AGRONEGÓCIO

Presidente da CNA se reúne com embaixadores


Representantes do Sistema CNA/Senar e da embaixada da Coreia do Sul

Brasília (13/04/2022) – O presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), João Martins, participou nessa semana de compromissos e reuniões nas embaixadas da Coreia do Sul e da Alemanha.

Na terça (12), João Martins visitou o embaixador sul-coreano Lim Ki-mo. O diplomata foi um dos integrantes da comitiva da 7ª edição do Programa de Intercâmbio AgroBrazil, realizada pela CNA no final do mês de março, em Mato Grosso.

Já na quarta (13), o presidente da CNA se reuniu com os embaixadores da Alemanha, Heiko Thoms, e da União Europeia, Ignacio Ybáñez, e com a encarregada de Negócios da Embaixada do Reino Unido no Brasil, Melanie Hopkins, para debater a sustentabilidade da agropecuária brasileira.

Participaram dos encontros o vice-presidente de Relações Internacionais da CNA, Gedeão Pereira; o diretor-geral do Senar, Daniel Carrara; e a diretora de Relações Internacionais da CNA, Sueme Mori.

Na reunião na Embaixada da Alemanha também estiveram presentes o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Amazonas (FAEA), Muni Lourenço, e diplomatas da Alemanha, Reino Unido, União Europeia, França e Noruega.

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Grupo participou de almoço na embaixada da Alemanha

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Fonte: CNA Brasil

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AGRONEGÓCIO

Inverno começa com instabilidade e exige cautela redobrada do agronegócio

O inverno brasileiro começou oficialmente neste domingo, 21, às 5h24 (horário de Brasília), e deve ter um padrão climático atípico. Com a confirmação da atuação de um forte episódio de El Niño, as projeções do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) indicam uma estação marcada por extremos, que exigirá do produtor rural um manejo cirúrgico para mitigar riscos fitossanitários e garantir a produtividade da safra.

A presença do fenômeno no Pacífico Equatorial, com probabilidade superior a 99% de se consolidar em patamares “fortes” até setembro, redefine o mapa de risco no campo. Ao contrário de anos de neutralidade, o cenário para 2026 aponta para uma disparidade hídrica acentuada entre as regiões produtoras.

Sul: Excesso de umidade e alerta fitossanitário

A região Sul, historicamente impactada por frentes frias, enfrentará um inverno com volumes de chuva acima da média histórica. De acordo com boletins agrometeorológicos recentes, o encharcamento recorrente do solo deve dificultar a entrada de maquinário em áreas de colheita tardia.

O risco operacional é elevado: a alta umidade favorece a proliferação de doenças fúngicas em culturas de inverno, como o trigo. Por outro lado, o aumento da nebulosidade, embora traga desafios ao desenvolvimento das plantas, deve atuar como um “escudo” parcial contra geadas severas, reduzindo o risco de queima em lavouras perenes.

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Centro-Oeste e Matopiba: Ameaça de déficit hídrico

No coração do agronegócio, o padrão é de seca. O Centro-Oeste, o Matopiba e o Norte conviverão com uma irregularidade consistente na distribuição de chuvas. Com a umidade retida no Sul, o Centro-Oeste enfrenta o risco de uma queda acelerada da umidade do solo imediatamente após a colheita do milho segunda safra.

“A janela de plantio e a recuperação das pastagens dependem diretamente da regularidade dessas chuvas escassas”, apontam especialistas. Para o algodão e o milho tardio, o estresse hídrico é a principal ameaça, exigindo ajustes imediatos no manejo de palhada e no planejamento da safra subsequente.

Sudeste: O risco da oscilação térmica

No Sudeste, o inverno de 2026 será definido pela imprevisibilidade. Períodos de frio pontual serão interrompidos por ondas de calor atípicas. Essa alternância térmica impõe um desafio de gestão: o estresse das plantas em resposta às mudanças bruscas de temperatura aumenta a vulnerabilidade a pragas, demandando monitoramento constante nas lavouras de café e hortifrúti.

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Reflexos na cadeia produtiva

A instabilidade não se restringe ao campo. Analistas do setor agroindustrial alertam que a quebra de expectativa de recordes produtivos, somada às dificuldades logísticas impostas pelo clima, pode pressionar os custos de produção e, consequentemente, os preços ao consumidor final.

“O produtor que não se antecipar na reserva de forragem e na proteção sanitária estará mais exposto aos efeitos deste ‘super El Niño’”, destaca o relatório do INMET. A recomendação técnica é de monitoramento diário dos boletins de curto prazo, dada a volatilidade que ditará o ritmo da colheita e o início da próxima safra.

O rigor do inverno de 2026, portanto, não será medido pelo termômetro, mas pela eficiência na resposta do agronegócio a um sistema climático que, cada vez mais, opera fora das médias históricas.

Fonte: Pensar Agro

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