POLÍTICA MT
Autoridades lançam recuperação asfáltica em Várzea Grande
Foto: MAURICIO BARBANT / ALMT
Com investimentos na ordem de R$ 33,3 milhões, a obra de recuperação asfáltica, em 20 bairros de Várzea Grande, foi lançada, nesta segunda-feira (21). Serão 60 quilômetros de ruas e avenidas recuperadas, através do convênio articulado pelo presidente da Assembleia Legislativa, deputado Eduardo Botelho (União Brasil), numa parceria com o governo de Mato Grosso e Prefeitura Municipal de Várzea Grande.
O trabalho de Botelho foi reconhecido durante a cerimônia de lançamento, na rua Dom Pedro I, no Jardim Imperador, de Várzea Grande. Momento em que as máquinas foram acionadas dando início à recuperação da via.
“Quero agradecer, em especial, ao deputado Botelho, que foi um guerreiro para trazer recursos para Várzea Grande, para que a gente possa recuperar nossa malha viária e atender mais de 20 bairros, com mais de 60 quilômetros de recapeamento. Também ao governador Mauro Mendes (União) que atendeu o pedido sendo parceiro de Várzea Grande. Quem ganha são os munícipes, com a valorização dos imóveis, geração de emprego e renda. Mais de 33 milhões com a contrapartida do município. É uma parceria do deputado Botelho com o governo”, afirmou o prefeito Kalil Baracat (MDB), ao destacar que o prazo à conclusão será de um ano, especialmente por causa do período chuvoso.
Da mesma forma, o governador Mauro Mendes falou sobre o empenho de Botelho para levar mais investimentos à cidade. “O governo do estado repassou R$ 30 milhões para essa obra. Sendo mais R4 3 milhões da prefeitura. E, o legislativo estadual tem sido grande parceiro e tem ajudado em muitas ações. O deputado Botelho tem sido grande parceiro da nossa administração e daqui da cidade. Ele conversou conosco diversas vezes para que essa ação pudesse se concretizar. Nos próximos meses, vamos ver aqui as melhorias, serão muitas ruas com asfalto de alta qualidade, melhorando o trânsito e fico feliz porque o governo está cumprindo nossa obrigação em todas as áreas e ao mesmo tempo também ajudando os municípios”, avaliou Mendes.
Botelho destacou a importância do trabalho em conjunto e listou os avanços que estão sendo registrados em Várzea Grande, que segundo ele, receberá mais investimentos nos próximos dias. Um deles é o convênio para construção de uma Estação de Tratamento de Água (ETA) no bairro Chapéu do Sol. A Secretaria de Estado de Infraestrutura (Sinfra) vai repassar aproximadamente R$ 27 milhões para a prefeitura, que entrará com uma contrapartida quase de R$ 1,5 milhão e será responsável por executar a obra, que tem o objetivo de solucionar o problema de falta de água na cidade.
“Temos trabalhado muito por Várzea Grande e todo Mato Grosso. Mas, esse trabalho hoje é especifico para Várzea Grande. São recursos de R$ 33 milhões para asfalto novo nos bairros; já conseguimos convênio para a água e daqui uns dias teremos lançamento de uma grande avenida que já está autorizada pelo governador, saindo da ponte que vai interligar o Atalaia até Parque do Lago, sendo um grande corredor para melhorar a cidade e mais três trincheiras serão construídas. Tudo isso é o trabalho de equipe, do governador, do deputado Botelho e do prefeito Kalil”, reconheceu o deputado.
POLÍTICA MT
Viúvo de Amália Barros considera ‘infeliz’ fala de dirigente do PL e defende retratação pública
A repercussão da declaração do presidente do PL em Mato Grosso, Ananias Filho, durante a convenção estadual do partido, continua produzindo desdobramentos. Em entrevista ao portal O Bom da Notícia, o empresário Thiago Boava, viúvo da ex-deputada federal Amália Barros e pré-candidato à Câmara dos Deputados pelo Partido Liberal, classificou como “infeliz” a fala do dirigente ao associar a morte da parlamentar à disputa eleitoral e afirmou que uma retratação pública seria o gesto mais adequado diante do episódio.
Na quarta-feira, durante entrevista coletiva concedida após a convenção da legenda, Ananias declarou que “Deus deu uma mão e levou uns lá para cima” ao comentar o espaço político aberto após a morte de Amália Barros, falecida em maio de 2024, aos 39 anos. A vaga na Câmara Federal passou a ser ocupada pelo primeiro suplente da legenda, Nelson Barbudo.
Embora procure interpretar a declaração como fruto de uma escolha inadequada de palavras, Boava admite que o resultado foi profundamente negativo. “Prefiro acreditar que faltou domínio das palavras, e não sensibilidade. Mas a repercussão mostra que a frase foi muito infeliz”.
O empresário afirmou ainda concordar com a reflexão apresentada no artigo “Quando uma palavra pública fere muito além da política”, publicado pela jornalista Marisa Batalha, segundo o qual determinadas declarações extrapolam a disputa eleitoral porque atingem valores humanos e simbólicos muito mais amplos.
Boava entende que as desculpas não precisam ser feitas à ele, ainda que admita seu desconforto. Porém, em uma eventual retratação deveria reconhecer o significado da trajetória construída por Amália e o esforço de tantas mulheres que enfrentam barreiras históricas para ocupar espaços de representação política.
“Não sinto necessidade de um pedido de desculpas para mim, nem acredito que seja isso que minha sogra espere. Mas penso que uma retratação seria importante pela memória da Amália e por todas as mulheres que travam diariamente essa batalha”.
Ele acrescentou que a rápida ascensão política da ex-deputada simbolizou uma conquista rara dentro de um ambiente ainda marcado por desigualdades. “A trajetória da Amália foi belíssima. Em tão pouco tempo ela conquistou um espaço que poucas lideranças conseguem construir ao longo de uma vida pública”.
Ao comentar os efeitos políticos da declaração, Boava também observou que um gesto de reconhecimento do erro contribuiria para a própria imagem do dirigente partidário. “Seria importante para ele também. As pessoas estão formando uma impressão sobre esse episódio, e reconhecer um equívoco demonstra grandeza.”
A declaração de Ananias repercutiu entre lideranças políticas, jornalistas e movimentos ligados à participação feminina na política. Alguns veículos de comunicação noticiaram o constrangimento provocado pela fala e destacaram o entendimento de Boava de que uma retratação pública seria o caminho mais adequado para encerrar o episódio.
Ao associar uma morte precoce à dinâmica eleitoral e à vontade divina, a declaração abriu um debate que ultrapassou os limites partidários e reacendeu discussões sobre responsabilidade institucional, cuidado com a linguagem e respeito à memória de mulheres que conseguiram romper barreiras históricas na política brasileira.
Amália Barros morreu em maio de 2024, aos 39 anos, no Hospital Vila Nova Star, em São Paulo, onde permaneceu internada em estado grave após complicações decorrentes de uma cirurgia para a retirada de um nódulo no pâncreas.
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