AGRONEGÓCIO
Programa de intercâmbio AgroBrazil em Mato Grosso começa hoje
Brasília (28/03/2022) – A 7ª edição do Programa de Intercâmbio AgroBrazil, iniciativa da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso (Famato), acontece a partir de hoje (28) e vai até o dia 1º de abril, em Mato Grosso.
A comitiva – formada por representantes da Alemanha, Austrália, Coreia do Sul, Espanha, Estados Unidos, Índia, Indonésia, Malásia, Países Baixos, Singapura e União Europeia – vai participar de atividades em Cuiabá, Campo Novo do Parecis, Campo Verde e Sinop.
Durante a viagem, o grupo vai conhecer exemplos da sustentabilidade do campo brasileiro com foco na produção de açúcar, etanol, algodão, piscicultura, pecuária de corte e grãos.
A programação inclui visitas técnicas ao AgriHUB Space, Cooperativa Agrícola de Produtores de Cana de Campo Novo do Parecis (Coprodia), Feira Parecis SuperAgro 2022, Fazenda Filadélfia, Fazenda Fartura, Cooperativa de Cotonicultores de Campo Verde (Cooperfibra) e Embrapa Agrossilvipastoril.
AgroBrazil – O Programa de Intercâmbio AgroBrazil é desenvolvido pela CNA com o objetivo de apresentar a realidade da produção agropecuária nacional para representantes de delegações estrangeiras e permitir um contato próximo e direto entre os diplomatas e os produtores rurais brasileiros.
Nos últimos quatro anos, o AgroBrazil levou representantes de 29 delegações estrangeiras aos estados da Bahia, Pernambuco, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará e Rio Grande do Sul.
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AGRONEGÓCIO
Setor produtivo e bancos vão travar batalha de R$ 130 bilhões semana que vem no Senado
A votação do projeto de lei que autoriza a renegociação de dívidas rurais, prevista para a próxima quarta-feira (10.06), tornou-se o ponto central das articulações do setor produtivo em Brasília. Enquanto entidades que representam o campo — como a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e associações de produtores como a Aprosoja — intensificam o trabalho junto ao parlamento para assegurar a aprovação do texto com condições viáveis de pagamento, o sistema bancário iniciou uma ofensiva para limitar o alcance da medida.
O setor produtivo argumenta que a renegociação é uma necessidade estratégica para a manutenção da atividade agropecuária no País, diante de um cenário de custos elevados e margens apertadas. A proposta defendida pelos produtores busca um fôlego financeiro essencial para o setor, com prazos de pagamento mais longos e taxas de juros controladas, garantindo que o ciclo produtivo não seja interrompido por desequilíbrios financeiros conjunturais. A mobilização, organizada pelas redes sociais, reflete o peso do setor na economia nacional e o temor de que o crédito rural sofra uma contração ainda maior sem a reestruturação dos passivos.
Do outro lado, as instituições financeiras, representadas pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e pela Confederação Nacional das Instituições Financeiras (Fin), buscam apresentar um substitutivo. O sistema bancário argumenta que a amplitude do projeto original, aprovado em comissão na semana passada, poderia gerar riscos à segurança jurídica e à previsibilidade do crédito. A proposta dos bancos para “calibrar” o projeto inclui travar o benefício a um teto de R$ 10 milhões por CPF, restringir o escopo a dívidas de 2024 em diante e reduzir drasticamente o período de suspensão de vencimentos.
A disputa técnica centra-se no impacto financeiro e na governança dos contratos. Enquanto os bancos alegam complexidade operacional e riscos de “estímulos indevidos à inadimplência” com os prazos de até 13 anos e juros de 7,5%, os representantes do campo defendem que as regras de enquadramento devem ser amplas o suficiente para atender quem realmente precisa, excluindo apenas situações sem relação direta com a atividade econômica financiada.
A articulação política no Senado segue intensa. O setor produtivo aguarda a definição da pauta para esta semana, ciente de que o texto final poderá sofrer ajustes para acomodar as pressões do sistema bancário, mas mantendo a defesa de que a funcionalidade do sistema de crédito rural não deve ser usada como pretexto para impedir o socorro necessário ao produtor que movimenta a economia brasileira.
Fonte: Pensar Agro
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