando ampliar sua participação no mercado chinês, inclusive com pedidos de habilitação de novas plantas exportadoras e negociações para aumento de volumes embarcados.

A importância da China para o campo brasileiro vai muito além da pecuária. No ano passado, o país asiático comprou mais de R$ 275 bilhões em produtos do agronegócio brasileiro, mantendo-se com ampla folga como o principal destino das exportações do setor.

Para a pecuária, o anúncio representa uma vitória ainda mais significativa porque reforça a credibilidade sanitária brasileira justamente quando diversos países endurecem exigências para importação de proteínas animais. O reconhecimento chinês funciona como um aval à estrutura de vigilância sanitária e defesa agropecuária construída pelo Brasil ao longo dos últimos anos.

A sinalização também ganha relevância diante do cenário internacional. Enquanto Washington discute novas sobretaxas que podem atingir parte das exportações brasileiras, Pequim amplia o acesso para um mercado de mais de 1,4 bilhão de consumidores e reforça sua posição como principal destino da proteína animal produzida no Brasil. Para o setor pecuário, a mensagem é clara: se de um lado surgem barreiras comerciais, do outro o maior comprador de carne do planeta está abrindo ainda mais espaço para o produto brasileiro.

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Fonte: Pensar Agro

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