POLÍTICA MT
João Batista participa de campanha para estimular doação de sangue em Cuiabá
Foto: Marcos Lopes
Na quinta-feira (7), o deputado estadual João Batista do Sindspen (PP), participa da Campanha “Cuiabano de Sangue e Coração”, um ato solidário de incentivo à doação de sangue promovido pela tradicional família “Borralho” (uma das fundadoras de Cuiabá). A ação acontece em parceria com o MT Hemocentro, na capital, e todo o voluntário que comparecer no local, irá ganhar um brinde, além de participar de um café da manhã cuiabano.
De acordo com João Batista, a iniciativa visa chamar a atenção da sociedade, para a nobre causa, com objetivo de aumentar o banco de sangue do Hemocentro. “Precisamos dar mais atenção a esta causa tão importante que é a doação de sangue. É um ato de cidadania, rápido, simples e que pode salvar vidas. Meus parabéns a todos os voluntários da família Borralho pela iniciativa. Na oportunidade, convido toda população mato-grossense a procurar o hemocentro e fazer a doação”, destacou.
Segundo os organizadores da ação solidária, a parceria com o MT Hemocentro foi firmada há quatro anos e acontece no mês em que a capital cuiabana comemora aniversário. “Depois de firmada a parceria para esse ato solidário de extrema importância para população mato-grossense, a família Borralho manteve essa programação em todo o aniversário da cidade, como forma de homenagear a nossa Capital. Este ano de 2022, já completamos quatro anos de compromisso firmado entre a Família Borralho e o MT Hemocentro”, explicou um membro da família Borralho.
Borralho – Considerada uma das mais antigas da cidade, a família Borralho remonta sua história à época da Guerra do Paraguai (1864-1870), quando um capitão que carregava o nome da família teve a sua atuação destacada e ganhou uma medalha de bravura.
A família Borralho tem o nome espalhado por ruas, travessas, policlínicas e jardins de Cuiabá, além de terem o marco histórico de auxiliar na construção da capital e de carregar as características do povo cuiabano.
O destaque da família foi o farmacêutico João Borralho, que “batiza” uma policlínica no Bairro Despraiado e que se tornou conhecido pela caridade com os menos desfavorecidos, quando ajudava aqueles que não tinham condições de arcar com os custos de suas medicações.
Grande parte dos familiares morou e fez história na Casa Cuiabana, no Bairro Bandeirantes, casarão construído no século 18 e que foi tombado como patrimônio histórico e cultural e é conhecido, atualmente, como Centro Cultural de Cuiabá. Lá funcionou a sede da fazenda da família Borralho e o jardim que ali se encontra leva o nome de uma das antigas moradoras, Deidâmia Borralho.
Serviço – O MT Hemocentro está localizado na Rua 13 de Junho, n° 1055, bairro Centro-Sul, em Cuiabá. O horário de atendimento é de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 17h30. Para agendar a doação de sangue, basta acessar o Sistema de Agendamento do MT Hemocentro no site: http://www.saude.mt.gov.br/hemocentro. O voluntário também pode agendar as doações pelo telefone (65) 98433-0624 (WhatsApp, ligação ou mensagem) ou pelo número (65) 3623-0044, ramais 211 e 221.
POLÍTICA MT
Viúvo de Amália Barros considera ‘infeliz’ fala de dirigente do PL e defende retratação pública
A repercussão da declaração do presidente do PL em Mato Grosso, Ananias Filho, durante a convenção estadual do partido, continua produzindo desdobramentos. Em entrevista ao portal O Bom da Notícia, o empresário Thiago Boava, viúvo da ex-deputada federal Amália Barros e pré-candidato à Câmara dos Deputados pelo Partido Liberal, classificou como “infeliz” a fala do dirigente ao associar a morte da parlamentar à disputa eleitoral e afirmou que uma retratação pública seria o gesto mais adequado diante do episódio.
Na quarta-feira, durante entrevista coletiva concedida após a convenção da legenda, Ananias declarou que “Deus deu uma mão e levou uns lá para cima” ao comentar o espaço político aberto após a morte de Amália Barros, falecida em maio de 2024, aos 39 anos. A vaga na Câmara Federal passou a ser ocupada pelo primeiro suplente da legenda, Nelson Barbudo.
Embora procure interpretar a declaração como fruto de uma escolha inadequada de palavras, Boava admite que o resultado foi profundamente negativo. “Prefiro acreditar que faltou domínio das palavras, e não sensibilidade. Mas a repercussão mostra que a frase foi muito infeliz”.
O empresário afirmou ainda concordar com a reflexão apresentada no artigo “Quando uma palavra pública fere muito além da política”, publicado pela jornalista Marisa Batalha, segundo o qual determinadas declarações extrapolam a disputa eleitoral porque atingem valores humanos e simbólicos muito mais amplos.
Boava entende que as desculpas não precisam ser feitas à ele, ainda que admita seu desconforto. Porém, em uma eventual retratação deveria reconhecer o significado da trajetória construída por Amália e o esforço de tantas mulheres que enfrentam barreiras históricas para ocupar espaços de representação política.
“Não sinto necessidade de um pedido de desculpas para mim, nem acredito que seja isso que minha sogra espere. Mas penso que uma retratação seria importante pela memória da Amália e por todas as mulheres que travam diariamente essa batalha”.
Ele acrescentou que a rápida ascensão política da ex-deputada simbolizou uma conquista rara dentro de um ambiente ainda marcado por desigualdades. “A trajetória da Amália foi belíssima. Em tão pouco tempo ela conquistou um espaço que poucas lideranças conseguem construir ao longo de uma vida pública”.
Ao comentar os efeitos políticos da declaração, Boava também observou que um gesto de reconhecimento do erro contribuiria para a própria imagem do dirigente partidário. “Seria importante para ele também. As pessoas estão formando uma impressão sobre esse episódio, e reconhecer um equívoco demonstra grandeza.”
A declaração de Ananias repercutiu entre lideranças políticas, jornalistas e movimentos ligados à participação feminina na política. Alguns veículos de comunicação noticiaram o constrangimento provocado pela fala e destacaram o entendimento de Boava de que uma retratação pública seria o caminho mais adequado para encerrar o episódio.
Ao associar uma morte precoce à dinâmica eleitoral e à vontade divina, a declaração abriu um debate que ultrapassou os limites partidários e reacendeu discussões sobre responsabilidade institucional, cuidado com a linguagem e respeito à memória de mulheres que conseguiram romper barreiras históricas na política brasileira.
Amália Barros morreu em maio de 2024, aos 39 anos, no Hospital Vila Nova Star, em São Paulo, onde permaneceu internada em estado grave após complicações decorrentes de uma cirurgia para a retirada de um nódulo no pâncreas.
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